quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Bovespa fecha dia em alta, mas cai 18,1% em 2011

Principal índice da bolsa, subiu 0,39% no dia e fechou aos 56.754 pontos.
Desempenho da bolsa no ano foi o 3º pior desde o Plano Real, diz estudo.

Reuters

bovespa (Foto: Editoria de Arte/G1)
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou o último dia de negócios de 2011 com leve valorização nesta quinta-feira (29).
O Ibovespa, principal índice da bolsa paulista, subiu 0,39%, aos 56.754 pontos. O volume de dinheiro negociado no dia foi de R$ 5,2 bilhões, segundo dados preliminares.
Em 2011, porém, a bolsa paulista acumulou queda de 18,1%, o que, segundo levantamento da consultoria Economatica, é o terceiro pior desempenho desde o início do Plano Real.
O pior desempenho do índice brasileiro desde o início do Plano Real foi registrado em 2008, quando a queda foi de 41,22%. Dez anos antes, em 1998, o Ibovespa teve o segundo pior resultado, recuando 33,46% ao longo do ano.
O ano foi difícil para o mercado de ações: outra pesquisa divulgada pela Economatica na quarta-feira (28) aponta que as empresas brasileiras de capital aberto perderam em valor de mercado de R$ 213,6 bilhões em 2011, até o dia 27 de dezembro.
E para profissionais do mercado, há poucas chances de uma recuperação mais significativa do mercado acionário, pelo menos enquanto o medo de quebradeira generalizada na zona do euro não for dissipado.
"A liquidez ainda está empoçada; só deve melhorar depois do primeiro trimestre (de 2012)", disse o responsável pelo banco de investimentos Bradesco BBI, Sérgio Clemente.
Segundo Walter Mendes, sócio da Cultinvest, entre os fatores que podem contribuir para a recuperação no próximo ano está o fato de a bolsa brasileira estar bastante "descontada" em relação aos mercados internacionais.
Como de forma geral as empresas do país seguiram crescendo nos últimos anos, marcadas por instabilidade internacional, os múltiplos da bolsa brasileira estão bem menores do que os de outros mercados, mesmo emergentes. Em termos nominais, o Ibovespa está no mesmo patamar alcançado em meados de 2007. Na máxima histórica, o índice superou 73 mil pontos, no começo do ano seguinte.
"Nós estamos no meio de um ciclo de corte de juros, a economia americana está lentamente se recuperando e tenho a expectativa de que não haja ruptura na Europa nem desaceleração muito forte na Ásia", afirmou Mendes, referindo-se à taxa Selic brasileira, que fechou este ano a 11%, depois de alcançar 12,50% em julho.
Pior investimento de 2011
Ainda de acordo com o levantamento da Economatica, a bolsa paulista foi a pior do ano entre seis opções de investimento: foi o único ativo a desvalorizar.

 A melhor aplicação do ano foi o ouro, com 16,46% de alta, seguido pelo Dólar Ptax Venda, com 11,84% de valorização.
A poupança teve alta de 7,5% em 2011, segundo o levantamento da consultoria.

Esta rentabilidade, de acordo com a Economatica, já considera o fechamento anual até o dia 31 de dezembro.

Bovespa ao longo de 2011
Em 2011, o melhor desempenho do Ibovespa, principal indicador do mercado acionário do país, foi registrado logo no início do ano, ao fechar aos 71.632 pontos no dia 12 de janeiro – a maior cotação desde novembro de 2010.
De lá para cá, no entanto, a trajetória foi praticamente só descendente ao longo do ano, com uma ou outra variação mensal positiva (veja gráfico ao lado).
No dia 8 de agosto, o Ibovespa atingiu o menor patamar do ano – e o mais baixo desde abril de 2009 – e fechou aos 48.668 pontos.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Balanço de abertura Economica

A terça-feira foi marcada pela divulgação de dados da economia americana. O índice de confiança
do consumidor nos Estados Unidos voltou a subir em dezembro, o que marca o segundo
mês consecutivo de avanço, e animou os mercados. O Ibovespa fechou em alta de
0,57%, aos 58.005 pontos, com giro financeiro de R$ 3,265 bilhões.
A maior parte dos mercados asiáticos fechou hoje em queda, com as Bolsas da Austrália e
de Hong Kong recuando à medida que os investidores retornaram após um fim de semana
prolongado de feriado, embora o principal índice acionário chinês tenha se recuperado das
mínimas em 33 meses com uma negociação agitada. A Bolsa de Tóquio fechou em baixa, o
Nikkei cedeu 16,94 pontos (0,2%), a 8.423,62 pontos, após recuo de 0,5% no dia anterior.
Na China, a bolsa fechou marginalmente em alta, ajudada pela caça por pechinchas que levou
o principal índice local a se recuperar de seu menor nível em quase três anos. O índice
Shanghai Composto subiu 0,2%, para 2.170,01 pontos. Já o índice Shenzhen Composto recuou
0,5%, para 849,76 pontos.
Hoje os investidores estarão atentos ao leilão de títulos italianos. Os yields dos títulos da
Itália voltaram a atingir níveis superiores ao crítico, de 7%, numa semana em que Roma
leiloará até € 20 bilhões em títulos. As emissões de bônus de hoje e de amanhã são o primeiro
grande teste a que o mercado será submetido após o lançamento dos empréstimos de
três anos, destinados aos bancos, pelo Banco Central Europeu (BCE), pouco antes do Natal.
Hoje a Itália estará leiloando 9 bilhões em letras de seis meses e até € 2,5 bilhões em bônus
de dois anos sem cupom de juros. Amanhã serão postos à venda de € 5 bilhões a € 8 bilhões
em bônus de três anos, sete anos e dez anos. No entanto, o novo governo, liderado por Mario
Monti, ainda não conseguiu estancar a alta dos custos de tomada de empréstimos, num
momento em que os investidores se preocupam com os € 350 bilhões que Roma precisa captar
em 2012.
Destaques/
A terça-feira foi marcada pela divulgação de dados da economia americana. O índice de confiança
do consumidor nos Estados Unidos voltou a subir em dezembro, o que marca o segundo
mês consecutivo de avanço, e animou os mercados. O Ibovespa acompanhou o ritmo de
valorização visto nos mercados externos e terminou em alta ontem de 0,57%, aos 58.005
pontos, com giro financeiro de R$ 3,265 bilhões.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Brasileiro com poucas compras será dispensado de declarar bagagem

Liberação será concedida a partir de janeiro para quem voltar do exterior de avião ou navio com menos de US$ 500 em compras

A Receita Federal decidiu dispensar a declaração de bagagem dos turistas brasileiros que fizerem compras no exterior dentro da cota estabelecida de US$ 500 e voltarem ao país de avião ou navio.

As medidas também valem para quem chega por rio ou por terra, porém o limite é US$ 300. A Instrução Normativa com as mudanças foi publicada hoje no Diário Oficial da União e valerá a partir de janeiro.

Segundo o Secretário da Receita Federal, Carlos Alberto Barreto, o objetivo é facilitar o trânsito de turistas e desafogar o atendimento nos aeroportos na chegada dos passageiros brasileiros do exterior.

“Facilitará bastante. Imaginamos que em torno de 85% e 90% dos passageiros nessa situação ficarão dispensados do preenchimento e da entrega da declaração de bagagem acompanhada”, diz
Barreto lembrou que a medida não dispensa que um ou outro passageiro venha a ser escolhido para a verificação da bagagem. Os passageiros com compras acima da cota continuarão obrigados a preencher a declaração de bagagem.
Sobre o que exceder os valores de US$ 500 e US$ 300 é cobrada uma alíquota de 50%. Livros, periódicos, uma máquina fotográfica, um relógio e um telefone celular, desde que usados, estão isentos do pagamento da alíquota. O mesmo ocorre com roupas e perfumes desde que também tenham sido usados. Computadores pessoais e máquinas filmadoras novos não estão isentos para o turista mesmo que sejam de uso pessoal.
As regras para permitir que os turistas tragam do exterior bens de uso pessoal sem pagar imposto foram anunciadas em agosto do ano passado com por meio da Portaria 440, da Receita Federal.

Medidas vão desafogar aeroportos

A Receita calcula que as novas regras ajudarão a desafogar o fluxo de passageiros nos aeroportos, já que 90% dos viajantes trazem bens dentro da cota de US 500,00 e estarão desobrigados a entregar a Declaração de Bagagem Acompanhada (DBA).
O secretário Barreto anunciou também que a partir de janeiro de 2013 os passageiros obrigados a preencher a DBA poderão fazê-lo pelos aparelhos móveis e enviar à Receita on line. Ele disse que as medidas tomadas desde o ano passado estão ajudando muito a descomplicar a vida dos contribuintes nos aeroportos. "Em junho, quem tiver imposto a pagar na chegada ao Brasil poderá recolher o tributo por cartão de débito, e posterior a mercadorias.

Resumo díario da Economia

Hoje foi dia dos mercados devolverem parte de seus lucros de ontem. O grande evento foi a
oferta de liquidez de longo prazo do Banco Central Europeu (BCE). A reação inicial dos mercados
foi positiva, mas o entusiasmo deu lugar a preocupações e as bolsas amargaram quedas.
O Ibovespa fechou com desvalorização de 0,37% aos 56.653 pontos.
Cedo, o Banco do Japão manteve a política monetária inalterada, mas apresentou uma avaliação
mais fraca sobre a economia em relação ao mês passado, com crescentes evidências de
que os problemas da crise de dívida na Europa estão afetando o crescimento global e a expectativa
de recuperação do Japão.
Já na Europa, o BCE alocou um total de € 518,9 bilhões em operações de refinanciamento de
três anos e de 98 dias, das quais participaram mais de 520 bancos. O volume distribuído nos
empréstimos de longo prazo foi o maior da história para uma operação desse tipo e com
esse vencimento, superando o recorde anterior, de junho de 2009, quando foi realizado um
leilão de um ano.
Nos EUA, as vendas de casas usadas avançaram 4% em novembro, ante o mês anterior,
segundo dados divulgados pela Associação de Corretoras de Imóveis. O indicador Existing
Home Sales mostrou que as vendas de imóveis usados superam as expectativas do mercado.
No Brasil, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) - considerado
uma prévia da inflação oficial - subiu 0,56% em dezembro, ante alta de 0,46% em novembro,
informou o IBGE. O indicador fechou 2011 acumulando alta de 6,56%, acima, portanto,
do teto da meta do governo, de 6,5% pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo
(IPCA).
Ainda em terras brasileiras, as empresas industriais brasileiras preveem um 2012 mais difícil,
com menos investimentos e contratações e redução no faturamento, devido às incertezas
na economia mundial e ao fraco desempenho da atividade já neste ano, segundo a Fundação
Getulio Vargas.

o que se espera é que o esforço de alguns países, para sanar a crise, possa vim o mas rápido possível.

Um continente à deriva



Occupy London. A indignação com o governo dos bancos, pelos bancos e para os bancos é a mesma dois dois lados do canal. Foto: Matt Dunham/AP


Não foi um choque entre interesses nacionais, muito menos entre democracia e autoritarismo, mas entre sistemas financeiros moldados por diferentes tradições jurídicas, políticas e intelectuais. Para a Europa continental, formada no direito romano e no racionalismo de Descartes e Kant, os sistemas de leis e normas vêm em primeiro lugar e devem condicionar a ação e a interpretação da experiência. Os anglo-saxões, pelo contrário, apoiam-se no direito consuetudinário, firmado em precedentes e acordos pontuais e no empirismo de Thomas Hobbes e John Locke.
Para os primeiros – principalmente os alemães –, verdades e normas devem ser absolutas e categóricas. Para os segundos, são regras provisórias forjadas à base de experiência e erro, que admitem exceções e devem ser revisadas e renegociadas segundo as contingências práticas. Quando David Cameron, em nome dos interesses da City, centro financeiro de Londres, exigiu que o Reino Unido fosse isentado das medidas draconianas propostas por Angela Merkel e Nicolas Sarkozy, julgava estar propondo um compromisso razoável. Mas “ninguém entendeu o que Cameron queria”, disse um diplomata centro-europeu ao Financial -Times, “falávamos de grandes temas, de salvar o euro, e ele vinha questionar migalhas. Não era a hora nem o lugar”.
Até agora, a Zona do Euro exigia que os países limitassem o déficit a 3%, exigência que nenhum país cumpria integralmente, muito menos em tempos de crise. O acordo Merkozy exige que, usem ou não o euro, os países membros praticamente zerem seu “déficit estrutural” (de longo prazo), limitado a 0,5%, e os pune caso ultrapassem 3%, mesmo temporariamente. Também prevê ampliar o fundo de resgate europeu para 500 bilhões de euros até meados de 2012 e reforçar o capital do FMI em 200 bilhões para viabilizar o socorro conjunto a países em dificuldades. E centraliza em Bruxelas a regulamentação e fiscalização dos mercados financeiros, incluindo serviços dominados pela City, tais como mercados de balcão e câmaras de compensação. Veta regras nacionais sobre exigências de capital, cria imposto sobre transações financeiras (similar à CPMF) e proíbe ou limita severamente as vendas a descoberto e as transações automatizadas instantâneas.
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Strauss-Kahn: ‘A Eurozona está prestes a afundar’

Tudo isso protege os bancos europeus continentais – fragilizados e semiparalisados pela crise das dívidas, mas acostumados com um ambiente mais regulamentado e transparente – e desfere um severo golpe no capitalismo ultracompetitivo e desregulamentado ao estilo anglo-saxão, responsabilizado pela crise. Os bancos britânicos, como os estadunidenses, cresceram graças a uma desregulamentação que (com a ajuda dos paraísos fiscais em colônias britânicas como as Ilhas Cayman, Virgens, Bermudas etc.) permitiu negócios tão ágeis e inovadores quanto arriscados e obscuros – e no frigir dos ovos só evitaram a falência porque os governos, de cuja fiscalização era tida como desnecessária, assumiram e socializaram seus prejuízos.
Submetida à mesma regulamentação dos bancos continentais, a City perde as vantagens comparativas que lhe permitiram dominar 20% do mercado mundial de fundos de hedge e investimento e 40% ou mais das operações de câmbio e derivativos sobre juros. E o Reino Unido arrisca-se a perder seu setor mais competitivo e sua principal fonte de divisas, uma vez que as reformas neoliberais desmantelaram sua indústria desde os anos 1980.
Quando Cameron cumpriu a ameaça e vetou a inclusão das novas regras no Tratado de Lisboa, que rege a União Europeia, Sarkozy e Merkel lhe viraram as costas e propuseram o acordo como tratado entre governos europeus. Dos 27 integrantes da UE, 23 o aceitaram imediatamente e outros três – Hungria, Suécia e República Tcheca – concordaram em princípio, embora devam o submeter a seus parlamentos. O novo tratado parece ter ficado à margem das estruturas formais da União Europeia – não está claro se a Comissão e a Corte Europeia poderão ser usadas para fazer cumpri-lo –, mas o Reino Unido estará à margem do sistema europeu.
Promovida por "Merkozy", a intervenção tecnocrática em prol das elites exaspera a esquerda sinical e a direita populista da Itália. Foto: Eric feferberg/AFP
Alguns jornais britânicos fizeram comparações implícitas ou explícitas com a situação de 1940, quando a vitória nazista na França isolou Londres: “Enquanto a poeira assenta, emerge uma fria nova Europa com a Alemanha no comando”, mancheteou The Guardian, enquanto The Sun publicava uma foto de Cameron vestido como Winston Churchill. The Independent saiu com “A União Europeia deixa o Reino Unido”, imitando o legendário jornal vitoriano que noticiou que “O continente está isolado” quando espessa neblina bloqueou o Canal da Mancha. A Reuters buscou analogias em um passado ainda mais remoto: “Sarkozy realiza o sonho de Napoleão: uma Europa de nações com a França na cabine do piloto e o Reino Unido deixado de lado”.
De volta de Bruxelas, Cameron foi recebido pelos jornais e deputados conservadores – muitos deles favoráveis ao rompimento total com a União Europeia – como se fosse um herói da retirada de Dunkerque, enquanto acusavam Sarkozy de ter “capitulado ante Berlim”. Mas a recepção de trabalhistas e liberal-democratas, tradicionalmente pró-europeus, foi bem mais fria. O próprio vice-premier Nick Clegg, liberal-democrata, criticou a decisão, embora continue a apoiar o governo. As mídias liberais, como The Financial Times, The Economist e a BBC, lamentaram o fracasso de Cameron.
Verdade é que o primeiro-ministro britânico sofreu contundente derrota diplomática ao superestimar suas cartadas ante o determinado desespero de Merkel e Sarkozy por impor a ordem unida na Zona do Euro, mas tinha poucas opções e talvez não tenha escolhido a pior de seu ponto de vista.

Mesmo sem ter voz no acordo, o Reino Unido provavelmente terá de contribuir com sua parte no reforço do capital do FMI se quiser continuar na União Europeia. E se o euro sobreviver, a City será praticamente excluída do mercado financeiro continental, mas ainda terá acesso a outros mercados globais que poderia perder (sem ter a garantia de manter sua atual fatia do mercado europeu) caso se submetesse. E se o euro implodir – a probabilidade hoje é de 40%, segundo The Economist – o Reino Unido não estará pior que os demais. Ao mesmo tempo, Cameron satisfaz o euroceticismo crescente do Partido Conservador e do eleitorado britânico e ganha prestígio interno, ao menos no curto prazo.
Outra verdade é que não houve nenhum confronto entre “liberdade” britânica e “autoritarismo” continental, apenas entre duas maneiras de tentar proteger interesses financeiros não coincidentes. Dos dois lados do Canal da Mancha, hoje “os banqueiros são os ditadores do Ocidente”,como escreveu Robert Fisk: os Goldman Sachs e RBS equivalem aos Hosni Mubarak e Ben Ali. O Reino Unido é governado “pelos bancos e para os bancos”, escreveu Aditya Chakrabortty, principal articulista econômico de The Guardian: o “interesse nacional britânico” invocado por Cameron em Bruxelas é apenas o interesse do setor financeiro, no qual o governo britânico despejou 1,19 trilhão de libras desde a crise de 2008. Isso fez explodir a dívida e o déficit públicos, mas por outro lado a City passou a responder por metade dos fundos do Partido Conservador.
Do outro lado do canal, o grau em que os mecanismos democráticos e as próprias instituições europeias estão sendo postos de lado para salvaguardar o euro, ou mais exatamente os credores em euros, também causa alarme. Queixas contra a Alemanha e a suposta ascensão do “IV Reich” pipocam nas mídias da Itália, Espanha, Portugal e Grécia – e não se trata só de políticos populistas, mas também de pensadores sérios.
Para o historiador e eurodeputado português Rui Tavares (independente de esquerda), na madrugada de 9 de dezembro “Merkel e Sarkozy deram um golpe de morte à União Europeia”. A seu ver, a concretização de um sistema de limites à dívida e sanções automáticas é uma construção intergovernamental que tornou obsoleto o Parlamento Europeu e a União Europeia. As decisões “serão tomadas no eixo Berlim-Frankfurt, com gesticulação de Paris e um verniz de Bruxelas”, mas serão inúteis.
“Poderiam até tatuar os limites (de dívida) na testa e aplicar as sanções sob a forma de choques elétricos. O que é insustentável não se sustentará. Se o pânico nos mercados não derrubar os governos periféricos já nas próximas semanas ou meses, a depressão chegará para impossibilitar o exercício nos próximos anos. Após cada fracasso, chegarão mais imposições do centro. Alguém julga que isto será politicamente sustentável sequer a médio prazo? O nacionalismo agressivo tomará conta de partes significativas do eleitorado.”
Acordo Merkozy isola o Reino Unido e leva pensadores a recear uma "pós-democracia". Foto: Filippo Monteforte/AFP
Posicionamento ainda mais sintomático e muito mais surpreendente vem da própria Alemanha, da pena do maior paladino vivo do Iluminismo europeu: Jürgen Habermas, filósofo da razão comunicativa e do diálogo democrático. Para ele, o acordo Merkel-Sarkozy lançou a Europa numa era pós-democrática: “Querem estender o federalismo do Tratado de Lisboa em uma gestão intergovernamental pelo Conselho Europeu. Tal regime possibilitará transferir os imperativos dos mercados aos orçamentos nacionais sem legitimação adequada, usando ameaças e pressões para obrigar parlamentos esvaziados de poder a pôr em vigor acordos informais e sem transparência. Os chefes de governo transformarão o projeto europeu no seu oposto. A primeira democracia transnacional se tornará em um arranjo para exercer uma espécie de governo pós–democrático, parti-cularmente eficaz por ser disfarçado”.
Em entrevista ao jornalista Georg Diez, de Der Spiegel, Habermas foi ainda mais contundente: “Um pouco depois de 2008, entendi que o processo de expansão, integração e democratização não progride automaticamente por necessidade interna, é reversível. Pela primeira vez na história da União Europeia, experimentamos de fato um desmantelamento da democracia. Eu não pensava que isso fosse possível. Se o projeto europeu falhar, quanto tempo levará para voltar ao status quo? Lembre-se da Revolução Alemã de 1848 (a ‘Primavera dos Povos’): quando fracassou, precisamos de cem anos para recuperar o mesmo grau de democracia de antes”.
Do outro lado do Atlântico, também o economista Paul Krugman vê EUA e Europa em depressão que, mesmo se ainda não é tão grave quanto a dos anos 1930, já ameaça a democracia. Populismos de direita como o dos “Verdadeiros Finlandeses” e do Partido da Liberdade austríaco disputam o poder com partidos tradicionais e, na Hungria, o partido direitista Fidesz, já no poder com ampla maioria parlamentar, está emendando a Constituição para controlar a mídia e o Judiciário, colocar o principal partido de esquerda (ex-comunista) na ilegalidade e se apoderar irreversivelmente do poder.
Na Itália, esse populismo de direita é representado pela Liga Norte, que se recusou a apoiar o governo “tecnocrático” de Mario Monti e agora defende que o Norte da Itália se separe tanto do resto do país quanto da Zona do Euro, recriando a lira.  E o primeiro-ministro mostra pouca habilidade ao tentar impor aos italianos uma improvável “revolução no modo de pensar”, que equivale a transformá-los em alemães da noite para o dia. Nem a extrema-esquerda -conseguiria ser tão utópica.
Para conter a rebelião e as paralisações das centrais sindicais, Monti amenizou o pacote previdenciário, mas criou imposto sobre contas bancárias e proibiu pagamentos em dinheiro de mais de mil euros, contrariando os hábitos enraizados que levaram a Itália a exigir do BCE, na virada do milênio, a criação da nota de 500 euros, cuja razão de existir é facilitar a circulação da poderosa economia paralela. Não encontraria outra maneira de enfurecer tantos italianos ao mesmo tempo.
E nem por isso o problema financeiro parece estar sequer a caminho de uma solução. Em 14 de dezembro, a Itália teve de pagar juro de 6,47% para rolar 3 bilhões de euros de dívida com bônus de cinco anos e o euro caiu abaixo de 1,30 dólar. Sarkozy tenta minimizar como“superável” a já inevitável perda da classificação AAA da dívida da França. Os sacrifícios do bem-estar social, dos empregos e da democracia europeia não bastam para aplacar a fúria dos deuses do mercado.

muito bom!

Entre o declínio e o desenvolvimento

Felipe Amin Filomeno*

Em entrevista recente a um órgão da imprensa brasileira, Ron Kirk, alto oficial do governo dos EUA para o comércio internacional, reafirmou o interesse de seu país em uma área de livre comércio nas Américas.
No âmbito regional, o senado paraguaio – sob controle conservador do Partido Colorado – mantém bloqueada há vários anos a entrada da Venezuela como membro integral no Mercosul.
Estas duas questões contemporâneas, relativas ao comércio internacional, são emblemáticas da conjuntura histórica em que a América Latina se encontra atualmente, marcada pelo declínio da hegemonia norte-americana e pela ascensão do Sul Global.
Um tratado de livre comércio com os EUA seria o vínculo com o declínio. A incorporação da Venezuela ao Mercosul significaria um avanço.. Foto: Juan Barreto/AFP
Dessa perspectiva, um tratado de livre comércio com os EUA representaria vincular-nos ao declínio do gigante do norte, enquanto a incorporação da Venezuela ao Mercosul significaria fortalecer o avanço dos países emergentes.
Há várias razões para questionarmos os benefícios para a América Latina de se ressuscitar um projeto como a Alca, politicamente morto desde a Cúpula das Américas em 2005.
Em primeiro lugar, os EUA, ainda que sejam a maior economia do mundo, sofrem de sérios desequilíbrios macroeconômicos e estão patinando na tentativa de sair da recessão com um governo engessado pelo domínio das altas finanças.
Seu mercado consumidor é atraente, mas não há evidências claras de que os países latino-americanos já envolvidos em acordos bilaterais com os EUA tenham tido nos últimos anos taxas de crescimento econômico superiores às daqueles que não fazem parte de tais acordos.
Em segundo lugar, geopoliticamente, os EUA são uma nação envolvida em conflitos por todo o mundo e cuja legitimidade internacional tem se desgastado desde, pelo menos, a invasão do Iraque.
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Finalmente, em relação ao Brasil, há controvérsias específicas em torno protecionismo americano ao etanol, ao algodão, além do “protecionismo cambial” dos EUA, tão criticado pelo ministro Guido Mantega.
Por outro lado, as razões para senadores paraguaios barrarem a entrada da Venezuela no Mercosul são frgeis. A Venezuela, hoje, é apenas membro associado do bloco. Sua entrada como membro integral, de acordo com seus oponentes, contrariaria o Protocolo de Ushuaia, que determina que apenas nações com regime democrático podem participar integralmente do Mercosul.
Para alguns senadores do país vizinho, Hugo Chávez é um ditador e, portanto, a Venezuela não pode participar do bloco. Ora, em primeiro lugar, é importante lembrar que se incorporaria a Venezuela como nação, não o governo de Hugo Chávez. Se Chávez perder a próxima eleição, ou se seus problemas de saúde o impedirem de governar, o povo venezuelano continuará como parte do Mercosul.
Em segundo lugar, a oposição do Senado paraguaio se baseia em uma postura um tanto superficial e imprecisa a respeito do que seja democracia. Se o Protocolo de Ushuaia, incorporado ao aparato legal do Mercosul, determina que seus Estados membros sejam democráticos, onde colocaremos a linha que separa regimes autoritários de regimes democráticos?
Se o critério for a existência de eleições recorrentes, então a Venezuela é democrática. Porém, se considerarmos critérios adicionais (como, por exemplo, a separação dos poderes), aí a resposta já não é tão simples, não somente para a Venezuela, mas também para o próprio Paraguai.
Neste país, uma elite rural representada pelo Partido Colorado (que governou durante a ditadura de Alfredo Stroessner) exerce um controle oligárquico sobre um aparato estatal maculado pelo clientelismo, ainda que sob instituições formalmente democráticas. Este controle só foi desafiado com a eleição de Fernando Lugo em 2008, a quem, no entanto, os senadores anti-Venezuela fazem oposição.
Uma pena, pois os empresários agro-exportadores do Paraguai provavelmente obteriam benefícios econômicos significativos com uma eventual entrada da Venezuela no Mercosul.
A Venezuela é, de uma perspectiva mundial, um país de renda média, com grande capacidade de importação derivada de sua renda petrolífera. Mais ainda, é país importador de carne de gado, soja, milho e trigo – quatro dos principais gêneros exportados pelo Paraguai.
Finalmente, temos que nos questionar se é democrático um grupo de senadores paraguaios impedir algo que é vontade reiterada dos povos da Argentina, Brasil, Uruguai e Venezuela.
O ideal seria uma decisão unânime dos quatro países membros, a regra segundo o Tratado de Asunção, porém é preciso ponderar o quão democrático é o veto de alguns senadores paraguaios diante do fato de que a entrada da Venezuela foi aprovada democraticamente pela Argentina em 2006, pelo Brasil em 2009, e também pelo Uruguai.
Em vista disso, que caminho deve seguir a América Latina?
Colocar-se como carro a reboque de uma locomotiva cambaleante (opção Alca) e pautar suas decisões internacionais a uma defesa hipócrita de princípios democráticos (opção de rejeição da Venezuela)?
Não. É preciso defender os princípios democráticos legitimamente, indo além da defesa de instituições que são democráticas apenas do ponto de vista formal, e promover laços cooperativos com países do Sul Global, que compensem as relações hierárquicas e parcialmente competitivas que temos com países do Norte.

*Felipe Amin Filomeno é Economista e Sociólogo, Doutorando em Sociologia pela Johns Hopkins University

salve,salve o natal!!!


Em homenangem a todos aqueles que adoram gastar no natal, e não pensam que existe vida, após o dia 25 de dezembro, e seu real sentido.

Este Documentário foi ums dos primeiros que assistir no auge da Crise de 2008.



Muito bom recomendo a todos, porque explica de forma simples, sobre o que é depósito compusório, e alguns termos financeiros.

Documentário sobre a crise na Grécia.



O porque de países como Alemanha e França, estarem tentando sanar a crise, e um pouco sobre as dívidas acumuladas pelos países em desenvolvimento junto ao FMI.

Resumo do dia

O Produto Interno Bruto (PIB) da Itália encolheu 0,2% no terceiro trimestre em comparação
com o segundo, informou nesta quarta-feira a agência de estatísticas do país, a Istat. O resultado
veio um pouco abaixo do esperado, a expectativa do mercado era que o PIB italiano
apresentasse um recuo de 0,1%. No segundo trimestre deste ano, o PIB italiano havia crescido
0,3%; no acumulado do ano, ainda apresenta expansão de 0,5%. Houve declínios em
todos as frentes de demanda doméstica no terceiro trimestre; as exportações líquidas, ao
contrário, agregaram 0,8 ponto porcentual de crescimento ao PIB durante o período.
Na agenda desta quarta-feira, a agenda doméstica traz dois dados de inflação divulgados
pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística): o IPCA-15 (Índice de Preços ao
Consumidor Amplo) e o IPCA-E (Índice de Preços ao Consumidor Amplo-Especial).Nos Estados
Unidos, será revelado o Existing Home Sales, índice da Associação de Corretores Imobiliários
que mede as vendas de imóveis usados no país. Também nos EUA, sai o relatório semanal
de estoques de petróleo, organizado pela EIA (Energy Information Administration).
Assim como na jornada passada, as bolsas da Ásia terminaram a sessão sem uma direção
comum. Em Tóquio, o Nikkei 225 aumentou 1,48%, para 8.459,98 pontos. O Hang Seng, de
Hong Kong, teve alta de 1,86%, somando 18.416,45 pontos. O Kospi, de Seul, avançou
3,09%, aos 1.848,41 pontos. Em Sydney, o S&P/ASX 200 teve valorização de 2,13%, totalizando
4.139,50 pontos. Na contramão, o Shanghai Composite declinou 1,12%, se situando
em 2.191,15 pontos.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Abertura dos mercados Financeiros

Na semana passada, a Itália viu o juro de seus bônus de 10 anos passar de 7%, diante do
ceticismo do investidor sobre se o país seria capaz de sustentar um encargo da dívida maior.
Uma ajuda de 600 bilhões de euros permitiria à administração do primeiro-ministro Mario
Monti ficar fora dos mercados de capitais por 12 meses a 18 meses enquanto implementa
um aperto fiscal e busca reconquistar a confiança dos detentores de bônus. Porém, o Fundo
Monetário Internacional (FMI) negou que estaria discutindo um pacote de resgate com a
Itália e o Japão indicou que não houve tais conversas dentro do G-7. O Fundo, que participa
do socorro à Grécia, Irlanda e Portugal, tem cerca de US$ 390 bilhões disponíveis para empréstimos,
conforme dados de meados deste mês. Segundo o jornal italiano La Stampa, o
FMI teria várias opções para ampliar seu poder, incluindo uma coordenação com o Banco
Central Europeu (BCE).
Na Ásia, os investidores continuam atentos a qualquer desdobramento da crise da dívida
europeia e levaram em conta nesta segunda-feira o movimento no varejo dos Estados Unidos
e as oscilações das ações de empresas ligadas a matérias-primas. Em Tóquio, o Nikkei
225 subiu 1,56%, para 8.287,49 pontos. O Hang Seng, de Hong Kong, avançou 1,97%, somando
18.037,81 pontos. O Kospi, de Seul, terminou aos 1.815,28 pontos, com elevação de
2,19%. Em Xangai, o Shanghai Composite aumentou 0,12%, para 2.383,03 pontos.
Dentro da agenda para a última semana de novembro, os investidores deverão ficar atentos
à divulgação do Livro Bege do Fed e o relatório de emprego nos Estados Unidos.
Por aqui, as atenções se voltam para a reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) que
definirá a taxa básica de juro do País, atualmente em 11,50% ao ano. Os investidores também
receberão o resultado mensal de importantes índices de preços.
Hoje, nos EUA, sai o New Home Sales, índice que mostra o número de casas novas com
compromisso de venda realizado durante o mês de outubro.

Bolsas da Ásia fecham em alta por esperanças com Europa

Os mercados de ações da Ásia fecharam em alta nesta segunda-feira (28), por esperanças de que a Europa defina passos concretos nesta semana para ativar um fundo de resgate da zona do euro que é crucial para aliviar estresses de financiamento nas economias problemáticas da região.

O índice MSCI das ações Ásia-Pacífico, com exceção do Japão, subia mais de 2% às xhx, após recuar para seu menor nível desde o início de outubro na sexta-feira, marcando a quarta semana consecutiva de declínios.
O índice Nikkei da Bolsa de Tóquio também avançou 2%, após atingir na sexta-feira seu menor nível em dois anos e meio.
'O mercado está ficando um pouco impaciente com os europeus, fracamente, e investidores estão começando a ver valor aqui', disse o consultor sênior da Austock Michael Heffernan, na Austrália.
Operadores disseram que o sentimento foi impulsionado no início das operações asiáticas por uma notícia do jornal italiano La Stampa sugerindo que o Fundo Monetário Internacional (FMI) estaria preparando um plano de resgate no valor de até 600 bilhões de euros para a Itália, mais do que o fundo pode atualmente oferecer.
A informação, contudo, foi negada por um porta-voz do FMI.
O índice da bolsa de Seul subiu 2,19%. A bolsa de Taiwan avançou 1,68%, enquanto o índice referencial de Xangai teve valorização de 0,12%. Cingapura teve ganho de 1,91%por cento e Sydney fechou com apreciação de 1,85%.

OCDE corta para 0,2% a previsão de expansão para zona do euro em 2012

Para organização, falta de medidas pode levar a uma 'ruptura econômica'.
Entidade já vê leve recessão na área e expansão menor em todo o mundo.

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Vemos o crescimento dos EUA se recuperando lentamente, a zona do euro entrando em uma leve recessão e o Japão crescendo mais rápido por causa da reconstrução"
OCDE
A economia da zona do euro já está entrando em "uma leve recessão", e deve crescer bem menos no ano que vem do que esperava a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
No relatório semestral "Perspectiva Econômica" divulgado nesta segunda-feira (28), a organização cortou de 2% para 0,2% a estimativa de expansão da economia da região de moeda única no ano que vem.
Para 2011, o crescimento deve ser de 1,6%; em 2013, de de 1,4%.
Na avaliação da OCDE, a crise dos países da zona do euro representa o principal risco para a economia mundial neste momento.
O relatório prevê ainda que o crescimento mundial desacelerará para 3,4% em 2012, contra 3,8% neste ano.
Isso marca uma forte queda em relação ao cenário projetado em maio, quando a OCDE estimava expansão de 4,2% neste ano e 4,6% em 2012.
"Vemos o crescimento dos EUA se recuperando lentamente, a zona do euro entrando em uma leve recessão e o Japão crescendo mais rápido por causa da reconstrução", informou a OCDE no documento.
Corte de juros
Para a OCDE,  o Banco Central Europeu (BCE) deveria afrouxar sua política monetária novamente e pode até mesmo ter de adotar medidas "extraordinárias" mais radicais para salvar a economia da zona do euro.

"Medidas extraordinárias mais radicais serão necessárias se a transmissão da política monetária na zona do euro como um todo se tornar mais seriamente enfraquecida", diz o documento.

"O BCE deve comprar bônus e estabelecer um limite para os yields, ou um piso para o valor dos bônus, para que os mercados saibam que existe uma contraparte pronta para negociar esses bônus nesse nível", diz Pier Carlo Padoan, economista-chefe da instituição.
O comitê de política monetária do BCE se encontra no dia 8 dezembro. Em novembro, a taxa básica de juros do bloco foi cortada em 25 pontos-base, para 1,25%.
Economia sem força
De acordo com o relatório, a OCDE vê que a recuperação econômica mundial está perdendo força, deixando a zona do euro em uma leve recessão e os Estados Unidos em risco de seguir o mesmo caminho.

"A crise da zona do euro representa o risco principal para a economia mundial no momento, com a preocupação sobre a sustentabilidade da dívida soberana dos países haver se tornado generalizada", informou relatório da OCDE.
Se medidas não forem tomadas, de acordo com o relatório, o contágio recente que afeta países cujas finanças públicas eram antes consideradas sólidas poderia levar a uma "ruptura econômica massiva".
Mais cedo, a agência de classificação financeira americana Moody's advertiu que todas as notas que medem o risco de crédito da União Europeia (UE) estão ameaçadas pela atual crise financeira.
"Nós vemos o crescimento dos Estados Unidos se recuperando lentamente, a zona do euro entrando em uma leve recessão e o Japão crescendo mais rápido por causa da reconstrução, mas esse impulso é temporário e irá desvanecer".

Previsões reduzidas
A ameaça de recessões ainda mais devastadoras existe se a zona do euro não conseguir controlar sua crise de dívida e se os parlamentares dos EUA não puderem acertar um plano de redução de gastos estatais, advertiu a OCDE.

Obama discute hoje crise da dívida com dirigentes europeus

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, recebe nesta segunda-feira na Casa Branca alguns líderes da União Europeia (UE) com os quais pretende conversar sobre a atual crise da dívida na Europa, as mudanças políticas nos países árabes e as crescentes tensões com o Irã.
Do lado europeu, participam da cúpula o presidente do Conselho Europeu, Herman van Rompuy; o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso; e a alta representante para Política Externa e Segurança Comum do bloco, Catherine Ashton.
Este é o primeiro encontro realizado em Washington desde que o tratado de Lisboa entrou em vigor há dois anos, quando estabeleceu um novo formato para a representação exterior da UE. A reunião ocorre em meio a investidas desesperadas dos governos europeus para devolver a calma e a confiança aos mercados.
Por enquanto, nenhuma das decisões tomadas pelos líderes e pelas instituições da zona do euro conseguiu impedir o contágio da crise, que começou na Grécia, mas que já atingiu economias maiores, como a Itália e a Espanha, enquanto a zona do euro inteira sofre as consequências da fuga dos investidores.
Dentro de dez dias, líderes dos 27 países-membros da UE realizarão em Bruxelas o encontro do Conselho Europeu, quando possivelmente estabelecerão um novo pacto fiscal, que está sendo preparado pela chanceler alemã, Angela Merkel, e pelo presidente francês, Nicolas Sarkozy.
Esse pacto buscará endurecer a disciplina orçamentária dentro da zona do euro, o que poderia abrir o caminho a uma intervenção mais contundente do Banco Central Europeu (BCE) em apoio à dívida dos países mais afetados.
Nas últimas semanas, o governo americano deu mostras de impaciência pelo que considera uma reação lenta e fraca demais dos dirigentes europeus diante de uma crise que ameaça não só o bem-estar da Europa e seu projeto de unidade, mas também a estabilidade financeira internacional e o crescimento econômico mundial.
EUA e UE concentram mais de 50% do PIB mundial e mais de 40% do comércio global. Uma recaída da Europa na recessão - não necessariamente um colapso do euro ou do sistema bancário da zona - teria consequências muito negativas aos Estados Unidos, principal parceiro do Velho Continente em comércio e investimentos, que somam cerca de US$ 4 trilhões.
Da cúpula desta segunda-feira, espera-se uma mensagem de unidade. "Espero que a reunião produza uma boa e valioso troca de ideias sobre a crise da dívida - que afeta a todos profundamente -, mas também que permita superar a crise e abordar as relações econômicas a longo prazo", comentava em seu blog neste domingo o embaixador dos EUA perante a UE, William E. Kennard.
A cúpula será a ocasião para fazer um balanço da evolução da chamada Primavera Árabe, na qual americanos e europeus expressaram apoio às aspirações democráticas dos povos do norte da África e do Oriente Médio. Os líderes pretendem falar ainda sobre os próximos passos em relação ao Irã, acusado de manter um programa nuclear com objetivos militares.
Antes do encontro entre os principais dirigentes, haverá uma reunião do Conselho de Energia EUA-UE na qual serão abordadas questões de política energética em conexão com a política externa e de segurança.
Na terça-feira, será realizado o chamado Transatlantic Economic Council, criado em 2007 quando o Conselho Europeu era presidido pela chanceler alemã. O evento tem o objetivo de maximizar a dimensão econômica das relações bilaterais e terá como tema principal a cooperação no âmbito de veículos elétricos, mercado avaliado em mais de US$ 1 trilhão.
Europeus e americanos pretendem suprimir barreiras comerciais, administrativas e de investimento de um para o outro lado do Atlântico Norte para organizar este mercado e fixar suas próprias regras antes de novas investidas da China. EFE

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Relatório Economico do mercado financeiro

Não bastasse o cenário europeu conturbado, hoje, a revisão para baixo do PIB americano
azedou ainda mais os mercados. Durante a manhã, a abertura foi positiva, mas ninguém
resistiu ao dado fraco vindo da economia americana. A ATA do Fomc até amenizou o clima.
O Ibovespa acompanhou a tendência e terminou com desvalorização de 0,72% aos 55.878
pontos.
As bolsas europeias abriram o pregão em território positivo, após os investidores receberem
positivamente as declarações da Standard & Poor's e a Moody's de que o fracasso do
"supercomitê" do Congresso em conseguir um acordo ontem para a redução dos déficits federais
não afeta o rating dos EUA. Mas a instabilidade reinou quando o mercado de dívida
espanhola trouxe novas preocupações. Os custos de financiamento do país dispararam em
leilão de títulos da dívida de curto prazo, no primeiro teste da confiança do investidor após
os conservadores da oposição vencerem eleições gerais realizadas no domingo.
E a economia dos Estados Unidos cresceu no terceiro trimestre a uma velocidade um pouco
menor do que o estimado anteriormente, mas o tímido acúmulo de estoques e a firmeza do
gasto dos consumidores fortaleceram a visão de que a produção está aumentando no trimestre
atual. O PIB dos Estados Unidos cresceu 2,0% no terceiro trimestre, de acordo com números
divulgados pelo Departamento do Comércio.
Por sua vez, a ata da última reunião do Fomc mostrou que as autoridades norte-americanas
começaram a debater sobre a adoção de uma meta para a inflação no país. De acordo com o
documento, alguns dos membros do Comitê afirmaram que a atual conjuntura econômica
dos EUA exige uma política mais expansionista, porém, algo neste sentido apenas seria revelado
mais à frente. Além disso, outro destaque do documento diz respeito à comunicação do
Fomc com a sociedade norte-americana. De acordo com a ata, a maioria dos participantes
do Comitê concordaram que seria benéfico se fosse formulado e publicado um comunicado
que elucidasse a condução de política monetária do Fomc.
Em terras brasileiras, o crescimento da economia no terceiro trimestre pode ficar em torno
de zero, disse nesta terça-feira o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa.
Ele ponderou, no entanto, que o quarto trimestre deve mostrar recuperação e que o
governo está agindo para acelerar a expansão em 2012.

Intercâmbio pode crescer quase 30% em 2011

O intercâmbio no Brasil pode crescer 28,41% em 2011, segundo revela a pesquisa realizada pela Belta - Associação Brasileira de Organizadores de Viagens Educacionais e Culturais.
O número de estudantes brasileiros no exterior pode chegar a 215 mil até o final deste ano, movimentando U$ 1,5 bilhão. Em 2010, 167.432 estudantes brasileiros fizeram algum tipo de curso no exterior, movimentando mais de U$ 1 bilhão.
Para 2012, estima-se que o número de estudantes no exterior salte para 282 mil. Entre os cursos mais procurados, o destaque ficou com idiomas, com 60% das vendas. Em segundo lugar ficaram os programas de High School (Ensino médio no exterior), com 25% da procura, seguidos pelos cursos de férias, com 11%.
Classe C
A classe C vem ganhando cada vez mais espaço entre os estudantes que decidem estudar no exterior. Segundo a pesquisa, das 71 empresas entrevistadas, 54 atenderam a esse público entre 2010 e 2011.
Da empresas que atendem à classe C, 10% informaram que este público já corresponde à metade da sua carteira de clientes.
Destinos
Entre os destinos mais procurados, 90% das agências citaram o Canadá como primeira opção. Com quase 70% das respostas, aparece os Estados Unidos em segundo lugar e, na terceira opção, ficou o Reino Unido, com 60%.
A procura pelo Canadá é resultado da facilidade para tirar o visto, segurança, qualidade de ensino e a hospitalidade do país.

Fórmula 1 movimenta economia e turismo em São Paulo

Entre os dias 25 e 27 de novembro acontece no Autódromo de Interlagos, em São Paulo, o Grande Prêmio Brasil de Fórmula 1. O evento, que movimentou cerca de R$ 250 milhões no ano passado, é considerado um dos melhores momentos para o turismo e a economia paulistana.
Pesquisa realizada no GP de 2010, pelo Observatório do Turismo, mostra que ano passado a corrida atraiu 68 mil visitantes, com permanência média de 3,1 dias na cidade. Em média, eles gastaram R$ 1.779,42 no período.
A predominância é dos homens, que corresponderam a 79,4% dos visitantes, contra 20,6% das mulheres.
Mais de 32% dos visitantes tinham idade de 30 a 39 anos, enquanto 24,9% tinham idade entre 40 e 49 anos. A renda predominante, com 25,5%, é de quem recebe acima de 25 salários mínimos. Um pouco atrás, vem a parcela de pessoas com renda entre cinco e 10 salários mínimos, que representavam 24,4%.
Em relação aos passeios, 38,4% dos entrevistados procuraram por lazer, 25,3%, por gastronomia, 20,2%, por compras e 10,6%, por vida noturna.
De onde são?
Dos visitantes, 60% residiam em São Paulo, enquanto 18,2% eram da região metropolitana, 10,9% de outros estados, 7,3% de outros municípios paulistas e 3,6% eram estrangeiros.
As principais cidades do estado de São Paulo que enviaram visitantes ao GP de F1 em 2010 foram Campinas, Jundiaí, Atibaia e São Bernardo do Campo.
Dos outros estados, a maioria dos visitantes era de Minas Gerais, Bahia, Distrito Federal e Santa Catarina.
Entre os estrangeiros, a maioria morava na Argentina, Chile, Inglaterra, Equador e México.
Avaliação da cidade
Os entrevistados também deram sua nota em relação aos serviços utilizados na cidade de São Paulo. A maioria dos serviços analisados foram classificadas como muito boas, sendo eles: transporte público (35,1%), táxi (33,5%), centrais de informação turística (39%), sensação de segurança (30,5%), hospitalidade (39,1%) e sinalização turística (42,6%).
Dos 11 serviços pesquisados, quatro tiveram nota excelente. São eles: hospedagem (37,9%), cultura e entretenimento (53,7%), gastronomia (66,1%) e compras (70,7%). Já a pior nota foi da limpeza urbana, considerada boa por 35,5% dos entrevistados.

Preocupado com ritmo da atividade, Mantega reúne-se com empresários

Preocupado com a perda de dinamismo da atividade econômica, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, reuniu-se hoje, em São Paulo, com empresários e representantes de entidades ligadas à indústria e ao varejo. O ministro, de acordo com participantes do encontro, não fez nenhuma promessa mas, segundo o presidente do Instituto de Desenvolvimento para o Varejo (IDV), Fernando de Castro, disse ter saído da reunião com a impressão de que o governo está inclinado a adotar algumas medidas de incentivo à atividade econômica de curto e médio prazo, sendo que algumas já poderiam ser implantadas ainda nesta reta final de 2011.Mantega, de acordo com Castro, fez uma avaliação da situação econômica, dividindo-a em três fases. Na primeira, que teria sido de janeiro a abril deste ano, o governo teria conseguido reduzir com sucesso a demanda e evitar seu impacto sobre a inflação. Na segunda etapa, o governo teria conseguido enfrentar os efeitos da crise internacional que mais recentemente se aprofundou. Na terceira fase, que é a atual, o objetivo do governo é acelerar o ritmo de crescimento.O presidente da Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros), Lourival Kiçula, reforçou que não se discutiu, durante a reunião, nenhuma medida específica. 'Nós não viemos pedir nada. Viemos aqui só para relatar ao ministro a nossa percepção sobre a economia', disse, referindo-se a um grupo de 12 representantes setoriais, que se reuniram no escritório do Ministério da Fazenda no Banco do Brasil, na avenida Paulista. Entre eles estavam Luiza Trajano (Magazine Luiza), Enéas Pestana (Grupo Pão de Açúcar), Armando Vale Whirlpool (Whirlpool), Tiara Ju Pires (Associação Brasileira de Supermercados), Humberto Barbato (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica) e Walter Couver (Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Construção).Indagado sobre o fato de que alguns segmentos da indústria reclamam de altos estoques, Kiçula disse que isso não está acontecendo no seu setor. 'Se tiver uma ou outra indústria com estoque elevado, isso é por conta do planejamento de cada uma delas', explicou, acrescentando que neste ano os associados da Eletros devem vender cerca de 12 milhões de televisores. Esse número é praticamente o mesmo de 2010, quando houve Copa do Mundo. Kiçula explicou que o real valorizado trouxe vantagens e desvantagens para o setor de eletroeletrônicos. Se por um lado encarece a produção, para as empresas sediadas na Zona Franca de Manaus a aquisição de componentes ficou mais barata.Castro, do IDV, comentou que o varejo continua crescendo, apesar da desaceleração econômica como um todo, e deve fechar este ano com uma expansão de 6% a 6,5%. No ano passado em comparação com o anterior, as vendas do varejo cresceram 10,5%.

Ausência de plano contra déficit derruba bolsas em NY

Os principais índices do mercado de ações dos Estados Unidos fecharam em baixa, pressionados pela crescente possibilidade de o chamado 'supercomitê' do Congresso norte-americano, composto por senadores e deputados da situação e da oposição, não cumprir a tarefa de apresentar um plano abrangente para reduzir o déficit orçamentário do país.
A ausência de uma proposta deixou o mercado nervoso com o risco de um eventual rebaixamento na nota de crédito dos EUA. 'Como investidor, é muito frustrante ver esse nível de disfunção', disse Sandy Villere, co-gerente de portfólios do Villere Balanced Fund. 'Tudo girou em torno do supercomitê hoje e não acho que um downgrade pela S&P já foi embutido neste mercado', afirmou, referindo-se à decisão da agência Standard & Poor''s de cortar a nota de crédito norte-americana em agosto.
As bolsas chegaram a se distanciar das mínimas da sessão pouco antes do encerramento do mercado, após o senador democrata Max Baucus afirmar que as negociações do supercomitê 'ainda estavam em andamento' e que o 'medo' de não apresentar um acordo estava forçando o grupo a trabalhar de forma mais criativa para concretizar um plano de redução no déficit.
O Dow Jones caiu 248,85 pontos, ou 2,11%, para 11.547,31 pontos, o menor nível desde 20 de outubro. O Nasdaq perdeu 49,36 pontos, ou 1,92%, e fechou a 2.523,14 pontos, enquanto o S&P 500 teve declínio de 22,67 pontos, ou 1,86%, para 1.192,98 pontos. Os dois índices registraram a menor pontuação de fechamento desde 7 de outubro.
No mercado de Treasuries, os preços subiram, em sua maioria, com respectivo movimento inverso dos juros, impulsionados pela aversão ao risco e pelo bom resultado de um leilão de US$ 35 bilhões em T-notes de dois anos.
A demanda pelos papéis foi equivalente a 4,07 vezes o volume ofertado - maior nível desde 1988, pelo menos, segundo John Canavan, analista de renda fixa da Stone and McCarthy -, enquanto o juro dos títulos ficou em 0,28%, um dos menores da história.
No final da tarde em Nova York, o juro projetado pelos T-bonds de 30 anos estava em 2,957%, de 2,990% na sexta-feira; o juro das T-notes de dez anos estava em 1,974%, de 1,968%; o juro das T-notes de dois anos estava em 0,266%, de 0,286%. As informações são da Dow Jones.

Mesmo sem acordo, Obama diz que déficit dos EUA será reduzido

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, prometeu hoje vetar qualquer projeto de lei destinado a tentar barrar os cortes automáticos de gastos de US$ 1,2 trilhão, que devem começar em 2013 por conta da falta de acordo no supercomitê bipartidário para buscar uma solução para o elevado déficit federal norte-americano.
Ao comentar o fracasso na busca por um acordo, anunciado na noite de hoje, Obama assegurou que o déficit será reduzido 'de uma maneira ou de outra' e disse que não há risco iminente de um default da dívida soberana dos EUA.
O presidente responsabilizou os republicanos pela falta de acordo. Segundo ele, a oposição a seu governo continua querendo evitar o fim das isenções fiscais aos norte-americanos mais ricos e 'pelo menos até agora os republicanos simplesmente não mudaram essa posição.

IGP-M desacelera a 0,40% na 2a prévia, por atacado

A inflação medida pelo Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) desacelerou a 0,40 por cento na segunda prévia de novembro, ante alta de 0,50 por cento em igual período de outubro, informou a Fundação Getúlio Vargas (FGV) nesta terça-feira.
O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) esfriou para 0,44 por cento, contra avanço de 0,66 por cento na segunda prévia de outubro.
Dentro do IPA, o grupo Bens Intermediários desacelerou a alta para 0,31 por cento, ante 0,99 por cento no mês passado. 'O destaque coube ao subgrupo materiais e componentes para a manufatura, cuja taxa passou de 1,00 por cento para 0,27 por cento', disse a FGV em nota.
Matérias-Primas Brutas também desacelerou -de 1,27 por cento para 0,65 por cento-, puxado sobretudo pela menor inflação no minério de ferro (de 5,53 por cento para 2,23 por cento) e mandioca (de 13,78 por cento para 1,43 por cento).
Já o grupo Bens Finais registrou variação positiva de 0,39 por cento, ante deflação de 0,24 por cento na segunda prévia de outubro. 'A maior contribuição para esta aceleração teve origem no subgrupo alimentos in natura, cuja taxa passou de -2,15 por cento para 2,30 por cento', informou a FGV.
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) acelerou a alta a 0,30 por cento, ante 0,23 por cento.
Três das sete classes de despesa componentes do índice apresentaram acréscimo, com destaque para o grupo Alimentação (de -0,18 por cento para +0,30 por cento). Os itens que mais contribuíram para este movimento foram hortaliças e legumes (-5,60 por cento para 1,76 por cento), frutas (de -1,34 por cento para 0,01 por cento) e carnes bovinas (de 0,67 por cento para 1,13 por cento).
O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 0,37 por cento, ante 0,12 por cento no mesmo período de outubro. Destaque para o índice que representa o custo da Mão de Obra, que registrou taxa positiva de 0,52 por cento na segunda prévia de novembro, ante 0,03 por cento no mesmo período de outubro.
(Reportagem de José de Castro)

Inflação do aluguel desacelera na 2ª prévia de novembro, diz FGV

Índice passou de 0,50% para 0,40% nesta apuração.
No ano, o IGP-M acumula alta de 5,12% e, em 12 meses, de 5,84%.

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), conhecido como a inflação do aluguel, por reajustar a maioria dos contratos, desacelerou para 0,40% na segunda prévia de novembro, após alta de 0,50% na apuração anterior, segundo informou, nesta terça-feira (22) a Fundação Getulio Vargas (FGV). No ano, o IGP-M acumula alta de 5,12% e, em 12 meses, de 5,84%.
No caso dos três indicadores que compõem a segunda prévia do IGP-M de novembro, o Índice de Preços ao Produtor Amplo - Mercado (IPA-M) subiu 0,44% nesta prévia, após subir 0,66% no mesmo período de outubro.
Outro indicador que integra o cálculo do IGP-M, o Índice de Preços ao Consumidor - Mercado (IPC-M) acelerou para 0,30% contra 0,23% na segunda prévia do mês passado. Já o Índice Nacional de Custos da Construção - Mercado (INCC-M) registrou taxa positiva de 0,37% na segunda prévia do indicador deste mês, após registrar elevação de 0,12% na segunda prévia de outubro.
 

Dólar opera em baixa frente ao real nesta terça-feira

O dólar operava em baixa frente ao real na manhã desta terça-feira (22), devolvendo parte da forte alta da véspera.

Por volta das 9h25, a divisa dos Estados Unidos era negociada a R$ 1,80 para venda, em baixa de 0,74% .
Na segunda-feira, o dólar fechou o dia cotado a R$ 1,813 para a venda, com alta de 1,68% - maior cotação de fechamento desde 5 de outubro, quando a taxa de câmbio fechou a R$ 1,8315. A moeda fechou com valorização em meio a um impasse no Congresso americano sobre os planos de redução do déficit orçamentário dos Estados Unidos. Além disso, persistiam as preocupações sobre a crise de dívida soberana na zona do euro.
O fracasso do "supercomitê" parlamentar dos Estados Unidos em acertar um plano de redução de déficit foi outro golpe à confiança dos mercados, que há semanas anda diminuída por causa da crise de dívida da Europa.
A crise da dívida europeia segue no foco dos investidores.

Agência de classificação de risco mantém nota 'AA-' da Espanha


Agência de classificação de risco mantém nota 'AA-' da Espanha

Fitch pede que governo eleito adote medidas adicionais para reduzir déficit.
Classificação mantida também está acompanhada de perspectiva negativa.

A agência de classificação de risco Fitch manteve nesta terça-feira (22) a nota "AA-" da Espanha, com uma perspectiva negativa, e pediu que o governo conservador eleito adote medidas adicionais para reduzir o déficit público.
"O novo governo espanhol precisará aprovar medidas adicionais para alcançar os objetivos de déficit fixados no atual programa de estabilidade do país", indicou a Fitch em um comunicado, anunciando a manutenção da classificação AA-, a quarta de sua escala, correspondente ao âmbito superior.

O objetivo anunciado do executivo espanhol é reduzir progressivamente o déficit público, que em 2010 foi de 9,3% do PIB, até alcançar 3% em 2013.
Outra agência de classificação, a Standard and Poor's, fez uma advertência similar na segunda-feira à noite, confirmando a nota espanhola em "AA-" com perspectiva negativa, ao mesmo tempo em que afirmava esperar em breve medidas concretas do governo formado pelo conservador Mariano Rajoy.
Líder do Partido Popular (PP, direita), que obteve ampla maioria nas eleições legislativas de domingo, Rajoy evitou durante a campanha eleitoral especificar medidas políticas concretas para combater o déficit, ressaltou a Standard and Poor's.
A classificação mantida pela Fitch também está acompanhada de uma perspectiva negativa, o que significa que pode ser rebaixada a médio prazo.

Bolsas de Tóquio e Osaka fazem acordo para fusão em 2013

As bolsas de Tóquio e Osaka vão estar integradas em janeiro de 2013, criando uma das maiores bolsas do mundo. Em comunicado conjunto, ambas instituições indicaram que o acordo vai contribuir para a competitividade de todo o mercado financeiro e de capitais do Japão, sendo mais um passo na revitalização da economia do país.
Presidente da Bolsa de Tóquio, Atsushi Saito (E) cumprimenta  Michio Yoneda, presidente da Bolsa de Osaka (Foto: AFP)Presidente da Bolsa de Tóquio, Atsushi Saito (E) cumprimenta Michio Yoneda, presidente da Bolsa de Osaka (Foto: AFP)
O valor total de mercado das companhias listadas em ambas alcançava US$ 3,7 trilhões no fim de setembro, colocando as duas instituições atrás apenas da Bolsa de Valores de Nova York, conforme a Kyodo News.
"As empresas devem conduzir a combinação dos negócios no espírito da igualidade", conforme o comunicado divulgado nesta terça-feira (22). Ao final da transação, as duas empresas vão se fundir em uma holding, que precisa da aprovação dos acionistas.
A expectativa é de que haja uma sinergia de custos de cerca de 7 bilhões de ienes por ano com integração de sistemas. O presidente da bolsa de Tóquio, Atsushi Saito, vai ser o executivo-chefe da holding e o dirigente da bolsa de Osaka, Michio Yoneda, vai ocupar o posto de diretor operacional.

Chevron pode ser responsabilizada em quatro esferas diferentes dia OAB

Representantes de órgãos públicos e especialistas ouvidos apontam que a companhia norte-americana Chevron pode ser responsabilizada em ao menos quatro diferentes esferas pelo vazamento de óleo que ocorre desde o último dia 8 no Campo de Frade, na Bacia de Campos (RJ).

O problema ocorreu devido a uma falha durante exploração de petróleo. Nesta segunda, o presidente da Chevron disse que a empresa  age de acordo com a lei brasileira e dentro das normas do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama).
A lei brasileira prevê que essas esferas ajam de forma independente."
Flávio Ahmed, presidente da Comissão de Direito Ambiental da OAB do Rio
A Chevron foi autuada na terça-feira (22) com multa de R$ 50 milhões aplicada pelo Ibama. Ela também é alvo de inquérito instaurado pela Polícia Federal e de processo administrativo aberto pela Agência Nacional de Petróleo (ANP). Além disso, o Ministério Público Federal também abriu investigação que pode culminar em uma ação civil pública.
“A lei brasileira prevê que essas esferas ajam de forma independente. No caso da ação de coletividade, não existe um teto máximo para pagamento de prejuízos que podem ser causados a comunidades de pescadores, por exemplo”, diz Flávio Ahmed, presidente da Comissão de Direito Ambiental da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do Rio de Janeiro.

Mercado a espera das mudanças na Europa e EUA.

Os custos de financiamento da Espanha subiram em leilão de títulos da dívida de curto prazo
no primeiro teste da confiança do país diante dos investidores após os conservadores da
oposição vencerem eleições gerais realizadas no domingo. O Tesouro vendeu 2,98 bilhões de
euros em títulos de 3 meses e 6 meses, perto da meta preterida. A taxa de juro média nos
papéis de 3 meses alcançou 5,1%, contra os 2,3% registrados em leilão realizado em 25 de
outubro. No caso da dívida de 6 meses, a taxa de retorno média aos acionistas correspondeu
a 5,3%, superior aos 3,3% apurados no mês passado. A demanda superou quase 3 vezes a
oferta na colocação de títulos de 3 meses e quase 5 vezes na de papéis de 6 meses. Na semana
passada, a Espanha teve de oferecer uma taxa de juro média de quase 7% para os
bônus de 10 anos em leilão, um recorde na era do euro. A expectativa é que ocorra a divulgação
do relatório da Comissão Europeia sugerindo a troca dos títulos nacionais por Eurobonds.
Hoje, a agenda de eventos dos EUA traz como destaque a divulgação, às 17h (de Brasília),
da ata da reunião de política monetária do Federal Reserve ocorrida entre os dias 1º e 2 de
novembro. Além disso, o Departamento de Comércio revela a segunda prévia do PIB baseado
no terceiro trimestre.
No Brasil, a FGV divulgou o IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado) que desacelerou a
0,40% na segunda prévia de novembro, ante alta de 0,50% em igual período de outubro, A
maioria das bolsas de valores asiáticas fechou em baixa nesta terça-feira, com a confiança
do investidor abalada por temores sobre a capacidade de políticos de ambos os lados do
Atlântico em combater seus enormes montantes de dívida pública.
Em Tóquio, o índice Nikkei recuou 0,40%, tendo alcançado o menor patamar dos últimos
oito meses. O índice referencial de Xangai perdeu 0,10%. Cingapura avançou 0,71%.
Com informações Bovespa, Bloomberg, Reuters, Agência Estado e InfoMoney
Destaques/
O impasse político nos Estados Unidos sobre o déficit do país somado à preocupação dos
investidores sobre a dívida da zona do euro pesaram nos mercados ontem. O Ibovespa acompanhou
a tendência negativa fechando com desvalorização de 0,45% aos 56.731 pontos.

DESTAQUES DO COSAN DAY

O Cosan Day é um evento que reúne analistas de mercado, investidores e parceiros de negócios
da empresa. Vamos aos destaques do que foi comentado:
• O presidente da Cosan, Marcos Lutz, disse que a companhia espera preços sustentados de
etanol e açúcar para a próxima safra 2012/13 no Centro-Sul.
• Segundo ele, a produção da Cosan deve registrar crescimento de 8%, em média, em linha
com o que se espera para a região.
• A produção de óleos básicos renováveis da Cosan Lubrificantes & Especialidades deve chegar
em larga escala ao mercado em 36 meses. A competitividade maior virá, contudo, só
depois dos 36 meses, quando se espera que a produção do óleo renovável atinja grande
escala, os preços e os custos sejam competitivos em função da eficiência operacional adquirida
e múltiplas fábricas estejam operando.
• Na Raízen deverá ser anunciado a venda de ativos de combustível de aviação que o Conselho
Administrativo de Defesa Econômica (Cade) ordenou que Shell vendesse no fim de julho
de 2011. A Raízen é uma joint venture entre Cosan e Shell, ambas com 50% do controle. A
operação está estimada entre R$ 150 milhões e R$ 200 milhões, de acordo com fontes.
• A produtividade dos canaviais brasileiros continuará baixa na próxima safra 2012/13, de
acordo com o diretor comercial de açúcar para o mercado externo da Raízen, Ivan Melo.
Segundo ele, apenas a partir de 2013 a produtividade da cana voltará a crescer em decorrência
da renovação da lavoura. “Na próxima safra a maior parte da cana a ser colhida
ainda será mais velha, com rendimento menor", explica. A expectativa é de que um aumento
de 8% na safra da cana em 12/13 em linha com o aumento de demanda esperada
para o período, o que deve manter o mercado sustentado.

Resumo Diario

O impasse político nos Estados Unidos sobre o déficit do país somado à preocupação dos
investidores sobre a dívida da zona do euro pesaram nos mercados hoje. Mesmo que as eleições
na Espanha tenham tido o desfecho esperado, com o conservador Partido Popular impondo
uma derrota histórica aos socialistas do primeiro-ministro Jose Luis Zapatero, isso foi
insuficiente para acalmar os investidores. Os nervos continuam exaltados e o medo de um
colapso financeiro geral derrubou as bolsas em todo o mundo. O Ibovespa fechou com desvalorização
de 0,79% aos 56.284 pontos. Ainda por aqui, o exercício de contratos de opções
sobre ações movimentou na Bovespa, R$ 4,86 bilhões.
Nos EUA, as vendas de casas usadas avançaram 1,42% em outubro, ante o mês anterior. O
indicador Existing Home Sales mostrou que as vendas atingiram 4,97 milhões de casas, número
maior do que o esperado por analistas (4,85 milhões).
Na Europa, a crise de dívida continuou gerando receios. Hoje, embora tenha afirmado que
não vê riscos para a classificação AAA da França, a Moody's afirmou que a perspectiva estável
do rating do país é menos segura. Segundo a agência, a perspectiva para o crescimento
econômico e a crise de confiança na zona do euro são "fatores de risco importantes" para a
França.
No Brasil, o mercado financeiro reviu ligeiramente para baixo sua previsão para a inflação
em 2012, ao mesmo tempo em que manteve a de 2011, mostrou o relatório Focus do Banco
Central. De acordo com o documento, a estimativa para a alta do Índice de Preços ao Consumidor
Amplo (IPCA) em 2012 caiu para 5,55%, ante 5,56% na semana anterior. Para 2011,
o prognóstico permaneceu em 6,48%.
No mercado corporativo, destaque de queda para as ações da CSN. Durante toda a manhã a
Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) disputou com a BM&FBovespa a liderança das quedas
do Ibovespa. Na sexta-feira, após o fechamento do mercado, a empresa informou que aumentou
sua participação no capital social da Usiminas, por meio de aquisições de ações preferenciais
e ações ordinárias, passando a deter 20,14% das preferenciais e 11,66% das ações
ordinárias da Usiminas.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Polícia retira manifestantes contra capitalismo de praça em Nova York

Policiais começaram na madrugada desta terça-feira (15) a retirar os manifestantes do movimento "Ocupem Wall Street" no Parque Zuccotti, no distrito financeiro de Nova York, onde eles estavam acampados desde setembro.
Barracos foram removidas, houve resistência, e pelo menos 70 pessoas foram detidas. Muitas delas estavam acorrentadas umas às outras numa tentativa de impedir a retirada. Mas, segundo um porta-voz da polícia, a maioria das pessoas saiu voluntariamente.
As autoridades argumentaram que a ocupação do parque era um risco à saúde e à segurança públicas.
Dezenas de policiais cercaram o parque, que foi iluminado com spots, e mantiveram a população à distância.
Manifestante relaxa sobre carro da política nesta terça-feira (15) durante desocupação em Manhattan (Foto: AFP)Manifestante relaxa sobre carro da política nesta terça-feira (15) durante desocupação em Manhattan (Foto: AFP)
Muitas pessoas foram ao local prestar solidariedade, após os membros do movimento anticapitalista terem mandado alertas sobre a desocupação iminente.
Manifestantes protestam durante a desocupação na madrugada desta terça-feira (15) em Nova York (Foto: AP)Manifestantes protestam durante a desocupação na madrugada desta terça-feira (15) em Nova York (Foto: AP)
"Eles nos deram cerca de 20 minutos para juntar nossas coisas", disse o manifestante Sam Wood. "É duro de assistir."
O prefeito da cidade de Nova York, Michael Bloomberg, defendeu a medida para expulsar os manifestantes e destruir sua cidade de barracas.

"Infelizmente, o parque estava se tornando um lugar onde muitas pessoas vieram não para protestar, mas para infringir leis, e em alguns casos, prejudicar os outros. Houve relatos de empresas ameaçadas e reclamações sobre o barulho e as condições sanitárias precárias que têm afetado gravemente a qualidade de vida dos moradores e dos comerciantes nesse bairro próspero", disse Bloomberg em comunicado.
Os manifestantes montaram acampamento no local em 17 de setembro para protestar contra o sistema financeiro que, segundo eles, beneficia apenas as grandes corporações e os ricos.
O movimento inspirou protestos semelhantes em várias cidades, em outros países e inclusive no Brasil. Em vários casos, houve confrontos entre manifestantes e a polícia, como em Oakland, na Califórnia.
A prefeitura disse que os manifestantes deveriam "deixar temporariamente" o parque e remover suas barracas. Eles poderiam voltar, mas sem as tendas.
"Manifestantes tiveram dois meses para ocupar o parque com barracas e sacos de dormir. Agora terão que ocupar o espaço com o poder de seus argumentos", disse Bloomberg.

Manifestantes prometeram que a expulsão do parque que se tornou o epicentro do movimento não os deteria e algumas centenas de pessoas se reuniram em outra praça de Manhattan.

A polícia formou barricadas nas ruas ao redor do parque, que foi iluminada com holofotes. A operação começou à 1h (horário local) e os últimos manifestantes haviam sido expulsos aproximadamente às 4h15. Autoridades varreram o parque e retiraram grandes quantidades de entulho.

Browne disse que a cidade e os donos do parque, a corporação imobiliária Brookfield Office Properties, distribuiu panfletos aos manifestantes dizendo que o parque seria limpado pouco depois da 1h.
Manifestantes abraçam-se durante a desocupação (Foto: AP)Manifestantes abraçam-se durante a desocupação (Foto: AP)

PIB da Alemanha se recupera e cresce 0,5% no 3º trimestre

O Produto Interno Bruto (PIB) da Alemanha cresceu no terceiro trimestre deste ano 0,5% em relação ao trimestre anterior, anunciou nesta terça-feira (15) o Escritório Federal de Estatística (Destatis).
A economia alemã ganhou força, destacaram os técnicos do Destatis, que corrigiram para cima os números inicialmente anunciados para o segundo trimestre.
Em termos anualizados, a economia alemã cresceu no terceiro trimestre de 2011 2,5% e 3% no segundo trimestre.
O Destatis, que oferecerá números definitivos no próximo dia 24 de novembro, ressaltou que o crescimento da economia alemã tem sua base na elevada taxa emprego, com o número recorde de 41,2 milhões de trabalhadores no terceiro trimestre, 1,2% mais que um ano antes.

PIB da zona do euro cresce 0,2% no 3º trimestre

Em relação ao terceiro trimestre do ano passado, o PIB cresceu 1,4%.
Em toda a União Europeia, economia teve o mesmo avanço.

O Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro teve leve crescimento de 0,2% no terceiro trimestre deste ano em relação aos três meses anteriores, conforme informou, nesta terça-feira (15) o escritório de estatísticas europeu, Eurostat. No segundo trimestre, o avanço também havia sido de 0,2%. Em toda a União Europeia, economia teve o mesmo avanço.
Em relação ao terceiro trimestre do ano passado, com ajuste sazonal, o PIB cresceu 1,4%.
Durante o terceiro trimestre de 2011, a economia dos EUA avançou 0,6% na comparação com o trimestre anterior. No Japão, o crescimento foi de 1.5%. Na comparação com o mesmo período do ano passado, O PIB cresceu 1,6% nos Estados Unidos e recuou 0,2% no Japão.

 

Futuro premiê retoma consultas para formar governo na Itália

Mario Monti reuniu-se com representantes dos principais partidos do país.
Economista quer governo sólido para tentar permanecer no poder até 2013.

O economista e ex-comissário europeu Mario Monti retomou na manhã desta terça-feira (15) suas consultas com os principais partidos políticos para formar um novo governo na Itália, como pediu o chefe de Estado.
Monti começou se reunindo com a delegação do Partido Democrático (PD), principal movimento da esquerda italiana representado por seu líder Pier Luigi Bersani, e com os chefes de grupo das duas Câmaras, Anna Finocchiaro e Dario Franceschini.
Depois, ele se encontrou com Angelino Alfano, secretário-geral do Povo da Liberdade (PDL), partido do ex-premiê Silvio Berlusconi. Alfano, que chegou a ser cotado para suceder Berlusconi, disse acreditar que Monti vai ter sucesso em formar seu gabinete.
Monti quer envolver os principais partidos italianos na composição de seu governo, e gostaria de contar na equipe tanto com políticos quanto com tecnocratas, para ter um apoio sólido no Parlamento e conseguir governar até 2013.
O senador Mario Monti, provável futuro premiê da Itália, dá entrevista nesta segunda-feira (14) no Senado (Foto: AP) 
O senador Mario Monti, provável futuro premiê da Itália, dá entrevista nesta segunda-feira (14) no Senado (Foto: AP)
O ex-comissário europeu concluiu as consultas durante a tarde, recebendo os representantes dos empregadores, dos sindicatos, dos jovens e das mulheres.
Depois, ele foi à casa do presidente da República, Giorgio Napolitano, para aceitar oficialmente a liderança de um novo governo, cuja composição será apresentada à noite ou na quarta-feira.
A nomeação deste economista respeitado acalmou inicialmente os mercados, mas a incerteza sobre a formação do governo e a publicação de um indicador negativo na Eurozona voltaram a gerar tensões nesta terça-feira.

PIB da Grécia cai 5,2% no 3º trimestre

No trimestre anterior, em relação ao mesmo de 2010, recuo fora de 7,4%.
Na zona do euro, crescimento do PIB foi de 0,2%.

O Produto Interno Bruto (PIB) da Grécia registrou queda de 5,2% no terceiro trimestre deste ano, em relação ao mesmo de 2010. No trimestre anterior, no mesmo tipo de comparação, o recuo havia sido de 7,4%, segundo apontou a Autoridade Estatística Helênica (Elstat).
A zona do euro, bloco no qual a Grécia está inserida, teve leve crescimento de 0,2% no terceiro trimestre deste ano em relação aos três meses anteriores, conforme informou, o Eurostat. No segundo trimestre, o avanço também havia sido de 0,2%. Em toda a União Europeia, economia teve o mesmo avanço.
Em relação ao terceiro trimestre do ano passado, com ajuste sazonal, o PIB cresceu 1,4%.
Durante o terceiro trimestre de 2011, a economia dos EUA avançou 0,6% na comparação com o trimestre anterior. No Japão, o crescimento foi de 1.5%. Na comparação com o mesmo período do ano passado, O PIB cresceu 1,6% nos Estados Unidos e recuou 0,2% no Japão.
Na véspera, o novo premiê grego, Lucas Papademos, disse que a participação da Grécia na zona do euro "está em jogo", e por isso a aplicação das medidas de austeridade necessárias para a Grécia continuar recebendo ajuda internacional será a "principal tarefa" do governo de coalizão.
"Ninguém deseja que o país saia do euro", disse Papademos. "Ficar no euro é nossa única opção", completou.
Em um discurso ante o Parlamento, Papademos, que encabeça um governo de coalizão integrado pelos socialistas, pela direita e pela extrema direita, disse que o déficit público grego em 2011 será de 9% do PIB, contra 10,6% em 2010 e 15,7% em 2009.
"Se essas decisões forem aplicadas e as medidas associadas a elas forem tomadas, a Grécia pode olhar para o futuro com confiança", acrescentou o ex-vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE), que vai liderar um governo de transição no país.
Segundo ele, o país precisa para implementar um novo programa econômico, mas a tarefa demandaria mais tempo do que os cerca de 100 dias previstos para o seu governo de unidade nacional.

Segunda-feira conturbada nos mercados pelo Mundo.

Segue ai amigos o resumo do dia desta ultima segunda-feira, com os mercados muito agitados levando até a Alemanha à aprovação de uma lei que beneficia a saída do Euro para alguns Países, inclusive para ela mesma.
Itália e Grécia formam seus governos e a Europa continua na mira. Neste cenário, a segunda
trouxe queda nos mercados lá fora. Por aqui, a bolsa operou de lado, na véspera do feriado
que deixou os investidores brasileiros lentos. O Ibovespa encerrou o dia com desvalorização
de 0,49% aos 58.258 pontos e com volume negociado de R$ 3,79 bilhões.
A agenda econômica foi vazia hoje. O destaque ficou com a produção industrial da zona do
euro que caiu 2% em setembro ante agosto, revertendo o ganho de 1,4% registrado em
agosto ante julho. Trata-se do pior resultado desde fevereiro de 2009, aumentando as expectativas
de uma forte contração da atividade da indústria e de uma possível recessão econômica.
Ainda na Europa, a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, disse que a Europa pode estar
vivendo o momento mais difícil desde a Segunda Guerra Mundial, enquanto os novos líderes
de Grécia e Itália corriam para formar governos e limitar os danos da crise de dívida da zonado
euro. "A Europa está em um dos mais difíceis, talvez o mais difícil momento desde a
Segunda Guerra Mundial", declarou Merkel ao seu partido conservador em Leipzig. Ela disse
temer que o continente fracasse se o euro falhar e prometeu fazer de tudo para impedir que
isso aconteça.
Por aqui, o boletim Focus apontou que o mercado reduziu as estimativas para a taxa Selic
em 2012, para o PIB neste ano e para o IPCA em 2011 e 2012. A previsão para a Selic, a
taxa básica de juros, em 2012 passou de 10,5% para 10%. A projeção para o crescimento
do PIB teve queda, de 3,20% para 3,16%. Já a estimativa do IPCA para este ano baixou de
6,50% para 6,48%. Enquanto para 2012, o percentual caiu de 5,57% para 5,56%.
E no mercado corporativo, as ações doS bancos operaram como um dos destaques do pregão,
beneficiadas pela redução das restrições ao crédito anunciadas pelo Banco Central na
semana passada. A forte alta das ações da Marfrig também chamou a atenção e Petrobras
seguiu no foco dos investidores após anunciar seu resultado do terceiro trimestre na última
sexta-feira.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Bolsas na Ásia avançam em leve alívio no cenário europeu

Após Wall Street apresentar ganhos na quinta-feira (10), a Grécia confirmar um novo primeiro-ministro e a Itália conseguir financiamento em um leilão de títulos públicos - apesar da forte alta no juro pago sobre os papéis -, os principais índices acionários da Ásia encerraram em alta nesta sexta-feira (11), apesar de investidores se manterem cautelosos quanto à situação na Zona do Euro.
O benchmark Nikkei, da Bolsa de Tóquio, avançou 0,16%, registrando 8.514 pontos, enquanto o Hang Seng, que acompanha o pregão de Hong Kong, subiu 0,96%, aos 19,146 pontos. Já o Shanghai Composite, índice da Bolsa de Xangai, apresentou variação positiva de 0,06%, chegando a 2.481 pontos.
Exportadoras sobem
Na sessão japonesa, as companhias listadas que têm geração de receita no exterior apareceram como destaques de alta ao fim do dia. Ações da Sony subiram 2,42%, ao passo que as da Pionner dispararam 5,50%. Já algumas tecnológicas registraram desempenho negativo, como a NEC (-3,09%) e a Elpida Memory (-2,12%).
Limitando os ganhos do índice, os papéis da Olympus voltaram a cair, desta vez 4,96%, depois de a empresa ser colocada em observação pela Bolsa de Tóquio. A maior queda, porém, ficou com a fabricante de papel Daio, cujos ativos recuaram 18,76% em meio a outro escândalo corporativo no país. Seu ex-CEO tomou dinheiro emprestado de operações financeiras da firma e reverteu para suas próprias contas bancárias.
Investimentos em commodities e financeiras
Em Hong Kong, ações de produtoras de commodities performaram, em geral, acima do benchmark, entre elas as da Aluminum Corp of China (+2,97%), as da Jiangxi Copper (+1,55%) e as da Sinopec (+3,11%). A petrolífera anunciou que vai comprar 30% da participação brasileira na Galp Energia por US$ 3,5 bilhões.
Do mesmo modo, no pregão de Xangai o setor financeiro teve dia positivo. As ações do Industrial and Commercial Bank of China e do Agricultural Bank of China, por exemplo, duas das maiores instituições do país, avançaram 1,18% e 0,76%, respectivamente, recuperando parte das perdas registradas no dia anterior.