sábado, 31 de agosto de 2013

"Uma bolha não é algo que estoure de repente', diz Shiller

Robert Shiller, economista e professor da Universidade de Yale
O economista e professor da Universidade Yale, Robert Shiller, ficou conhecido por ter previsto a crise no setor imobiliário dos EUA. Em entrevista ao site de VEJA, ele comenta que há indícios de formação artificial de preços também no Brasil

Cerca de três anos antes de o banco de investimentos Lehman Brothers anunciar a falência, em setembro de 2008, o renomado economista Robert Shiller, professor da Universidade Yale, já previa que a economia dos Estados Unidos poderia entrar em colapso. A crise prevista por Shiller, no entanto, não se referia à quebra do banco em si, mas à formação de uma "bolha" no mercado imobiliário dos EUA. Mas a queda do Lehman foi a agulha que estourou a crise financeira americana, que deixou consequências até os dias de hoje.
O termo "bolha" tem sido usado amplamente para designar uma situação em que os preços de determinado setor inflam fortemente sem qualquer sustentação. Esse valor artificial só é percebido quando os preços caem. É, literalmente, como uma bolha de sabão, sensível a qualquer movimento mais forte.
Em entrevista ao site de VEJA, Shiller explica que o termo "bolha" é uma metáfora infeliz por parecer algo que se rompe repentinamente. Para ele, uma "bolha" é, na verdade, algo cíclico que pode inflar e desinflar ao longo do tempo - algo mais parecido com uma bexiga.
O reconhecimento ao trabalho de Shiller está no índice Standard and Poor's Case/Shiller, que serve de referência para os preços do mercado imobiliário dos EUA. Sobre a situação brasileira, o economista explica que "há indícios" da formação de uma "bolha" no mercado de imóveis. Ele diz que o Banco Central poderia atuar, ainda que tardiamente, para evitar consequências mais graves de uma forte alta dos preços dos imóveis. Neste sábado, Shiller estará no Brasil, onde participa do 6º Congresso Internacional de Mercado Financeiro e de Capitais, organizado pela BM&FBovespa, em Campos do Jordão. Confira trechos da entrevista:
Desde a crise imobiliária dos EUA, o termo “bolha” tem sido usado para designar inúmeros males econômicos. Como o senhor define esse conceito? 
Eu acho que a metáfora “bolha” vem de 1720, do mercado europeu, de um episódio que ficou conhecido como a “bolha de Mississipi”. A metáfora sugere que se trata de uma explosão repentina. As bolhas de sabão vão crescendo até estourarem de forma catastrófica. É uma metáfora infeliz porque, na economia, as bolhas geralmente não estouram de repente. Na verdade, elas podem encolher durante um longo período de tempo. A bolha dos preços dos imóveis no Japão, que se formou nos anos 1980 e que teve seu pico no começo de 1999 está desinflando até hoje, por exemplo. Ela está perdendo tamanho há vinte anos. Eu acredito que as bolhas sejam formadas por fenômenos sociológicos, elas são criadas pelos pensamentos das pessoas. E o pensamento não muda da noite do para o dia. Os movimentos repentinos no mercado financeiro acontecem tanto para cima quanto para baixo. Por exemplo, o mercado financeiro dos Estados Unidos teve uma tendência de queda entre 1929 e 1932, foram quase três anos de queda. Mas isso não quer dizer que de repente ele estourou.

É possível prever o momento da contração da bolha?
Nos Estados Unidos, por exemplo, isso aconteceu em 2005, ou seja, três anos antes da crise do Lehman Brothers. A crise do Lehman Brothers foi um efeito colateral da crise imobiliária. Eu tentei voltar para 2005 para analisar o que mudou de lá para cá. O que eu vejo que mudou é que as pessoas aprenderam a palavra “bolha”. Elas nem sabiam o que significava até então. Eu sei disso porque eu fiz pesquisas com perguntas diretas às pessoas. Por volta de 2003, por exemplo, ninguém havia mencionado a palavra “bolha”. O que todos diziam é que “imóvel era o melhor investimento”. Depois da crise dos anos 2000 ficou a impressão de que os imóveis não são bons investimentos, mas eles são, porque as pessoas sempre vão querer moradia. O que as pessoas não percebem é que se os preços sobem um dia eles caem.
 
No Brasil, o senhor acredita que exista uma bolha no mercado imobiliário causada pelos estímulos ao crédito?
Analisando os indicadores de preços de imóveis do Brasil pode-se perceber que os preços vêm dobrando. Eu suspeito que haja a formação de uma bolha.  Uma boa evidência é comparar sempre os preços do imóvel com o do aluguel. Nos Estados Unidos, por exemplo, os imóveis tiveram alta a um ritmo mais avançado do que o dos aluguéis. Eu não pude ver os preços dos aluguéis no Brasil, mas acredito que isso esteja acontecendo também. Isso é crítico porque não é que de repente as pessoas queiram consumir mais casas, mas esse apetite pelas compras é motivado pelo investimento. Isso é um problema. Meu temor é porque as pessoas agora estão tomando empréstimos para comprar imóveis. Se os preços entrarem em colapso, vai incorrer no mesmo tipo de problema que tivemos nos Estados Unidos. Isso pode ser convertido em uma recessão. 

O que pode ser feito para evitar esse cenário? O governo tem poder para impedir?
O governo deveria se manifestar contra a formação de bolha, eles precisam acreditar que trata-se de uma bolha. E ele deveria fazer um aperto na oferta de crédito. Também pode-se fazer uma legislação que puna a oferta irresponsável de crédito. Uma outra medida interessante é contratar mais reguladores. A regulação é custosa, você não pode fazê-la de uma forma crua. É preciso saber quem é o emprestador responsável e quem não é. Isso se descobre com investigação e isso é custoso.

Esta semana o Fundo Monetário Internacional emitiu um relatório que recomenda que os bancos públicos brasileiros diminuam o ritmo de concessão de crédito. Qual sua opinião sobre isso, pensando no impacto no mercado imobiliário?
O banco de Israel fez isso. Eles estavam criando uma bolha imobiliária. Na China, as autoridades criaram barreiras para evitar a compra do segundo imóvel, por exemplo.
O que acontece para que se forme uma bolha é o fato de as pessoas se apressarem para comprar até cinco casas, elas querem comprar quanto for possível. Foi isso o que aconteceu nos Estados Unidos, a compra do segundo imóvel cresceu substancialmente. Isso é um problema, se muitos compram mais de um imóvel, os preços sobem.

Nossa situação é também um pouco diferente, há um déficit de moradias...
É difícil explicar isso porque eu teria que analisar a situação do Brasil.

Uma regulação mais rígida pode evitar que uma bolha seja criada?
É difícil evitar isso completamente. O problema é que sempre tem alguém que nega a existência de uma bolha. Eu estava muito atento a isso na formação da bolha norte-americana. Eu tentei debater com as pessoas a existência de uma bolha em 2005 e 2006. Algumas dessas discussões foram televisionadas em um programa da CNBC. Isso foi em 2005. Eu discuti com economistas que escreveram longos artigos que tinham tabelas e estatísticas, ridicularizando a existência de bolhas. Eu tive dificuldade para vencer os argumentos deles. Isso porque é difícil provar uma bolha. 

Como se prova que há uma bolha?
É difícil, mas se você conseguir prová-la é possível também colocar fim. As pessoas têm a impressão de que a alta dos preços é um avanço da economia, e que isso vai tornar as pessoas mais ricas, mas elas não têm noção das estatísticas. Isso não é a verdade. Pode-se observar, por exemplo, a evolução dos preços dos imóveis em comparação com a evolução dos preços dos aluguéis, que deveriam aumentar na mesma proporção. Uma diferença é um indicativo de bolha. Se for feita a correção com a inflação, os preços deveriam ficar quase que estáveis. Eu peguei dados no intervalo de 100 anos nos Estados Unidos dos preços dos aluguéis e os preços caíram em vez de aumentar. Além disso, nossa economia tornou-se mais eficiente, nossa forma de construção também, isso barateia o custo de construção e os preços deveriam ser menores. 
 
O Brasil vive uma situação de “bolha” do consumo?
O Brasil teve um “turning point” na década de 1990 com o controle inflacionário. Mesmo hoje, a inflação no país é moderada. Sobre o crescimento, o que aconteceu com o Brasil foi o mesmo que aconteceu com a China e com todos os Brics. Houve um sentimento de “milagre”. Eu acho que essa ideia de milagre desses países como China, Brasil, Rússia e Índia se espalhou pelo mundo. Mas esse tipo de milagre não dura para sempre, ele acaba mais cedo do que se espera.  No meu livro “Espírito Animal”, eu digo que a confiança não é um fator exógeno. Mas que ela é conduzida, substancialmente, por histórias da mente humana, a capacidade do cérebro humano de armazenar as boas histórias. Eu não sei como analisar o Brasil, não faz parte da minha realidade. O que eu me lembro é da vitória do presidente Lula, cuja eleição trouxe medo para muitos, mas ele acabou se tornando pragmático na economia e isso trouxe confiança às pessoas.


Fonte: VEJA
Talita Fernandes

Dólar não será moeda de referência 'para sempre', diz Nobel de economia

Durante passagem pelo Brasil nesta sexta-feira (30), o vencedor norte-americano do prêmio Nobel de economia de 2011 Thomas Sargent disse que a referência do dólar como moeda internacional não será “para sempre”. “Em 40, 50 anos, os Estados Unidos não dominarão a moeda internacional, e isso terá conseqüências”, afirmou o estudioso, em palestra do 6º Congresso Internacional de Mercados Financeiro e de Capitais, em Campos do Jordão.
Apesar de não apontar a divisa que substituiria o dólar como moeda global, Sargent indicou que poderia vir da Ásia ou até do Brasil, de quem conduzisse melhor sua economia.  
Antes de desembarcar no Brasil, o economista disse ter se comprometido a não fazer críticas – nem análises – sobre o país enquanto os Estados Unidos “não estiverem bem”. No entanto, destacou que a inflação galopante vivida pelo Brasil, principalmente na década de 1990, deixou o país muito mais alerta ao problema – o que seria uma vantagem em relação aos Estados Unidos.  
“O Brasil tem uma grande vantagem em relação aos Estados Unidos. Vocês tiveram inflação e sabem como é, sabem como é ter, o que significa que vocês estão muito mais alertas. O Brasil nos ensinou que a inflação é onerosa para os pobres.”

Thomas Sargent participa do 6º Congresso Internacional de Mercados Financeiro e de Capitais, em Campos do Jordão (Foto: Anay Cury/G1)
Thomas Sargent participa do 6º Congresso Internacional de Mercados Financeiro e de Capitais, em Campos do Jordão (Foto: Anay Cury/G1)
Nascido em julho de 1943, Sargent se formou bacharel em 1964 na Universidade da Califórnia, em Berkeley, e tornou-se PhD em 1968 pela Universidade Harvard. Se especializou no campo da macroeconomia, economia monetária e econometria de séries temporais. Ele é conhecido como “um dos líderes da revolução de expectativas racionais” e autor de numerosos artigos que romperam barreiras.

Em uma série de artigos escritos durante os anos 1970, Sargent mostrou como os modelos macroeconômicos estruturais podem ser construídos, resolvidos e estimados. Sua abordagem acabou sendo particularmente útil na análise de política econômica, mas também é utilizada em outras áreas de macroeconometria e pesquisa econômica.

Sargent mostrou como a macroeconometria estrutural pode ser utilizada para analisar mudanças permanentes na política econômica. Esse método pode ser aplicado para estudar relações macroeconômicas quando famílias e empresas ajustam suas expectativas simultaneamente com os desenvolvimentos econômicos.

Atualmente, ele é professor de Economia e Negócios na Universidade de Nova York.

Fonte: G1.com.br

Situação Econômica do Estado de Pernambuco


 As ultimas leituras dos dados econômicos sobre o estado de Pernambuco divulgadas  pelo IBGE , mostram que a crise econômica não atingiu diretamente a cadeia produtiva do nosso estado, por causa  dos investimentos feitos no Porto de Suape, através da Refinaria e da grande contratação de mão-de-obra para a construção do Estaleiro Atlântico Sul.
 Assim como as obras de transposição do Rio São Francisco no Sertão, e a construção das obras da Transnordestina que vem do interior até a capital no Porto de Suape, gerando empregos diretos e indiretos, elevando o estado a um patamar de crescimento nunca antes visto, que teve sua complementação com as obras do PAC 1, PAC 2 e da fábrica da FIAT, que ajudaram a desenvolver urbanisticamente as cidades que formam um clusters em seu entorno contribuindo para diminuir cada vez mais o déficit habitacional.
Mais os problemas que pareciam estar sanados vem aumentando a cada dia, ora por causa de problemas estruturais e naturais, que o estado ainda vem sofrendo, ora  como a seca do ultimo ano, ou com a baixa qualificação profissional que já foi verificada em municípios que receberão grandes fábricas como o de Goiana.
Ainda assim o Estado apresenta um acumulo na sua  dívida pública,  que está cada vez maior, passando dos 7,237 Bilhões  o que representa uma menor eficiência na gestão pública. Que mesmo com a taxa de crescimento sendo acrescida em torno de 1,9% no PIB do primeiro trimestre, fica no mesmo nível da taxa nacional e de outros estados do nordeste,  como o estado do Ceará, e da Bahia com 1,4%, que por sua vez perdeu espaço para Pernambuco no setor da agricultura, mais ganhou no setor industrial.
Entretanto no acumulado do ano, depois de baixas tremendas com a seca o Estado voltou a se recuperar em alguns setores, mais já demonstra preocupação em outros como o setor de serviços que é o grande carro chefe que comporta a grande maioria dos empregos na região metropolitana do Recife.
 O que podemos dizer é que o Estado ainda deve apresentar algumas previsões positivas a curto prazo, pelo menos até 2014, mais o cenário para o futuro parece mais incerto mesmo com o funcionamento da FIAT, porque a população vem sentindo muito com a redução do crédito, o aumento dos juros e a inflação acumulada que vem tirando muito o sono dos Pernambucanos, que cada vez  mais tem os seus salários sendo depreciados, afetando toda a cadeia produtiva.
 Onde o governo Federal busca controlar a inflação com remédios monetários,  como a alta dos juros divulgados está semana  pelo Banco Central que já chega aos 9% a.a, o que representa um freio no desenvolvimento, e uma redução brusca na geração de empregos e renda.
O que nos leva a um dilema: "pois de que vale, aumentar os juros, buscando conter a inflação, se o governo não busca reduzir os seus impostos e seus gastos, levando, o que nos leva a um acumulo da dívida pública cada vez maior dos estados e da nação". 

Autor : David Batista

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Médico cubano sai de hotel para caminhar e não retorna


O médico cubano José Ricardo Marin Forno, 46 anos, ginecologista, saiu nesta manhã (22), de um hotel no centro de Cascavel para caminhar, e até agora não retornou.

Ele veio ao Brasil em busca de integrar aos serviços anunciados pela presidente Dilma, através do programa " Mais Médicos". Ao deixar Cuba desembarcou, primeiro, no Paraguai e ao entrar no Brasil, recebeu boas informações sobre a cidade de Cascavel e escolheu a capital do Oeste para iniciar o processo de habilitação a uma vaga de médico aqui no país.

Esteve na Polícia Federal, em Cascavel, e de posse do "Refúgio" foi a Receita Federal para providenciar o CPF, em seguida foi ao Ministério do Trabalho, iniciou o processo de emissão da Carteira, esteve em uma agência bancária no centro, abriu conta, e já fazia planos para alugar um apartamento.

A Polícia Civil já está investigando o caso.

Mauricio Dias: Marina sai do páreo, Serra entra
















Mauricio Dias: Talvez o ex-governador deixe de ser tucano; já a candidatura da ex-ministra parece impossível
por Mauricio Dias, em CartaCapital, encaminhado via e-mail por Julio Cesar Macedo Amorim
Parece definida a situação de Marina Silva em relação à eleição presidencial de 2014. Como não há mais tempo hábil para cumprir as exigências legais para a Rede Sustentabilidade formalizar o registro junto ao TSE, ela não tem opção. Fica fora da competição ou, até o dia 4 de outubro, põe o pé no estribo do primeiro bonde que passar. No entanto, Marina tornou proibido falar em “plano B”.
Não há espaço para ela no PSOL. Não há como retornar ao PV, com o qual rompeu após disputar a eleição de 2010 e “arrancar” quase 20 milhões de votos. Talvez ela seja bem recebida no PPS, que tem como preferência, no entnato, a adesão de José Serra, caso ele decida dar adeus ao PSDB.
Sem Marina Silva no páreo, a situação, em tese, favorece Dilma, com a popularidade em recuperação. As precoces pesquisas indicam que, neste caso, se a eleição fosse hoje, ela venceria no primeiro turno se os adversários fossem Aécio Neves e Eduardo Campos.
O quadro de candidatos ainda está tão indefinido quanto o da economia. Um fator predominante na eleição de 2014.
Para onde escoaria a votação de Marina, considerando que é um voto de forte conteúdo antipartidário? Ela reproduziria a decisão de não apoiar ninguém, como fez no segundo turno de 2010? Até quando ela vai evitar o jogo político? Talvez quando a bem-aventurada Marina entender, como já foi dito, que a política é uma atividade para pecadores.
Além de perder a corrida contra o tempo, Marina engasgou com as mais de 800 mil assinaturas coletadas em um ano. Era preciso, no entanto, certificar em cartório. Somente 250 mil foram reconhecidas oficialmente. A metade do que a legislação exige para a formação de partido. Esse número expressa o mínimo exigido pela legislação: 0,5% dos votos dados na última eleição para a Câmara dos Deputados, não computados os brancos e nulos. Isso corresponde a exatamente 491.656 assinaturas certificadas em cartório de, pelo menos, nove estados.
Marina acusou a lentidão dos cartórios. Foi vítima da burocracia que, quando não falha, tarda. Em gesto de desespero, propôs ao TSE entregar mais de 600 mil sem conferência para obter, em confiança, o registro do partido. Ela pede o impossível: que o tribunal abra uma exceção.
Mas eis que, de São Paulo, chegaram notícias ruins. A Justiça Eleitoral identificou indícios de fraude na coleta de assinaturas para a criação do partido. O Ministério Público Eleitoral e a polícia foram mobilizados em alguns municípios paulistas.
Somente o registro perante o TSE garante a participação no processo eleitoral. Marina não cumpriu as exigências preliminares para chegar a essa etapa que, em geral, consome cerca de 30 dias. Basta conferir o calendário. O tempo passou.
Andante Mosso:
No PSOL, quem forçava a coligação com Marina Silva já está de malas prontas. É o caso, entre outros, dos vereadores Heloisa Helena (AL) e Jefferson Moura (RJ). “Dialogar, sim, coligar não”, reafirma o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ).

Cade aprova entrada do BTG Pactual na empresa que explora o Beira Rio


O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou  a entrada do grupo BTG Pactual no capital da empresa contratada para reformar, modernizar e explorar economicamente o Beira Rio, estádio do Sport Clube Internacional, localizado em Porto Alegre (RS), um dos que sediarão a Copa do Mundo de 2014. Não houve qualquer restrição à operação, segundo despacho da Superintendência-Geral do órgão de defesa da concorrência publicado no Diário Oficial da União desta sexta-feira.

O controle acionário da BRio, uma sociedade de propósito específico (SPE), continuará com a AGSA. A  holding do grupo Andrade Gutierrez, da construtora de mesmo nome, manterá  50% do capital mais uma ação.  O grupo do Banco BTG Pactual vai adquirir os cerca  49% restantes  por intermédio do FIP Beira Rio, um fundo de investimento em participações.
A parte da documentação sobre o processo que foi disponibilizada pelo Cade informa que o FIP terá, “inicialmente”, uma sociedade do grupo comprador como única cotista. Procurado, o banco BTG Pactual não quis informar qual empresa é essa. Tampouco quis confirmar se a expressão “inicialmente” significa que as cotas do FIP serão vendidas a investidores clientes num segundo momento.
O FIP será administrado pela distribuidora de valores do BTG Pactual e gerido pela BTG Pactual Gestora de Recursos, ainda segundo o Cade.
O contrato entre a Andrade Gutierrez e o clube Internacional foi anunciado em março de 2012, já com financiamento de R$ 271,5 milhões  aprovado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), 71,8% do total do projeto. O contrato prevê que a  BRio vai compartilhar com o Inter a  gestão do estádio por 20 anos.
Nesse período, a empresa vai explorar, operar e administrar, além do estádio, outras áreas  do Complexo Beira Rio, como um edifício garagem e espaços para bares e lojas (locação) e para publicidade.
O Cade entendeu que a entrada do BTG Pactual no negócio “não suscita preocupações de ordem concorrencial”.


Analistas apostam em Selic a 9%

Há exatamente dois anos, o mercado financeiro foi surpreendido com a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) de cortar a taxa Selic em 0,50 ponto percentual, para 12% ao ano. A razão para a reversão inesperada da trajetória da política monetária naquele momento era o cenário externo, cuja fraqueza poderia afetar a atividade doméstica e, por tabela, a inflação.


Sobre Médicos Cubanos e a Solução do Problema da Indústria Nacional

Acompanhando o caso da importação de médicos cubanos tive uma ideia que solucionará o problema da indústria no Brasil. Como já comentei em outros posts a participação da indústria no PIB tem caído desde pelos menos a década de 1980, isto preocupa alguns colegas economistas que acreditam que sem uma grande participação da indústria no PIB o país está fadado ao atraso. Não concordo com a tese destes economistas, quem companha o blog já deve ter percebido, mas não sou do tipo que se recusa a ajudar.

Segundo estes economistas que estão preocupados com a indústria, também chamados de desenvolvimentistas ou até novos-mercantilistas, nossa indústria não consegue competir com a do resto do mundo porque os custos em dólares de nossas indústrias são muito altos, em particular o custo do trabalho. Como reduzir salários é uma coisa difícil e, ainda segundo os desenvolvimentistas, para aumentar a produtividade é preciso ter muita indústria, o Brasil está em uma armadilha: a produtividade é baixa porque não temos indústria e não temos indústria porque a produtividade é baixa para nossos salários.

Para quebrar este ciclo perverso, vários desenvolvimentistas defendem uma desvalorização do real. Entre os defensores da desvalorização estão ninguém menos do que a presidente Dilma, o seu adversário nas últimas eleições José Serra, pelo menos dois ministros: Mantega e Pimentel além de ex-ministros que hoje são conselheiros da presidente, entre eles: Bresser, Delfim e Belluzo. Entretanto quando enfim a desvalorização chegou a maioria destes senhores se esqueceu de vir a público defendê-la, sem seus campeões a desvalorização está sendo combatida pelo Banco Central e corre o risco do câmbio não chegar no nível necessário para salvar a indústria

Caso o câmbio não chegue aos R$ 2,60 desejados pelo ministroMantega não há motivo para nossos amigos desenvolvimentistas saírem de seus esconderijos e voltarem aos jornais para pedir a desvalorização do câmbio. Seguindo meu plano vamos competir com a China sem desvalorizar o câmbio. Normalmente cobraria uma pequena fortuna para revelar minha ideia, mas como sou um patriota farei sem cobrar nada nas linhas abaixo.

Primeiro a FIESP faz um campanha em rádios, jornais e TVs dizendo que os trabalhadores brasileiros não querem trabalhar pelo salário ou nas condições oferecidas pela nossa gloriosa indústria. Nesta fase é importante frisar que poderíamos aumentar muito a produção industrial se trabalhadores que aceitassem salários menores para trabalhar em plantas no interior pudessem ser contratados. Uma vez propagandeada esta ideia a indústria abriria um fila para trabalhadores que queiram trabalhar no interior em condições precárias e ganhando menos que os atuais empregados da indústria. Quando ninguém aparecer para fila é hora de dar o bote. Os representantes da indústria anunciam um contrato com uma agência de recrutamento internacional que entrará em contato com governos mundo afora que estejam dispostos a mandar trabalhadores para o Brasil. É importante que os governos dos países escolhidos sejam democráticos e populares com tradição de liberdades políticas e respeito aos direitos humanos, desta forma os trabalhadores que vierem podem ficar tranquilos sabendo que se saírem do programa seus parentes estarão bem. Coréia do Norte e Cuba seriam exemplos de possíveis candidatos. Afinal para o programa dar certo é fundamental que os trabalhadores importados não participem do mercado de trabalho nacional.

Se alguém perguntar sobre salários ou direitos trabalhistas dos empregados o contratante informa que isto não é problema dele. Tais perguntas devem ser feitas a agência que fez o tráfico a intermediação dos trabalhadores que por sua vez remeterá a questão ao país de origem dos trabalhadores. Na segurança deste país os familiares dos trabalhadores, devidamente acompanhados por seguranças bem armados, vão dar depoimentos a respeito de como seus parentes estão felizes vivendo como escravos trabalhadores da indústria brasileira. Com uma simples intermediação resolvemos o problema da indústria, preservamos o valor de nossa moeda e de quebra acabamos com a briga dos economistas sobre o valor do câmbio.

Como? Não gostou? Ficou chocado? Está pensando em como vai ficar o seu salário se a moda pegar? Qual é mesmo sua opinião sobre a vinda dos médicos cubanos?

Crédito para casa própria da Caixa cresce 41,5% em 2013

Caixa Econômica Federal concedeu R$ 85,2 bilhões em crédito imobiliário no ano até a primeira quinzena de agosto, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (23). O volume representa uma alta de 41,5% em relação ao mesmo período de 2012, e ultrapassa o contratado durante todo o ano de 2011, quando ficou em R$ 80,09 bilhões.
Para este ano, a expectativa é que o financiamento da casa própria pela instituição ultrapasse R$ 130 bilhões.
Até a primeira quinzena de agosto, a Caixa assinou 1,145 milhão de contratos de habitação. Do total aplicado, R$ 50,06 bilhões foram destinados para a compra de imóveis individuais. Outros R$ 35,18 bilhões foram para financiamento à produção de unidades imobiliárias.
No estado de São Paulo, foram contratados R$ 21,3 bilhões para o financiamento de imóveis até agosto deste ano. No Rio, as contratações superaram R$ 7,89 bilhões.
Em nota, o diretor de Habitação da Caixa, Teotonio Costa Rezende, afirmou que, a partir de 2009, ano de lançamento do Minha Casa, Minha Vida, foi observado "um crescimento significativo do resultado, que chega a mais de 2.000%, se compararmos o período entre 2003 e 2012”.
Resteurs.

Google compra patentes de tecnologia virtual da Hon Hai

A Hon Hai Precision Industry, sediada em Taiwan, disse que vendeu ao Google parte de um portfólio de patentes envolvendo a sobreposição de imagens virtuais em fotografias reais.
A tecnologia, batizada Head Mounted Display, é comumente utilizada na aviação, aplicações de design em engenharia e projetos científicos, dispositivos de jogos e ferramentas de treinamento e simulação, revelou a empresa nesta sexta-feira (23), em comunicado. O preço da venda não foi divulgado.
Dona das fábricas Foxconn, a Hon Hai é a maior fabricante mundial de produtos eletrônicos sob contrato e uma grande fornecedora da Apple. A empresa já havia afirmado que iria focar no desenvolvimento de novas tecnologias, direitos de propriedade intelectual e e-commerce para reduzir sua dependência da criadora do iPhone e do iPad.
A empresa disse ter pedido o registro para o direito de 55 mil patentes mundialmente, dos quais mais de 5 mil foram aprovados.

Mesmo com alta do dólar, gastos no exterior sobem em julho, diz BC

Mesmo o dólar em alta, os brasileiros gastaram US$ 2,21 bilhões no exterior em julho deste ano, informou nesta sexta-feira (23) o Banco Central por meio da nota do setor externo, um crescimento de 10,1% sobre o mesmo mês do ano passado, quando os gastos somaram US$ 2,01 bilhões.
"A elevação do dólar ao longo do ano já se faz sentir nestas contas. O dólar fechou 2012 perto de R$ 2,07 e, em junho, já estava em R$ 2,25", afirmou Tulio Maciel, do BC.Apesar da alta, o dado não é recorde: no sétimo mês de 2011, as despesas de brasileiros no exterior somaram US$ 2,23 bilhões, segundo dados da autoridade monetária. Naquele momento, o dólar estava em cerca de R$ 1,55.
Parcial do ano é recorde
Ainda de acordo com o Banco Central, as despesas lá fora somaram, porém, US$ 14,5 bilhões nos sete primeiros meses deste ano - valor que representa novo recorde histórico parao o período. Sobre o mesmo período do ano passado (US$ 12,71 bilhões), houve um aumento de 14,4%.

Renda e dólar alto
O aumento dos gastos no exterior neste ano está relacionado, segundo economistas, com a continuidade do crescimento do emprego e da renda no Brasil, mesmo com um ritmo menor de expansão da economia brasileira.

Os números do BC mostram que as despesas cresceram em julho deste ano, e se aproximaram do recorde para o mês, apesar da alta do dólar – fator que encarece passagens e despesas em moeda estrangeira e desestimula o gasto lá fora.
Em abril, o dólar oscilou ao redor de R$ 2. A partir de meados de maio, de acordo com dados da autoridade monetária, a moeda norte-americana começou a subir, terminando o mês retrasado em R$ 2,13 (cotação média - PTAX). Já em junho, fechou o mês em R$ 2,21. No fim do mês passado, já estava em R$ 2,29.
Economistas observam, porém, que há uma defasagem de alguns meses entre o aumento do dólar e seu respectivo impacto nas despesas de brasileiros no exterior. Isso porque muitos turistas compraram seus pacotes com antecedência, antes da disparada da moeda norte-americana.
Histórico de gastos no exterior
Em 2012, os gastos no exterior somaram US$ 22,2 bilhões e bateram recorde para um ano fechado. Em 2011, as despesas de brasileiros lá fora haviam somado US$ 21,2 bilhões. Deste modo, o crescimento, de 2011 para 2012, foi de 4,5%.

Até 1994, quando foi editado o Plano Real, que conteve a hiperinflação no Brasil, os gastos de brasileiros no exterior não tinham atingido a barreira dos US$ 2 bilhões. Naquele ano, somaram US$ 2,23 bilhões. Entre 1996 e 1998, as despesas no exterior oscilaram entre US$ 4 bilhões e US$ 5,7 bilhões.
Com a maxidesvalorização cambial de 1999, com o dólar subindo para acima de R$ 3 em um primeiro momento, as despesas no exterior também ficaram mais caras. Com isso, os gastos no exterior voltaram a recuar e ficaram, naquele ano, próximos de US$ 3 bilhões.
As despesas de brasileiros no exterior voltaram a atingir a barreira de US$ 5 bilhões por ano somente em 2006. Desde então, têm apresentado forte crescimento. Em 2007, 2008 e 2009, por exemplo, atingiram, respectivamente, US$ 8,2 bilhões, US$ 10,9 bilhões e US$ 10,8 bilhões.

Compreendendo a Economia

Compreendendo a Economia, o dinheiro, e os seus sistemas, com o professor João Sayad.

Smart City Business

Recife realizará mais uma vez o SmartCity Business nos dias 21,22 e 23/11/2013, um Evento voltado  para o desenvolvimento dos direitos básicos de todos os cidadãos e suas necessidades básicas, como: Educação, água, alimentos, Energia, fatores que são primordiais para uma elevada qualidade de vida.
Obtendo soluções soluções que consigam acompanhar a enorme demanda dos novos consumidores, principalmente a classe média brasileira que hoje já representa a 18 Economia Mundial, Segundo dados do IBGE, o que eleva cada vez mais a demanda por novos modelos bairros e Cidades, Tornando-as cada vez mas inteligente, ou seja as chamadas SmartCity, transformando a mobilidade urbana em  vida inteligente, Durante as palestras tive a oportunidade de perguntar ao Vice- Presidente da Cone S.A.  Ângelo Bellelís, sobre uma possível vinda de uma obra desta magnitude para o Litoral Norte, em Especial para cidades como: Paulista, Abreu e Lima, Igarassu, ou até mesmo Goiana, está que vem recebendo investimentos de grande porte como a fábrica da Fiat, e do Polo Farmacoquímico  que acaba de receber mais uma Indústria do setor a Vitaderme, assim como foi anunciado, a criação de mais um novo polo que será na Cidade de Moreno, contudo mantive a minha preoculpação pois não obtive uma resposta que desejava que era a da Cidade de Paulista, mas pude perceber que todos os executivos que estavam lá presentes, estavam muito entusiasmados com a gestão do Governador Eduardo Campos, e acabaram citando Paulista, comentando que a cidade se encontrava no ponto mais estratégicos entre o Polo do Litoral Sul, e o polo do Litoral Norte, e que seria uma das cidades que provavelmente mas iria exportar mão-de-obra qualificada para está nova região, pois é uma das poucas cidades que apresenta um nível de qualificação Profissional desta região, então estará com certeza nesta rota de desenvolvimento.
De fato dentre as grandes experiências que puder obter destes debates foi, a de que a muito que se fazer para o desenvolvimento das  cidades,  respeitando as necessidades específica de cada bairro, independente de sua personalidade, cultura e situação.   

Em todo Estado de Pernambuco temos hoje 14 projetos de bairros planejados, somando quase R$ 20 bilhões de investimento para os próximos 10 anos. O Smart City Business articulará o encontro dos principais dirigentes das incorporadoras responsáveis por esses projetos com os diretores e presidentes das principais empresas de tecnologias mundiais.

Especulação a moda brasileira

Ao consultar em qualquer dicionário de língua portuguesa o significado da palavra especulação, encontrar-se-ão definições parecidas com as seguintes: 1 - Análise ou pesquisa teórica sem fundamentos empíricos; que se baseia, geralmente, no raciocínio abstrato e 2 - Pressuposição acerca de alguma coisa, sem comprovação.
Um belo exemplo da aplicação deste termo tem ocorrido no mercado de combustíveis na Região Metropolitana do Recife. A desvalorização do Real frente o dólar e o preço do petróleo no mercado internacional tendem a criar uma pressão de alta no preço desta commoditie. 
No entanto, tais fatores representam apenas uma dentre as várias possibilidades existentes e não um fato concreto. Bem como, este mercado não funciona perfeitamente a luz das forças de oferta e procura, pois o estado através do controle da maior empresa produtora e distribuidora de combustíveis no país a “Petrobrás” é quem direciona em linhas gerais o preço dos combustíveis no país.
No entanto, bastou o governo anunciar pretende se reunir para analisar a necessidade de elevação do preço dos combustíveis e o preço da gasolina disparou na Região de Recife, elevação em torno de 15%.
O que explica este repentino aumento?
Alternativas: Elevação dos custos de transporte do produto; Elevação na carga tributária incidente sobre o produto; Elevação dos custos com a força de trabalho do setor; ou a boa e velha especulação?
Uma analise bem superficial aponta para um aumento sem fundamentos empíricos e sem comprovação, ou seja, a especulação.
Ainda há outro agravante neste cenário que é o fato de que em um ambiente de aceleração da inflação, o governo provavelmente muito relutará antes de aplicar qualquer reajuste no preço de um grupo de produtos que possui um pesado impacto sobre a inflação.
Nos resta pesquisar menores os preços, ou trocar o carro pela bicicleta, ou outro meio de transporte. Pois não há outra forma de fugir dos efeitos no bolso da especulação.
Será que os preços das tarifas de transporte coletivo seguirão a mesma tendência?
De Djalma Guimarães

BC abre 500 vagas com salários de até R$ 14 mil. Confira edital

O Banco Central (BC) divulgou nesta sexta o edital de um concurso público com 500 vagas. As oportunidades são para 100 técnicos, pessoas com nível médio, e 400 analistas, para quem tem diploma de formação em nível superior em qualquer área. Como já existe reajuste definido para a categoria, a partir do próximo dia 1º de janeiro o salário-base dos técnicos será de R$ R$ 5.421,30 e o de analistas, R$ 14.289,24. As inscrições custam R$ 70 e poderão ser realizadas entre os dias 22 deste mês e 9 de setembro.
A data das provas não está fechada. Segundo o edital, é provável que elas ocorram no próximo dia 20 de outubro. Não há vagas para o Recife, mas a capital pernambucana sediará as provas, bem como Belém, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Fortaleza, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.
As vagas para analista são em Belém, Brasília, São Paulo e Salvador. Para os técnicos as oportunidades são para Porto Alegre, Belém, Brasília e Salvador. A seleção contará com prova objetiva e discursiva, que serão realizadas no mesmo dia.
O exame objetivo para o cargo de analista será realizado na manhã do dia de provas, com duração de 3h30, e a prova discursiva ocorrerá no período da tarde, com duração de 4h30. Os técnicos farão ambas, a prova objetiva e a discursiva, no período da tarde, com duração de 4h30.
Para analista, o conhecimento básico exigido será de português, inglês, raciocínio lógico, direito constitucional, direito administrativo, sistema financeiro nacional e sistema de pagamento brasileiro e economia. Além disso, será exigido conhecimento específico conforme a área de escolha do candidato: análise e desenvolvimento de sistemas, suporte à infraestrutura de tecnologia da informação, política econômica e monetária, contabilidade e finanças, infraestrutura e logística e gestão e análise processual.
Para os técnicos, o básico será português, noções de direito constitucional, noções de direito administrativo, gestão pública, informática para usuários e raciocínio lógico-quantitativo. Como no caso do nível superior, os técnicos terão que responder a questões específicas conforme a área escolhida, que pode ser suporte técnico-administrativo ou segurança institucional.

Sobre os programas assistencialistas!"

o problema da distribuição de renda está na eficiência de um país, que só pode ser competitivo se houver competição em todos aspectos, isso leva a um fortalecimento, e buscar essa igualdade é o mesmo que limitar o crescimento do país, então para um país ser competitivo, a variável distribuição de renda é um fator limitante no desenvolvimento de um país.

A Equipe Econômica dos Sonhos, artigo escrito por Valdomiro Pinto

A equipe econômica atual tem recebido, injustamente, muitas críticas. Poucas vezes se viu equipe tão bem preparada, e que se atenta sempre ao lado social. Mantega, Belchior, Tombini e Augustin são os 4 Fantásticos. Devemos a eles a atual situação confortável da economia brasileira.


Alexandre Tombini é o mago que a frente do Banco Central vem garantido excelentes resultados no combate à inflação. Belchior é o cérebro que comanda o Ministério do Planejamento, sendo diretamente responsável pelo brilhante planejamento de longo prazo da economia brasileira. Augustin é o homem que reinventou as finaças públicas. E o que dizer de Mantega? Esse verdadeiro touro indomável na busca por um novo amanhã. Certamente o melhor Ministro da Fazenda de todos os tempos.

Infelizmente, uma oposição sem propostas aliada a uma mídia golpista desgastaram os 4 Fantásticos. Sendo assim, acredito que para preservar a maravilhosa bibliografia desses gurus da economia seja o momento de mudanças. Nesse momento difícil, com toda minha experiência, sugiro a Presidenta montar a equipe econômica dos sonhos.

Ministro da Fazenda: Luciano Coutinho (o homem que revolucionou o BNDES)
Ministro do Planejamento: Belluzzo (sua experiência no Palmeiras fala por si mesma)
Presidente do Banco Central: Delfim Netto (quem entende mais de inflação do que ele?)
Secretário do Tesouro: Mister M (o único capaz de nos contar os segredos do que anda ocorrendo no Tesouro Nacional).

Eu chamaria esse time dos sonhos de Quadrado Mágico!!! Se você não concorda seja propositivo e elabore sua equipe econômica dos sonhos.

Valdomiro Pinto é PhD* em Finanças.

Salários da Indústria e o Motivo pelo qual Comemoram a Desvalorização do Real

O gráfico abaixo mostra o salário real médio da indústria dividido pela taxa de câmbio efetiva das importações brasileiras. Grosso modo é uma medida de quanto ganham os trabalhadores da indústria brasileira a preços internacionais, esta variável aumento quando o salário sobre ou o real se valoriza e desce nos casos contrários. Quando a curva do gráfico está subindo significa que os trabalhadores da indústria brasileira estão ganhando mais em termos de moedas estrangeiras. Quanto mais alta a curva mais fácil é para os brasileiros comprar produtos importados ou viajar para o exterior.




Notem que com o Plano Real a curva começa a subir, ou seja, os trabalhadores da indústria brasileira começaram a ganhar mais. O colapso do controle de câmbio na virada de 1998 para 1999 levou a uma grande desvalorização do real que jogou a curva para baixo, ou seja, ficamos mais pobres. Durante o primeiro mandato de Lula a variável subiu quase que continuamente, no segundo só caiu durante a Crise Financeira de 2008, mas se recuperou em seguida.  No começo do governo Dilma a variável continuou subindo, mas aí veio a reviravolta da política econômica e a curva começou a cair. O gráfico termina em junho deste ano, se for colocada a grande desvalorização que ocorreu desde junho o salário descrito no gráfico vai despencar. Por que isto aconteceu? Acredito que tenha ocorrido por decisão do governo.

Se o aumento do salário em moeda externa significa ganhos de renda para os trabalhadores também significa custos para a indústria. Durante os governos FHC e Lula os representantes da indústria não conseguiram convencer o governo a sacrificar a renda dos trabalhadores para tornar a indústria brasileira mais “competitiva”. Com Dilma tudo mudou. A presidente seguiu a cartilha desenvolvimentista de que é preciso desvalorizar o câmbio para aumentar a “competitividade” da indústria. Em termos práticos desvalorizar o câmbio para aumentar a “competitividade” da indústria significa reduzir os salários reais dos trabalhadores da indústria. Sem meias palavras: o governo decidiu que estávamos ganhando muito e era hora de reduzir nossos salários. É o que está acontecendo.

Dólar caro pode corroer 44% do lucro de empresas Nacionais


Os amigos desenvolvimentistas convenceram o governo que era chegado a hora de desvalorizar o câmbio, com a finalidade de reduzir o custo do trabalho e tornar as empresas brasileiras mais "competitivas" no exterior. O governo acreditou e fez o que podia e o que não podia para desvalorizar o real, conseguiu! não porque sempre existirá outras variáveis de custos.
Câmbio é preço, o problemas de controlar preços é que nunca se sabe os efeitos colaterais deste controle. Meus amigos austríacos chamam isto de impossibilidade de cálculo econômico, é um bom nome e um bom conceito.
Onde a alta do dólar provocou em 104 empresas com ações negociadas em Bolsa um aumento de custos equivalente a 44% do lucro efetivo obtido no segundo trimestre deste ano. O retrato da despesa financeira, com a corrosão causada pelo câmbio, é parte de levantamento feito pela consultoria Economática a pedido do 'Estado'. Entre 30 de junho e 19 de agosto - período em que o cálculo foi feito com base nos balanços divulgados -, o câmbio valorizou 8,23%.

fonte: estadão.

Lembram-se? Do Consenso de Washington?

E essa agora, hein? O motor da economia mundial está de novo nos Estados Unidos. E não porque os EUA abandonaram a prática do seu capitalismo, mas, ao contrário, porque a energia do mercado funcionou amplamente.
Ora, mas isso é óbvio, poderiam dizer. A recuperação do capitalismo só poderia vir da principal economia capitalista.
Pois é, mas não era essa a história que se contava, com ampla aceitação, há poucos quatro anos.
Lembram-se? A crise financeira de 2008/09, criação dos EUA, seria o muro de Berlim do capitalismo; a Zona do Euro desabaria com suas políticas de ajuste; os Estados Unidos seriam superados pela China ; e os emergentes triunfariam com suas próprias forças, independentemente da liderança e da vontade dos ricos.
Dirigentes chineses diziam, entre irônicos e sérios: agora nós é que daremos lições ao Ocidente, inclusive na organização política. Líderes dos emergentes, Lula à frente, celebravam a política de intervenção estatal como a “nova economia”.
Analistas resumiam: sai o Consenso de Washington, entra o Consenso de Beijing.
O panorama visto hoje é o contrário disso. Começa pela recuperação dos EUA. Sim, o governo Obama gastou dinheiro público para impedir a quebradeira de bancos e grandes empresas. E o Federal Reserve, o banco central deles, evitou a grande depressão e criou bases para a retomada com a enorme injeção de dinheiro no mercado.
Mas impedir o desastre não garante a retomada. Esta veio do ajuste feito pelas empresas e famílias, reduzindo endividamento, saneando finanças, renovando investimentos e consumo. Privados, sobretudo no setor imobiliário. E com inovações, como o extraordinário evento do gás de xisto — um resultado acabado da economia de mercado.
George Mitchell, engenheiro e geólogo, acadêmico e empreendedor no negócio de petróleo, desenvolveu, durante anos de pesquisa e experimentos, uma nova tecnologia de extração do gás de xisto. Investiu dinheiro e conhecimento para simplesmente revolucionar o setor de energia. Quando o sistema finalmente funcionou, as imensas reservas no xisto tornaram-se economicamente viáveis e o preço do gás desabou nos EUA. Isso barateou investimentos em toda a indústria, especialmente na petroquímica, e reduziu gastos das famílias.
Tudo pelo mercado, não por políticas públicas. Mitchell teve espaço institucional para desenvolver sua livre iniciativa.
Isso foi um marco, mas é o conjunto da economia americana que se move. Bancos e empresas que foram salvos pelo governo estão recomprando ações e devolvendo o dinheiro público. E até o ajuste das contas públicas está sendo feito antes do esperado. Saiu atrapalhado por conflitos políticos, Obama reclamou de cortes de gastos que foi obrigado a fazer, mas, quando foram ver, o déficit público despencava e a economia continuava andando com as pernas do setor privado.
Dizem que poderia ter andado mais se mantidos os gastos do governo. Pode ser, mas também é verdade que o arranjo das contas federais melhora o ambiente para os próximos meses.
Olhem agora para o outro lado. A China desacelera e começa a mudança de modelo. Qual mudança? Mais salário, mais consumo, e uma boa reforma no amplo setor estatal, de modo a privatizar, com o perdão da palavra, e dar mais eficiência a companhias do governo. Ou seja, mais mercado.
Nos países emergentes, a desaceleração é geral. Parte dela se deve à mudança da política monetária americana, que está levando capitais de volta aos EUA. Todos sofrem com isso, mas alguns sofrem mais. Quais? Aqueles que foram apanhados com baixo crescimento, inflação alta, déficit nas contas externas e desarranjo nas contas públicas, circunstâncias que levam a uma desvalorização maior da moeda local — e que devem exigir juros maiores.
Pensaram no Brasil?
Pois é. Mas repararam bem no diagnóstico? Falharam aqueles que desrespeitaram os fundamentos clássicos: não pode ter inflação (e 6% ao ano é, sim, inflação alta); não se pode aumentar gasto público sem adequado financiamento; as contas externas precisam estar equilibradas; e é preciso criar condições institucionais que estimulem os investimentos privados, especialmente no setor de infraestrutura.
Não é o que o governo Dilma faz, embora seja o que tem prometido. Mas assim de contragosto, porque, sem querer provocar, estão ali as bases do Consenso de Washington. Repararam no que pediram os empresários vencedores do Prêmio Valor Econômico? Menos intervenção do governo, menos regras.
Em resumo, fica a lição americana. A boa ação do Estado é aquela que abre espaço para o funcionamento do mercado. E o bom gasto público, financiado sem truques, deve se concentrar em educação, saúde, segurança.
As voltas que a história dá.



ARTIGO - CARLOS ALBERTO SARDENBERG