terça-feira, 22 de novembro de 2011

Mercado a espera das mudanças na Europa e EUA.

Os custos de financiamento da Espanha subiram em leilão de títulos da dívida de curto prazo
no primeiro teste da confiança do país diante dos investidores após os conservadores da
oposição vencerem eleições gerais realizadas no domingo. O Tesouro vendeu 2,98 bilhões de
euros em títulos de 3 meses e 6 meses, perto da meta preterida. A taxa de juro média nos
papéis de 3 meses alcançou 5,1%, contra os 2,3% registrados em leilão realizado em 25 de
outubro. No caso da dívida de 6 meses, a taxa de retorno média aos acionistas correspondeu
a 5,3%, superior aos 3,3% apurados no mês passado. A demanda superou quase 3 vezes a
oferta na colocação de títulos de 3 meses e quase 5 vezes na de papéis de 6 meses. Na semana
passada, a Espanha teve de oferecer uma taxa de juro média de quase 7% para os
bônus de 10 anos em leilão, um recorde na era do euro. A expectativa é que ocorra a divulgação
do relatório da Comissão Europeia sugerindo a troca dos títulos nacionais por Eurobonds.
Hoje, a agenda de eventos dos EUA traz como destaque a divulgação, às 17h (de Brasília),
da ata da reunião de política monetária do Federal Reserve ocorrida entre os dias 1º e 2 de
novembro. Além disso, o Departamento de Comércio revela a segunda prévia do PIB baseado
no terceiro trimestre.
No Brasil, a FGV divulgou o IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado) que desacelerou a
0,40% na segunda prévia de novembro, ante alta de 0,50% em igual período de outubro, A
maioria das bolsas de valores asiáticas fechou em baixa nesta terça-feira, com a confiança
do investidor abalada por temores sobre a capacidade de políticos de ambos os lados do
Atlântico em combater seus enormes montantes de dívida pública.
Em Tóquio, o índice Nikkei recuou 0,40%, tendo alcançado o menor patamar dos últimos
oito meses. O índice referencial de Xangai perdeu 0,10%. Cingapura avançou 0,71%.
Com informações Bovespa, Bloomberg, Reuters, Agência Estado e InfoMoney
Destaques/
O impasse político nos Estados Unidos sobre o déficit do país somado à preocupação dos
investidores sobre a dívida da zona do euro pesaram nos mercados ontem. O Ibovespa acompanhou
a tendência negativa fechando com desvalorização de 0,45% aos 56.731 pontos.

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