Mario Monti reuniu-se com representantes dos principais partidos do país.
Economista quer governo sólido para tentar permanecer no poder até 2013.
O economista e ex-comissário europeu Mario Monti retomou na manhã desta
terça-feira (15) suas consultas com os principais partidos políticos
para formar um novo governo na Itália, como pediu o chefe de Estado.
Monti começou se reunindo com a delegação do Partido Democrático (PD),
principal movimento da esquerda italiana representado por seu líder Pier
Luigi Bersani, e com os chefes de grupo das duas Câmaras, Anna
Finocchiaro e Dario Franceschini.
Depois, ele se encontrou com Angelino Alfano, secretário-geral do Povo
da Liberdade (PDL), partido do ex-premiê Silvio Berlusconi. Alfano, que
chegou a ser cotado para suceder Berlusconi, disse acreditar que Monti
vai ter sucesso em formar seu gabinete.
Monti quer envolver os principais partidos italianos na composição de
seu governo, e gostaria de contar na equipe tanto com políticos quanto
com tecnocratas, para ter um apoio sólido no Parlamento e conseguir
governar até 2013.
O senador Mario Monti, provável futuro premiê da Itália, dá entrevista nesta segunda-feira (14) no Senado (Foto: AP)
O ex-comissário europeu concluiu as consultas durante a tarde,
recebendo os representantes dos empregadores, dos sindicatos, dos jovens
e das mulheres.
Depois, ele foi à casa do presidente da República, Giorgio Napolitano,
para aceitar oficialmente a liderança de um novo governo, cuja
composição será apresentada à noite ou na quarta-feira.
A nomeação deste economista respeitado acalmou inicialmente os
mercados, mas a incerteza sobre a formação do governo e a publicação de
um indicador negativo na Eurozona voltaram a gerar tensões nesta
terça-feira.
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