segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Abertura dos mercados Financeiros

Na semana passada, a Itália viu o juro de seus bônus de 10 anos passar de 7%, diante do
ceticismo do investidor sobre se o país seria capaz de sustentar um encargo da dívida maior.
Uma ajuda de 600 bilhões de euros permitiria à administração do primeiro-ministro Mario
Monti ficar fora dos mercados de capitais por 12 meses a 18 meses enquanto implementa
um aperto fiscal e busca reconquistar a confiança dos detentores de bônus. Porém, o Fundo
Monetário Internacional (FMI) negou que estaria discutindo um pacote de resgate com a
Itália e o Japão indicou que não houve tais conversas dentro do G-7. O Fundo, que participa
do socorro à Grécia, Irlanda e Portugal, tem cerca de US$ 390 bilhões disponíveis para empréstimos,
conforme dados de meados deste mês. Segundo o jornal italiano La Stampa, o
FMI teria várias opções para ampliar seu poder, incluindo uma coordenação com o Banco
Central Europeu (BCE).
Na Ásia, os investidores continuam atentos a qualquer desdobramento da crise da dívida
europeia e levaram em conta nesta segunda-feira o movimento no varejo dos Estados Unidos
e as oscilações das ações de empresas ligadas a matérias-primas. Em Tóquio, o Nikkei
225 subiu 1,56%, para 8.287,49 pontos. O Hang Seng, de Hong Kong, avançou 1,97%, somando
18.037,81 pontos. O Kospi, de Seul, terminou aos 1.815,28 pontos, com elevação de
2,19%. Em Xangai, o Shanghai Composite aumentou 0,12%, para 2.383,03 pontos.
Dentro da agenda para a última semana de novembro, os investidores deverão ficar atentos
à divulgação do Livro Bege do Fed e o relatório de emprego nos Estados Unidos.
Por aqui, as atenções se voltam para a reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) que
definirá a taxa básica de juro do País, atualmente em 11,50% ao ano. Os investidores também
receberão o resultado mensal de importantes índices de preços.
Hoje, nos EUA, sai o New Home Sales, índice que mostra o número de casas novas com
compromisso de venda realizado durante o mês de outubro.

Bolsas da Ásia fecham em alta por esperanças com Europa

Os mercados de ações da Ásia fecharam em alta nesta segunda-feira (28), por esperanças de que a Europa defina passos concretos nesta semana para ativar um fundo de resgate da zona do euro que é crucial para aliviar estresses de financiamento nas economias problemáticas da região.

O índice MSCI das ações Ásia-Pacífico, com exceção do Japão, subia mais de 2% às xhx, após recuar para seu menor nível desde o início de outubro na sexta-feira, marcando a quarta semana consecutiva de declínios.
O índice Nikkei da Bolsa de Tóquio também avançou 2%, após atingir na sexta-feira seu menor nível em dois anos e meio.
'O mercado está ficando um pouco impaciente com os europeus, fracamente, e investidores estão começando a ver valor aqui', disse o consultor sênior da Austock Michael Heffernan, na Austrália.
Operadores disseram que o sentimento foi impulsionado no início das operações asiáticas por uma notícia do jornal italiano La Stampa sugerindo que o Fundo Monetário Internacional (FMI) estaria preparando um plano de resgate no valor de até 600 bilhões de euros para a Itália, mais do que o fundo pode atualmente oferecer.
A informação, contudo, foi negada por um porta-voz do FMI.
O índice da bolsa de Seul subiu 2,19%. A bolsa de Taiwan avançou 1,68%, enquanto o índice referencial de Xangai teve valorização de 0,12%. Cingapura teve ganho de 1,91%por cento e Sydney fechou com apreciação de 1,85%.

OCDE corta para 0,2% a previsão de expansão para zona do euro em 2012

Para organização, falta de medidas pode levar a uma 'ruptura econômica'.
Entidade já vê leve recessão na área e expansão menor em todo o mundo.

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Vemos o crescimento dos EUA se recuperando lentamente, a zona do euro entrando em uma leve recessão e o Japão crescendo mais rápido por causa da reconstrução"
OCDE
A economia da zona do euro já está entrando em "uma leve recessão", e deve crescer bem menos no ano que vem do que esperava a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
No relatório semestral "Perspectiva Econômica" divulgado nesta segunda-feira (28), a organização cortou de 2% para 0,2% a estimativa de expansão da economia da região de moeda única no ano que vem.
Para 2011, o crescimento deve ser de 1,6%; em 2013, de de 1,4%.
Na avaliação da OCDE, a crise dos países da zona do euro representa o principal risco para a economia mundial neste momento.
O relatório prevê ainda que o crescimento mundial desacelerará para 3,4% em 2012, contra 3,8% neste ano.
Isso marca uma forte queda em relação ao cenário projetado em maio, quando a OCDE estimava expansão de 4,2% neste ano e 4,6% em 2012.
"Vemos o crescimento dos EUA se recuperando lentamente, a zona do euro entrando em uma leve recessão e o Japão crescendo mais rápido por causa da reconstrução", informou a OCDE no documento.
Corte de juros
Para a OCDE,  o Banco Central Europeu (BCE) deveria afrouxar sua política monetária novamente e pode até mesmo ter de adotar medidas "extraordinárias" mais radicais para salvar a economia da zona do euro.

"Medidas extraordinárias mais radicais serão necessárias se a transmissão da política monetária na zona do euro como um todo se tornar mais seriamente enfraquecida", diz o documento.

"O BCE deve comprar bônus e estabelecer um limite para os yields, ou um piso para o valor dos bônus, para que os mercados saibam que existe uma contraparte pronta para negociar esses bônus nesse nível", diz Pier Carlo Padoan, economista-chefe da instituição.
O comitê de política monetária do BCE se encontra no dia 8 dezembro. Em novembro, a taxa básica de juros do bloco foi cortada em 25 pontos-base, para 1,25%.
Economia sem força
De acordo com o relatório, a OCDE vê que a recuperação econômica mundial está perdendo força, deixando a zona do euro em uma leve recessão e os Estados Unidos em risco de seguir o mesmo caminho.

"A crise da zona do euro representa o risco principal para a economia mundial no momento, com a preocupação sobre a sustentabilidade da dívida soberana dos países haver se tornado generalizada", informou relatório da OCDE.
Se medidas não forem tomadas, de acordo com o relatório, o contágio recente que afeta países cujas finanças públicas eram antes consideradas sólidas poderia levar a uma "ruptura econômica massiva".
Mais cedo, a agência de classificação financeira americana Moody's advertiu que todas as notas que medem o risco de crédito da União Europeia (UE) estão ameaçadas pela atual crise financeira.
"Nós vemos o crescimento dos Estados Unidos se recuperando lentamente, a zona do euro entrando em uma leve recessão e o Japão crescendo mais rápido por causa da reconstrução, mas esse impulso é temporário e irá desvanecer".

Previsões reduzidas
A ameaça de recessões ainda mais devastadoras existe se a zona do euro não conseguir controlar sua crise de dívida e se os parlamentares dos EUA não puderem acertar um plano de redução de gastos estatais, advertiu a OCDE.

Obama discute hoje crise da dívida com dirigentes europeus

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, recebe nesta segunda-feira na Casa Branca alguns líderes da União Europeia (UE) com os quais pretende conversar sobre a atual crise da dívida na Europa, as mudanças políticas nos países árabes e as crescentes tensões com o Irã.
Do lado europeu, participam da cúpula o presidente do Conselho Europeu, Herman van Rompuy; o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso; e a alta representante para Política Externa e Segurança Comum do bloco, Catherine Ashton.
Este é o primeiro encontro realizado em Washington desde que o tratado de Lisboa entrou em vigor há dois anos, quando estabeleceu um novo formato para a representação exterior da UE. A reunião ocorre em meio a investidas desesperadas dos governos europeus para devolver a calma e a confiança aos mercados.
Por enquanto, nenhuma das decisões tomadas pelos líderes e pelas instituições da zona do euro conseguiu impedir o contágio da crise, que começou na Grécia, mas que já atingiu economias maiores, como a Itália e a Espanha, enquanto a zona do euro inteira sofre as consequências da fuga dos investidores.
Dentro de dez dias, líderes dos 27 países-membros da UE realizarão em Bruxelas o encontro do Conselho Europeu, quando possivelmente estabelecerão um novo pacto fiscal, que está sendo preparado pela chanceler alemã, Angela Merkel, e pelo presidente francês, Nicolas Sarkozy.
Esse pacto buscará endurecer a disciplina orçamentária dentro da zona do euro, o que poderia abrir o caminho a uma intervenção mais contundente do Banco Central Europeu (BCE) em apoio à dívida dos países mais afetados.
Nas últimas semanas, o governo americano deu mostras de impaciência pelo que considera uma reação lenta e fraca demais dos dirigentes europeus diante de uma crise que ameaça não só o bem-estar da Europa e seu projeto de unidade, mas também a estabilidade financeira internacional e o crescimento econômico mundial.
EUA e UE concentram mais de 50% do PIB mundial e mais de 40% do comércio global. Uma recaída da Europa na recessão - não necessariamente um colapso do euro ou do sistema bancário da zona - teria consequências muito negativas aos Estados Unidos, principal parceiro do Velho Continente em comércio e investimentos, que somam cerca de US$ 4 trilhões.
Da cúpula desta segunda-feira, espera-se uma mensagem de unidade. "Espero que a reunião produza uma boa e valioso troca de ideias sobre a crise da dívida - que afeta a todos profundamente -, mas também que permita superar a crise e abordar as relações econômicas a longo prazo", comentava em seu blog neste domingo o embaixador dos EUA perante a UE, William E. Kennard.
A cúpula será a ocasião para fazer um balanço da evolução da chamada Primavera Árabe, na qual americanos e europeus expressaram apoio às aspirações democráticas dos povos do norte da África e do Oriente Médio. Os líderes pretendem falar ainda sobre os próximos passos em relação ao Irã, acusado de manter um programa nuclear com objetivos militares.
Antes do encontro entre os principais dirigentes, haverá uma reunião do Conselho de Energia EUA-UE na qual serão abordadas questões de política energética em conexão com a política externa e de segurança.
Na terça-feira, será realizado o chamado Transatlantic Economic Council, criado em 2007 quando o Conselho Europeu era presidido pela chanceler alemã. O evento tem o objetivo de maximizar a dimensão econômica das relações bilaterais e terá como tema principal a cooperação no âmbito de veículos elétricos, mercado avaliado em mais de US$ 1 trilhão.
Europeus e americanos pretendem suprimir barreiras comerciais, administrativas e de investimento de um para o outro lado do Atlântico Norte para organizar este mercado e fixar suas próprias regras antes de novas investidas da China. EFE

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Relatório Economico do mercado financeiro

Não bastasse o cenário europeu conturbado, hoje, a revisão para baixo do PIB americano
azedou ainda mais os mercados. Durante a manhã, a abertura foi positiva, mas ninguém
resistiu ao dado fraco vindo da economia americana. A ATA do Fomc até amenizou o clima.
O Ibovespa acompanhou a tendência e terminou com desvalorização de 0,72% aos 55.878
pontos.
As bolsas europeias abriram o pregão em território positivo, após os investidores receberem
positivamente as declarações da Standard & Poor's e a Moody's de que o fracasso do
"supercomitê" do Congresso em conseguir um acordo ontem para a redução dos déficits federais
não afeta o rating dos EUA. Mas a instabilidade reinou quando o mercado de dívida
espanhola trouxe novas preocupações. Os custos de financiamento do país dispararam em
leilão de títulos da dívida de curto prazo, no primeiro teste da confiança do investidor após
os conservadores da oposição vencerem eleições gerais realizadas no domingo.
E a economia dos Estados Unidos cresceu no terceiro trimestre a uma velocidade um pouco
menor do que o estimado anteriormente, mas o tímido acúmulo de estoques e a firmeza do
gasto dos consumidores fortaleceram a visão de que a produção está aumentando no trimestre
atual. O PIB dos Estados Unidos cresceu 2,0% no terceiro trimestre, de acordo com números
divulgados pelo Departamento do Comércio.
Por sua vez, a ata da última reunião do Fomc mostrou que as autoridades norte-americanas
começaram a debater sobre a adoção de uma meta para a inflação no país. De acordo com o
documento, alguns dos membros do Comitê afirmaram que a atual conjuntura econômica
dos EUA exige uma política mais expansionista, porém, algo neste sentido apenas seria revelado
mais à frente. Além disso, outro destaque do documento diz respeito à comunicação do
Fomc com a sociedade norte-americana. De acordo com a ata, a maioria dos participantes
do Comitê concordaram que seria benéfico se fosse formulado e publicado um comunicado
que elucidasse a condução de política monetária do Fomc.
Em terras brasileiras, o crescimento da economia no terceiro trimestre pode ficar em torno
de zero, disse nesta terça-feira o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa.
Ele ponderou, no entanto, que o quarto trimestre deve mostrar recuperação e que o
governo está agindo para acelerar a expansão em 2012.

Intercâmbio pode crescer quase 30% em 2011

O intercâmbio no Brasil pode crescer 28,41% em 2011, segundo revela a pesquisa realizada pela Belta - Associação Brasileira de Organizadores de Viagens Educacionais e Culturais.
O número de estudantes brasileiros no exterior pode chegar a 215 mil até o final deste ano, movimentando U$ 1,5 bilhão. Em 2010, 167.432 estudantes brasileiros fizeram algum tipo de curso no exterior, movimentando mais de U$ 1 bilhão.
Para 2012, estima-se que o número de estudantes no exterior salte para 282 mil. Entre os cursos mais procurados, o destaque ficou com idiomas, com 60% das vendas. Em segundo lugar ficaram os programas de High School (Ensino médio no exterior), com 25% da procura, seguidos pelos cursos de férias, com 11%.
Classe C
A classe C vem ganhando cada vez mais espaço entre os estudantes que decidem estudar no exterior. Segundo a pesquisa, das 71 empresas entrevistadas, 54 atenderam a esse público entre 2010 e 2011.
Da empresas que atendem à classe C, 10% informaram que este público já corresponde à metade da sua carteira de clientes.
Destinos
Entre os destinos mais procurados, 90% das agências citaram o Canadá como primeira opção. Com quase 70% das respostas, aparece os Estados Unidos em segundo lugar e, na terceira opção, ficou o Reino Unido, com 60%.
A procura pelo Canadá é resultado da facilidade para tirar o visto, segurança, qualidade de ensino e a hospitalidade do país.

Fórmula 1 movimenta economia e turismo em São Paulo

Entre os dias 25 e 27 de novembro acontece no Autódromo de Interlagos, em São Paulo, o Grande Prêmio Brasil de Fórmula 1. O evento, que movimentou cerca de R$ 250 milhões no ano passado, é considerado um dos melhores momentos para o turismo e a economia paulistana.
Pesquisa realizada no GP de 2010, pelo Observatório do Turismo, mostra que ano passado a corrida atraiu 68 mil visitantes, com permanência média de 3,1 dias na cidade. Em média, eles gastaram R$ 1.779,42 no período.
A predominância é dos homens, que corresponderam a 79,4% dos visitantes, contra 20,6% das mulheres.
Mais de 32% dos visitantes tinham idade de 30 a 39 anos, enquanto 24,9% tinham idade entre 40 e 49 anos. A renda predominante, com 25,5%, é de quem recebe acima de 25 salários mínimos. Um pouco atrás, vem a parcela de pessoas com renda entre cinco e 10 salários mínimos, que representavam 24,4%.
Em relação aos passeios, 38,4% dos entrevistados procuraram por lazer, 25,3%, por gastronomia, 20,2%, por compras e 10,6%, por vida noturna.
De onde são?
Dos visitantes, 60% residiam em São Paulo, enquanto 18,2% eram da região metropolitana, 10,9% de outros estados, 7,3% de outros municípios paulistas e 3,6% eram estrangeiros.
As principais cidades do estado de São Paulo que enviaram visitantes ao GP de F1 em 2010 foram Campinas, Jundiaí, Atibaia e São Bernardo do Campo.
Dos outros estados, a maioria dos visitantes era de Minas Gerais, Bahia, Distrito Federal e Santa Catarina.
Entre os estrangeiros, a maioria morava na Argentina, Chile, Inglaterra, Equador e México.
Avaliação da cidade
Os entrevistados também deram sua nota em relação aos serviços utilizados na cidade de São Paulo. A maioria dos serviços analisados foram classificadas como muito boas, sendo eles: transporte público (35,1%), táxi (33,5%), centrais de informação turística (39%), sensação de segurança (30,5%), hospitalidade (39,1%) e sinalização turística (42,6%).
Dos 11 serviços pesquisados, quatro tiveram nota excelente. São eles: hospedagem (37,9%), cultura e entretenimento (53,7%), gastronomia (66,1%) e compras (70,7%). Já a pior nota foi da limpeza urbana, considerada boa por 35,5% dos entrevistados.

Preocupado com ritmo da atividade, Mantega reúne-se com empresários

Preocupado com a perda de dinamismo da atividade econômica, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, reuniu-se hoje, em São Paulo, com empresários e representantes de entidades ligadas à indústria e ao varejo. O ministro, de acordo com participantes do encontro, não fez nenhuma promessa mas, segundo o presidente do Instituto de Desenvolvimento para o Varejo (IDV), Fernando de Castro, disse ter saído da reunião com a impressão de que o governo está inclinado a adotar algumas medidas de incentivo à atividade econômica de curto e médio prazo, sendo que algumas já poderiam ser implantadas ainda nesta reta final de 2011.Mantega, de acordo com Castro, fez uma avaliação da situação econômica, dividindo-a em três fases. Na primeira, que teria sido de janeiro a abril deste ano, o governo teria conseguido reduzir com sucesso a demanda e evitar seu impacto sobre a inflação. Na segunda etapa, o governo teria conseguido enfrentar os efeitos da crise internacional que mais recentemente se aprofundou. Na terceira fase, que é a atual, o objetivo do governo é acelerar o ritmo de crescimento.O presidente da Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros), Lourival Kiçula, reforçou que não se discutiu, durante a reunião, nenhuma medida específica. 'Nós não viemos pedir nada. Viemos aqui só para relatar ao ministro a nossa percepção sobre a economia', disse, referindo-se a um grupo de 12 representantes setoriais, que se reuniram no escritório do Ministério da Fazenda no Banco do Brasil, na avenida Paulista. Entre eles estavam Luiza Trajano (Magazine Luiza), Enéas Pestana (Grupo Pão de Açúcar), Armando Vale Whirlpool (Whirlpool), Tiara Ju Pires (Associação Brasileira de Supermercados), Humberto Barbato (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica) e Walter Couver (Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Construção).Indagado sobre o fato de que alguns segmentos da indústria reclamam de altos estoques, Kiçula disse que isso não está acontecendo no seu setor. 'Se tiver uma ou outra indústria com estoque elevado, isso é por conta do planejamento de cada uma delas', explicou, acrescentando que neste ano os associados da Eletros devem vender cerca de 12 milhões de televisores. Esse número é praticamente o mesmo de 2010, quando houve Copa do Mundo. Kiçula explicou que o real valorizado trouxe vantagens e desvantagens para o setor de eletroeletrônicos. Se por um lado encarece a produção, para as empresas sediadas na Zona Franca de Manaus a aquisição de componentes ficou mais barata.Castro, do IDV, comentou que o varejo continua crescendo, apesar da desaceleração econômica como um todo, e deve fechar este ano com uma expansão de 6% a 6,5%. No ano passado em comparação com o anterior, as vendas do varejo cresceram 10,5%.

Ausência de plano contra déficit derruba bolsas em NY

Os principais índices do mercado de ações dos Estados Unidos fecharam em baixa, pressionados pela crescente possibilidade de o chamado 'supercomitê' do Congresso norte-americano, composto por senadores e deputados da situação e da oposição, não cumprir a tarefa de apresentar um plano abrangente para reduzir o déficit orçamentário do país.
A ausência de uma proposta deixou o mercado nervoso com o risco de um eventual rebaixamento na nota de crédito dos EUA. 'Como investidor, é muito frustrante ver esse nível de disfunção', disse Sandy Villere, co-gerente de portfólios do Villere Balanced Fund. 'Tudo girou em torno do supercomitê hoje e não acho que um downgrade pela S&P já foi embutido neste mercado', afirmou, referindo-se à decisão da agência Standard & Poor''s de cortar a nota de crédito norte-americana em agosto.
As bolsas chegaram a se distanciar das mínimas da sessão pouco antes do encerramento do mercado, após o senador democrata Max Baucus afirmar que as negociações do supercomitê 'ainda estavam em andamento' e que o 'medo' de não apresentar um acordo estava forçando o grupo a trabalhar de forma mais criativa para concretizar um plano de redução no déficit.
O Dow Jones caiu 248,85 pontos, ou 2,11%, para 11.547,31 pontos, o menor nível desde 20 de outubro. O Nasdaq perdeu 49,36 pontos, ou 1,92%, e fechou a 2.523,14 pontos, enquanto o S&P 500 teve declínio de 22,67 pontos, ou 1,86%, para 1.192,98 pontos. Os dois índices registraram a menor pontuação de fechamento desde 7 de outubro.
No mercado de Treasuries, os preços subiram, em sua maioria, com respectivo movimento inverso dos juros, impulsionados pela aversão ao risco e pelo bom resultado de um leilão de US$ 35 bilhões em T-notes de dois anos.
A demanda pelos papéis foi equivalente a 4,07 vezes o volume ofertado - maior nível desde 1988, pelo menos, segundo John Canavan, analista de renda fixa da Stone and McCarthy -, enquanto o juro dos títulos ficou em 0,28%, um dos menores da história.
No final da tarde em Nova York, o juro projetado pelos T-bonds de 30 anos estava em 2,957%, de 2,990% na sexta-feira; o juro das T-notes de dez anos estava em 1,974%, de 1,968%; o juro das T-notes de dois anos estava em 0,266%, de 0,286%. As informações são da Dow Jones.

Mesmo sem acordo, Obama diz que déficit dos EUA será reduzido

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, prometeu hoje vetar qualquer projeto de lei destinado a tentar barrar os cortes automáticos de gastos de US$ 1,2 trilhão, que devem começar em 2013 por conta da falta de acordo no supercomitê bipartidário para buscar uma solução para o elevado déficit federal norte-americano.
Ao comentar o fracasso na busca por um acordo, anunciado na noite de hoje, Obama assegurou que o déficit será reduzido 'de uma maneira ou de outra' e disse que não há risco iminente de um default da dívida soberana dos EUA.
O presidente responsabilizou os republicanos pela falta de acordo. Segundo ele, a oposição a seu governo continua querendo evitar o fim das isenções fiscais aos norte-americanos mais ricos e 'pelo menos até agora os republicanos simplesmente não mudaram essa posição.

IGP-M desacelera a 0,40% na 2a prévia, por atacado

A inflação medida pelo Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) desacelerou a 0,40 por cento na segunda prévia de novembro, ante alta de 0,50 por cento em igual período de outubro, informou a Fundação Getúlio Vargas (FGV) nesta terça-feira.
O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) esfriou para 0,44 por cento, contra avanço de 0,66 por cento na segunda prévia de outubro.
Dentro do IPA, o grupo Bens Intermediários desacelerou a alta para 0,31 por cento, ante 0,99 por cento no mês passado. 'O destaque coube ao subgrupo materiais e componentes para a manufatura, cuja taxa passou de 1,00 por cento para 0,27 por cento', disse a FGV em nota.
Matérias-Primas Brutas também desacelerou -de 1,27 por cento para 0,65 por cento-, puxado sobretudo pela menor inflação no minério de ferro (de 5,53 por cento para 2,23 por cento) e mandioca (de 13,78 por cento para 1,43 por cento).
Já o grupo Bens Finais registrou variação positiva de 0,39 por cento, ante deflação de 0,24 por cento na segunda prévia de outubro. 'A maior contribuição para esta aceleração teve origem no subgrupo alimentos in natura, cuja taxa passou de -2,15 por cento para 2,30 por cento', informou a FGV.
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) acelerou a alta a 0,30 por cento, ante 0,23 por cento.
Três das sete classes de despesa componentes do índice apresentaram acréscimo, com destaque para o grupo Alimentação (de -0,18 por cento para +0,30 por cento). Os itens que mais contribuíram para este movimento foram hortaliças e legumes (-5,60 por cento para 1,76 por cento), frutas (de -1,34 por cento para 0,01 por cento) e carnes bovinas (de 0,67 por cento para 1,13 por cento).
O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 0,37 por cento, ante 0,12 por cento no mesmo período de outubro. Destaque para o índice que representa o custo da Mão de Obra, que registrou taxa positiva de 0,52 por cento na segunda prévia de novembro, ante 0,03 por cento no mesmo período de outubro.
(Reportagem de José de Castro)

Inflação do aluguel desacelera na 2ª prévia de novembro, diz FGV

Índice passou de 0,50% para 0,40% nesta apuração.
No ano, o IGP-M acumula alta de 5,12% e, em 12 meses, de 5,84%.

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), conhecido como a inflação do aluguel, por reajustar a maioria dos contratos, desacelerou para 0,40% na segunda prévia de novembro, após alta de 0,50% na apuração anterior, segundo informou, nesta terça-feira (22) a Fundação Getulio Vargas (FGV). No ano, o IGP-M acumula alta de 5,12% e, em 12 meses, de 5,84%.
No caso dos três indicadores que compõem a segunda prévia do IGP-M de novembro, o Índice de Preços ao Produtor Amplo - Mercado (IPA-M) subiu 0,44% nesta prévia, após subir 0,66% no mesmo período de outubro.
Outro indicador que integra o cálculo do IGP-M, o Índice de Preços ao Consumidor - Mercado (IPC-M) acelerou para 0,30% contra 0,23% na segunda prévia do mês passado. Já o Índice Nacional de Custos da Construção - Mercado (INCC-M) registrou taxa positiva de 0,37% na segunda prévia do indicador deste mês, após registrar elevação de 0,12% na segunda prévia de outubro.
 

Dólar opera em baixa frente ao real nesta terça-feira

O dólar operava em baixa frente ao real na manhã desta terça-feira (22), devolvendo parte da forte alta da véspera.

Por volta das 9h25, a divisa dos Estados Unidos era negociada a R$ 1,80 para venda, em baixa de 0,74% .
Na segunda-feira, o dólar fechou o dia cotado a R$ 1,813 para a venda, com alta de 1,68% - maior cotação de fechamento desde 5 de outubro, quando a taxa de câmbio fechou a R$ 1,8315. A moeda fechou com valorização em meio a um impasse no Congresso americano sobre os planos de redução do déficit orçamentário dos Estados Unidos. Além disso, persistiam as preocupações sobre a crise de dívida soberana na zona do euro.
O fracasso do "supercomitê" parlamentar dos Estados Unidos em acertar um plano de redução de déficit foi outro golpe à confiança dos mercados, que há semanas anda diminuída por causa da crise de dívida da Europa.
A crise da dívida europeia segue no foco dos investidores.

Agência de classificação de risco mantém nota 'AA-' da Espanha


Agência de classificação de risco mantém nota 'AA-' da Espanha

Fitch pede que governo eleito adote medidas adicionais para reduzir déficit.
Classificação mantida também está acompanhada de perspectiva negativa.

A agência de classificação de risco Fitch manteve nesta terça-feira (22) a nota "AA-" da Espanha, com uma perspectiva negativa, e pediu que o governo conservador eleito adote medidas adicionais para reduzir o déficit público.
"O novo governo espanhol precisará aprovar medidas adicionais para alcançar os objetivos de déficit fixados no atual programa de estabilidade do país", indicou a Fitch em um comunicado, anunciando a manutenção da classificação AA-, a quarta de sua escala, correspondente ao âmbito superior.

O objetivo anunciado do executivo espanhol é reduzir progressivamente o déficit público, que em 2010 foi de 9,3% do PIB, até alcançar 3% em 2013.
Outra agência de classificação, a Standard and Poor's, fez uma advertência similar na segunda-feira à noite, confirmando a nota espanhola em "AA-" com perspectiva negativa, ao mesmo tempo em que afirmava esperar em breve medidas concretas do governo formado pelo conservador Mariano Rajoy.
Líder do Partido Popular (PP, direita), que obteve ampla maioria nas eleições legislativas de domingo, Rajoy evitou durante a campanha eleitoral especificar medidas políticas concretas para combater o déficit, ressaltou a Standard and Poor's.
A classificação mantida pela Fitch também está acompanhada de uma perspectiva negativa, o que significa que pode ser rebaixada a médio prazo.

Bolsas de Tóquio e Osaka fazem acordo para fusão em 2013

As bolsas de Tóquio e Osaka vão estar integradas em janeiro de 2013, criando uma das maiores bolsas do mundo. Em comunicado conjunto, ambas instituições indicaram que o acordo vai contribuir para a competitividade de todo o mercado financeiro e de capitais do Japão, sendo mais um passo na revitalização da economia do país.
Presidente da Bolsa de Tóquio, Atsushi Saito (E) cumprimenta  Michio Yoneda, presidente da Bolsa de Osaka (Foto: AFP)Presidente da Bolsa de Tóquio, Atsushi Saito (E) cumprimenta Michio Yoneda, presidente da Bolsa de Osaka (Foto: AFP)
O valor total de mercado das companhias listadas em ambas alcançava US$ 3,7 trilhões no fim de setembro, colocando as duas instituições atrás apenas da Bolsa de Valores de Nova York, conforme a Kyodo News.
"As empresas devem conduzir a combinação dos negócios no espírito da igualidade", conforme o comunicado divulgado nesta terça-feira (22). Ao final da transação, as duas empresas vão se fundir em uma holding, que precisa da aprovação dos acionistas.
A expectativa é de que haja uma sinergia de custos de cerca de 7 bilhões de ienes por ano com integração de sistemas. O presidente da bolsa de Tóquio, Atsushi Saito, vai ser o executivo-chefe da holding e o dirigente da bolsa de Osaka, Michio Yoneda, vai ocupar o posto de diretor operacional.

Chevron pode ser responsabilizada em quatro esferas diferentes dia OAB

Representantes de órgãos públicos e especialistas ouvidos apontam que a companhia norte-americana Chevron pode ser responsabilizada em ao menos quatro diferentes esferas pelo vazamento de óleo que ocorre desde o último dia 8 no Campo de Frade, na Bacia de Campos (RJ).

O problema ocorreu devido a uma falha durante exploração de petróleo. Nesta segunda, o presidente da Chevron disse que a empresa  age de acordo com a lei brasileira e dentro das normas do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama).
A lei brasileira prevê que essas esferas ajam de forma independente."
Flávio Ahmed, presidente da Comissão de Direito Ambiental da OAB do Rio
A Chevron foi autuada na terça-feira (22) com multa de R$ 50 milhões aplicada pelo Ibama. Ela também é alvo de inquérito instaurado pela Polícia Federal e de processo administrativo aberto pela Agência Nacional de Petróleo (ANP). Além disso, o Ministério Público Federal também abriu investigação que pode culminar em uma ação civil pública.
“A lei brasileira prevê que essas esferas ajam de forma independente. No caso da ação de coletividade, não existe um teto máximo para pagamento de prejuízos que podem ser causados a comunidades de pescadores, por exemplo”, diz Flávio Ahmed, presidente da Comissão de Direito Ambiental da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do Rio de Janeiro.

Mercado a espera das mudanças na Europa e EUA.

Os custos de financiamento da Espanha subiram em leilão de títulos da dívida de curto prazo
no primeiro teste da confiança do país diante dos investidores após os conservadores da
oposição vencerem eleições gerais realizadas no domingo. O Tesouro vendeu 2,98 bilhões de
euros em títulos de 3 meses e 6 meses, perto da meta preterida. A taxa de juro média nos
papéis de 3 meses alcançou 5,1%, contra os 2,3% registrados em leilão realizado em 25 de
outubro. No caso da dívida de 6 meses, a taxa de retorno média aos acionistas correspondeu
a 5,3%, superior aos 3,3% apurados no mês passado. A demanda superou quase 3 vezes a
oferta na colocação de títulos de 3 meses e quase 5 vezes na de papéis de 6 meses. Na semana
passada, a Espanha teve de oferecer uma taxa de juro média de quase 7% para os
bônus de 10 anos em leilão, um recorde na era do euro. A expectativa é que ocorra a divulgação
do relatório da Comissão Europeia sugerindo a troca dos títulos nacionais por Eurobonds.
Hoje, a agenda de eventos dos EUA traz como destaque a divulgação, às 17h (de Brasília),
da ata da reunião de política monetária do Federal Reserve ocorrida entre os dias 1º e 2 de
novembro. Além disso, o Departamento de Comércio revela a segunda prévia do PIB baseado
no terceiro trimestre.
No Brasil, a FGV divulgou o IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado) que desacelerou a
0,40% na segunda prévia de novembro, ante alta de 0,50% em igual período de outubro, A
maioria das bolsas de valores asiáticas fechou em baixa nesta terça-feira, com a confiança
do investidor abalada por temores sobre a capacidade de políticos de ambos os lados do
Atlântico em combater seus enormes montantes de dívida pública.
Em Tóquio, o índice Nikkei recuou 0,40%, tendo alcançado o menor patamar dos últimos
oito meses. O índice referencial de Xangai perdeu 0,10%. Cingapura avançou 0,71%.
Com informações Bovespa, Bloomberg, Reuters, Agência Estado e InfoMoney
Destaques/
O impasse político nos Estados Unidos sobre o déficit do país somado à preocupação dos
investidores sobre a dívida da zona do euro pesaram nos mercados ontem. O Ibovespa acompanhou
a tendência negativa fechando com desvalorização de 0,45% aos 56.731 pontos.

DESTAQUES DO COSAN DAY

O Cosan Day é um evento que reúne analistas de mercado, investidores e parceiros de negócios
da empresa. Vamos aos destaques do que foi comentado:
• O presidente da Cosan, Marcos Lutz, disse que a companhia espera preços sustentados de
etanol e açúcar para a próxima safra 2012/13 no Centro-Sul.
• Segundo ele, a produção da Cosan deve registrar crescimento de 8%, em média, em linha
com o que se espera para a região.
• A produção de óleos básicos renováveis da Cosan Lubrificantes & Especialidades deve chegar
em larga escala ao mercado em 36 meses. A competitividade maior virá, contudo, só
depois dos 36 meses, quando se espera que a produção do óleo renovável atinja grande
escala, os preços e os custos sejam competitivos em função da eficiência operacional adquirida
e múltiplas fábricas estejam operando.
• Na Raízen deverá ser anunciado a venda de ativos de combustível de aviação que o Conselho
Administrativo de Defesa Econômica (Cade) ordenou que Shell vendesse no fim de julho
de 2011. A Raízen é uma joint venture entre Cosan e Shell, ambas com 50% do controle. A
operação está estimada entre R$ 150 milhões e R$ 200 milhões, de acordo com fontes.
• A produtividade dos canaviais brasileiros continuará baixa na próxima safra 2012/13, de
acordo com o diretor comercial de açúcar para o mercado externo da Raízen, Ivan Melo.
Segundo ele, apenas a partir de 2013 a produtividade da cana voltará a crescer em decorrência
da renovação da lavoura. “Na próxima safra a maior parte da cana a ser colhida
ainda será mais velha, com rendimento menor", explica. A expectativa é de que um aumento
de 8% na safra da cana em 12/13 em linha com o aumento de demanda esperada
para o período, o que deve manter o mercado sustentado.

Resumo Diario

O impasse político nos Estados Unidos sobre o déficit do país somado à preocupação dos
investidores sobre a dívida da zona do euro pesaram nos mercados hoje. Mesmo que as eleições
na Espanha tenham tido o desfecho esperado, com o conservador Partido Popular impondo
uma derrota histórica aos socialistas do primeiro-ministro Jose Luis Zapatero, isso foi
insuficiente para acalmar os investidores. Os nervos continuam exaltados e o medo de um
colapso financeiro geral derrubou as bolsas em todo o mundo. O Ibovespa fechou com desvalorização
de 0,79% aos 56.284 pontos. Ainda por aqui, o exercício de contratos de opções
sobre ações movimentou na Bovespa, R$ 4,86 bilhões.
Nos EUA, as vendas de casas usadas avançaram 1,42% em outubro, ante o mês anterior. O
indicador Existing Home Sales mostrou que as vendas atingiram 4,97 milhões de casas, número
maior do que o esperado por analistas (4,85 milhões).
Na Europa, a crise de dívida continuou gerando receios. Hoje, embora tenha afirmado que
não vê riscos para a classificação AAA da França, a Moody's afirmou que a perspectiva estável
do rating do país é menos segura. Segundo a agência, a perspectiva para o crescimento
econômico e a crise de confiança na zona do euro são "fatores de risco importantes" para a
França.
No Brasil, o mercado financeiro reviu ligeiramente para baixo sua previsão para a inflação
em 2012, ao mesmo tempo em que manteve a de 2011, mostrou o relatório Focus do Banco
Central. De acordo com o documento, a estimativa para a alta do Índice de Preços ao Consumidor
Amplo (IPCA) em 2012 caiu para 5,55%, ante 5,56% na semana anterior. Para 2011,
o prognóstico permaneceu em 6,48%.
No mercado corporativo, destaque de queda para as ações da CSN. Durante toda a manhã a
Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) disputou com a BM&FBovespa a liderança das quedas
do Ibovespa. Na sexta-feira, após o fechamento do mercado, a empresa informou que aumentou
sua participação no capital social da Usiminas, por meio de aquisições de ações preferenciais
e ações ordinárias, passando a deter 20,14% das preferenciais e 11,66% das ações
ordinárias da Usiminas.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Polícia retira manifestantes contra capitalismo de praça em Nova York

Policiais começaram na madrugada desta terça-feira (15) a retirar os manifestantes do movimento "Ocupem Wall Street" no Parque Zuccotti, no distrito financeiro de Nova York, onde eles estavam acampados desde setembro.
Barracos foram removidas, houve resistência, e pelo menos 70 pessoas foram detidas. Muitas delas estavam acorrentadas umas às outras numa tentativa de impedir a retirada. Mas, segundo um porta-voz da polícia, a maioria das pessoas saiu voluntariamente.
As autoridades argumentaram que a ocupação do parque era um risco à saúde e à segurança públicas.
Dezenas de policiais cercaram o parque, que foi iluminado com spots, e mantiveram a população à distância.
Manifestante relaxa sobre carro da política nesta terça-feira (15) durante desocupação em Manhattan (Foto: AFP)Manifestante relaxa sobre carro da política nesta terça-feira (15) durante desocupação em Manhattan (Foto: AFP)
Muitas pessoas foram ao local prestar solidariedade, após os membros do movimento anticapitalista terem mandado alertas sobre a desocupação iminente.
Manifestantes protestam durante a desocupação na madrugada desta terça-feira (15) em Nova York (Foto: AP)Manifestantes protestam durante a desocupação na madrugada desta terça-feira (15) em Nova York (Foto: AP)
"Eles nos deram cerca de 20 minutos para juntar nossas coisas", disse o manifestante Sam Wood. "É duro de assistir."
O prefeito da cidade de Nova York, Michael Bloomberg, defendeu a medida para expulsar os manifestantes e destruir sua cidade de barracas.

"Infelizmente, o parque estava se tornando um lugar onde muitas pessoas vieram não para protestar, mas para infringir leis, e em alguns casos, prejudicar os outros. Houve relatos de empresas ameaçadas e reclamações sobre o barulho e as condições sanitárias precárias que têm afetado gravemente a qualidade de vida dos moradores e dos comerciantes nesse bairro próspero", disse Bloomberg em comunicado.
Os manifestantes montaram acampamento no local em 17 de setembro para protestar contra o sistema financeiro que, segundo eles, beneficia apenas as grandes corporações e os ricos.
O movimento inspirou protestos semelhantes em várias cidades, em outros países e inclusive no Brasil. Em vários casos, houve confrontos entre manifestantes e a polícia, como em Oakland, na Califórnia.
A prefeitura disse que os manifestantes deveriam "deixar temporariamente" o parque e remover suas barracas. Eles poderiam voltar, mas sem as tendas.
"Manifestantes tiveram dois meses para ocupar o parque com barracas e sacos de dormir. Agora terão que ocupar o espaço com o poder de seus argumentos", disse Bloomberg.

Manifestantes prometeram que a expulsão do parque que se tornou o epicentro do movimento não os deteria e algumas centenas de pessoas se reuniram em outra praça de Manhattan.

A polícia formou barricadas nas ruas ao redor do parque, que foi iluminada com holofotes. A operação começou à 1h (horário local) e os últimos manifestantes haviam sido expulsos aproximadamente às 4h15. Autoridades varreram o parque e retiraram grandes quantidades de entulho.

Browne disse que a cidade e os donos do parque, a corporação imobiliária Brookfield Office Properties, distribuiu panfletos aos manifestantes dizendo que o parque seria limpado pouco depois da 1h.
Manifestantes abraçam-se durante a desocupação (Foto: AP)Manifestantes abraçam-se durante a desocupação (Foto: AP)

PIB da Alemanha se recupera e cresce 0,5% no 3º trimestre

O Produto Interno Bruto (PIB) da Alemanha cresceu no terceiro trimestre deste ano 0,5% em relação ao trimestre anterior, anunciou nesta terça-feira (15) o Escritório Federal de Estatística (Destatis).
A economia alemã ganhou força, destacaram os técnicos do Destatis, que corrigiram para cima os números inicialmente anunciados para o segundo trimestre.
Em termos anualizados, a economia alemã cresceu no terceiro trimestre de 2011 2,5% e 3% no segundo trimestre.
O Destatis, que oferecerá números definitivos no próximo dia 24 de novembro, ressaltou que o crescimento da economia alemã tem sua base na elevada taxa emprego, com o número recorde de 41,2 milhões de trabalhadores no terceiro trimestre, 1,2% mais que um ano antes.

PIB da zona do euro cresce 0,2% no 3º trimestre

Em relação ao terceiro trimestre do ano passado, o PIB cresceu 1,4%.
Em toda a União Europeia, economia teve o mesmo avanço.

O Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro teve leve crescimento de 0,2% no terceiro trimestre deste ano em relação aos três meses anteriores, conforme informou, nesta terça-feira (15) o escritório de estatísticas europeu, Eurostat. No segundo trimestre, o avanço também havia sido de 0,2%. Em toda a União Europeia, economia teve o mesmo avanço.
Em relação ao terceiro trimestre do ano passado, com ajuste sazonal, o PIB cresceu 1,4%.
Durante o terceiro trimestre de 2011, a economia dos EUA avançou 0,6% na comparação com o trimestre anterior. No Japão, o crescimento foi de 1.5%. Na comparação com o mesmo período do ano passado, O PIB cresceu 1,6% nos Estados Unidos e recuou 0,2% no Japão.

 

Futuro premiê retoma consultas para formar governo na Itália

Mario Monti reuniu-se com representantes dos principais partidos do país.
Economista quer governo sólido para tentar permanecer no poder até 2013.

O economista e ex-comissário europeu Mario Monti retomou na manhã desta terça-feira (15) suas consultas com os principais partidos políticos para formar um novo governo na Itália, como pediu o chefe de Estado.
Monti começou se reunindo com a delegação do Partido Democrático (PD), principal movimento da esquerda italiana representado por seu líder Pier Luigi Bersani, e com os chefes de grupo das duas Câmaras, Anna Finocchiaro e Dario Franceschini.
Depois, ele se encontrou com Angelino Alfano, secretário-geral do Povo da Liberdade (PDL), partido do ex-premiê Silvio Berlusconi. Alfano, que chegou a ser cotado para suceder Berlusconi, disse acreditar que Monti vai ter sucesso em formar seu gabinete.
Monti quer envolver os principais partidos italianos na composição de seu governo, e gostaria de contar na equipe tanto com políticos quanto com tecnocratas, para ter um apoio sólido no Parlamento e conseguir governar até 2013.
O senador Mario Monti, provável futuro premiê da Itália, dá entrevista nesta segunda-feira (14) no Senado (Foto: AP) 
O senador Mario Monti, provável futuro premiê da Itália, dá entrevista nesta segunda-feira (14) no Senado (Foto: AP)
O ex-comissário europeu concluiu as consultas durante a tarde, recebendo os representantes dos empregadores, dos sindicatos, dos jovens e das mulheres.
Depois, ele foi à casa do presidente da República, Giorgio Napolitano, para aceitar oficialmente a liderança de um novo governo, cuja composição será apresentada à noite ou na quarta-feira.
A nomeação deste economista respeitado acalmou inicialmente os mercados, mas a incerteza sobre a formação do governo e a publicação de um indicador negativo na Eurozona voltaram a gerar tensões nesta terça-feira.

PIB da Grécia cai 5,2% no 3º trimestre

No trimestre anterior, em relação ao mesmo de 2010, recuo fora de 7,4%.
Na zona do euro, crescimento do PIB foi de 0,2%.

O Produto Interno Bruto (PIB) da Grécia registrou queda de 5,2% no terceiro trimestre deste ano, em relação ao mesmo de 2010. No trimestre anterior, no mesmo tipo de comparação, o recuo havia sido de 7,4%, segundo apontou a Autoridade Estatística Helênica (Elstat).
A zona do euro, bloco no qual a Grécia está inserida, teve leve crescimento de 0,2% no terceiro trimestre deste ano em relação aos três meses anteriores, conforme informou, o Eurostat. No segundo trimestre, o avanço também havia sido de 0,2%. Em toda a União Europeia, economia teve o mesmo avanço.
Em relação ao terceiro trimestre do ano passado, com ajuste sazonal, o PIB cresceu 1,4%.
Durante o terceiro trimestre de 2011, a economia dos EUA avançou 0,6% na comparação com o trimestre anterior. No Japão, o crescimento foi de 1.5%. Na comparação com o mesmo período do ano passado, O PIB cresceu 1,6% nos Estados Unidos e recuou 0,2% no Japão.
Na véspera, o novo premiê grego, Lucas Papademos, disse que a participação da Grécia na zona do euro "está em jogo", e por isso a aplicação das medidas de austeridade necessárias para a Grécia continuar recebendo ajuda internacional será a "principal tarefa" do governo de coalizão.
"Ninguém deseja que o país saia do euro", disse Papademos. "Ficar no euro é nossa única opção", completou.
Em um discurso ante o Parlamento, Papademos, que encabeça um governo de coalizão integrado pelos socialistas, pela direita e pela extrema direita, disse que o déficit público grego em 2011 será de 9% do PIB, contra 10,6% em 2010 e 15,7% em 2009.
"Se essas decisões forem aplicadas e as medidas associadas a elas forem tomadas, a Grécia pode olhar para o futuro com confiança", acrescentou o ex-vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE), que vai liderar um governo de transição no país.
Segundo ele, o país precisa para implementar um novo programa econômico, mas a tarefa demandaria mais tempo do que os cerca de 100 dias previstos para o seu governo de unidade nacional.

Segunda-feira conturbada nos mercados pelo Mundo.

Segue ai amigos o resumo do dia desta ultima segunda-feira, com os mercados muito agitados levando até a Alemanha à aprovação de uma lei que beneficia a saída do Euro para alguns Países, inclusive para ela mesma.
Itália e Grécia formam seus governos e a Europa continua na mira. Neste cenário, a segunda
trouxe queda nos mercados lá fora. Por aqui, a bolsa operou de lado, na véspera do feriado
que deixou os investidores brasileiros lentos. O Ibovespa encerrou o dia com desvalorização
de 0,49% aos 58.258 pontos e com volume negociado de R$ 3,79 bilhões.
A agenda econômica foi vazia hoje. O destaque ficou com a produção industrial da zona do
euro que caiu 2% em setembro ante agosto, revertendo o ganho de 1,4% registrado em
agosto ante julho. Trata-se do pior resultado desde fevereiro de 2009, aumentando as expectativas
de uma forte contração da atividade da indústria e de uma possível recessão econômica.
Ainda na Europa, a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, disse que a Europa pode estar
vivendo o momento mais difícil desde a Segunda Guerra Mundial, enquanto os novos líderes
de Grécia e Itália corriam para formar governos e limitar os danos da crise de dívida da zonado
euro. "A Europa está em um dos mais difíceis, talvez o mais difícil momento desde a
Segunda Guerra Mundial", declarou Merkel ao seu partido conservador em Leipzig. Ela disse
temer que o continente fracasse se o euro falhar e prometeu fazer de tudo para impedir que
isso aconteça.
Por aqui, o boletim Focus apontou que o mercado reduziu as estimativas para a taxa Selic
em 2012, para o PIB neste ano e para o IPCA em 2011 e 2012. A previsão para a Selic, a
taxa básica de juros, em 2012 passou de 10,5% para 10%. A projeção para o crescimento
do PIB teve queda, de 3,20% para 3,16%. Já a estimativa do IPCA para este ano baixou de
6,50% para 6,48%. Enquanto para 2012, o percentual caiu de 5,57% para 5,56%.
E no mercado corporativo, as ações doS bancos operaram como um dos destaques do pregão,
beneficiadas pela redução das restrições ao crédito anunciadas pelo Banco Central na
semana passada. A forte alta das ações da Marfrig também chamou a atenção e Petrobras
seguiu no foco dos investidores após anunciar seu resultado do terceiro trimestre na última
sexta-feira.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Bolsas na Ásia avançam em leve alívio no cenário europeu

Após Wall Street apresentar ganhos na quinta-feira (10), a Grécia confirmar um novo primeiro-ministro e a Itália conseguir financiamento em um leilão de títulos públicos - apesar da forte alta no juro pago sobre os papéis -, os principais índices acionários da Ásia encerraram em alta nesta sexta-feira (11), apesar de investidores se manterem cautelosos quanto à situação na Zona do Euro.
O benchmark Nikkei, da Bolsa de Tóquio, avançou 0,16%, registrando 8.514 pontos, enquanto o Hang Seng, que acompanha o pregão de Hong Kong, subiu 0,96%, aos 19,146 pontos. Já o Shanghai Composite, índice da Bolsa de Xangai, apresentou variação positiva de 0,06%, chegando a 2.481 pontos.
Exportadoras sobem
Na sessão japonesa, as companhias listadas que têm geração de receita no exterior apareceram como destaques de alta ao fim do dia. Ações da Sony subiram 2,42%, ao passo que as da Pionner dispararam 5,50%. Já algumas tecnológicas registraram desempenho negativo, como a NEC (-3,09%) e a Elpida Memory (-2,12%).
Limitando os ganhos do índice, os papéis da Olympus voltaram a cair, desta vez 4,96%, depois de a empresa ser colocada em observação pela Bolsa de Tóquio. A maior queda, porém, ficou com a fabricante de papel Daio, cujos ativos recuaram 18,76% em meio a outro escândalo corporativo no país. Seu ex-CEO tomou dinheiro emprestado de operações financeiras da firma e reverteu para suas próprias contas bancárias.
Investimentos em commodities e financeiras
Em Hong Kong, ações de produtoras de commodities performaram, em geral, acima do benchmark, entre elas as da Aluminum Corp of China (+2,97%), as da Jiangxi Copper (+1,55%) e as da Sinopec (+3,11%). A petrolífera anunciou que vai comprar 30% da participação brasileira na Galp Energia por US$ 3,5 bilhões.
Do mesmo modo, no pregão de Xangai o setor financeiro teve dia positivo. As ações do Industrial and Commercial Bank of China e do Agricultural Bank of China, por exemplo, duas das maiores instituições do país, avançaram 1,18% e 0,76%, respectivamente, recuperando parte das perdas registradas no dia anterior.

Homens são maioria em cargos executivos, diz Datafolha

Uma recente pesquisa realizada pelo Datafolha aponta que, quanto mais alto o nível hierárquico em uma empresa, maiores também são as chances de que executivos do sexo masculino ocupem os cargos disponíveis. A demanda por homens, por exemplo, costuma chegar a 61%, enquanto a demanda por mulheres não ultrapassa 4%, segundo o estudo “Carreira Executiva” divulgado em novembro.
Já no que se refere à seleção de executivos e aos cargos ocupados, no entanto, o de presidência chama a atenção. Para 84% dos candidatos entrevistados, os homens são os mais favorecidos nestes processos.
O mesmo ocorre em relação ao cargo de diretoria, em que 77% dos respondentes afirmam que o maior número de contratações se dá com profissionais do sexo masculino – percentual que, apesar de alto, já se mostra inferior ao observado há cinco anos, quando 91% dos cargos eram ocupados por homens.
Gerentes e coordenadores
Os níveis de seleção costumam cair notavelmente, entretanto, quando o assunto são as posições de gerência e coordenação de equipes. Nestes casos, apenas 38% dos entrevistados acreditam que a contratação de profissionais do sexo masculino seja superior à de mulheres, especialmente no primeiro exemplo. Já no segundo – coordenação -, o percentual de respondentes fica estimado em apenas 20%.
Administradores em alta
Outro tema abordado pelo estudo diz respeito à formação. Neste quesito, os administradores costumam ser os mais beneficiados no processo de seleção, ao menos na opinião de 77% dos entrevistados. A formação é seguida de longe pelas áreas de Engenharia (57%), Economia (14%), Marketing (9%) e Tecnologia da Informação (5%) - graduações também valorizadas pelas companhias que desejam profissionais para cargos executivos.
Outras também mencionadas no estudo foram as de Comércio Exterior, Logística, Publicidade, Finanças, MB (Master Black Belt), Gestão de Projetos, Sistemas de Informação, Ciência da Computação, Medicina e Ciências Contábeis – todas com 2% cada.
Graduações de futuro
E as graduações que começam a despontar entre os executivos são as de Marketing (23%), Economia (20%), Tecnologia da Informação (16%), Direito (13%), Psicologia (11%), Publicidade e Comunicação Social (ambas com 5% cada).
Os segmentos de Recursos Humanos, Gestão de Negócios e Pessoas, assim como a área de e-commerce, também são favorecidos, representando 4% dos votos dos entrevistados consultados.
O estudo
A pesquisa do Datafolha foi realizada entre os dias 30 de agosto e 9 de setembro, com cerca de 56 entrevistados, responsáveis pela seleção de profissionais para cargos de supervisão, coordenação, gerência e presidência na cidade de São Paulo.
Dos entrevistados, 82% são diretores ou superintendentes de RH, 5% são gerentes e sócios de empresas, 4%, headhunters e apenas 2%, analistas e gestores de Recursos Humanos.

Bolsas europeias avançam com desdobramentos políticos na Itália e Grécia

Após dois pregões em queda, os principais índices acionários da Europa verificam ganhos nesta sexta-feira (11), diante das expectativas de que os desdobramentos políticos em países altamente endividados, como Grécia e Itália, abram caminho para a consolidação de medidas de austeridade cruciais para conter a crise da dívida que ameaça a região.
O Senado italiano vota nesta sexta-feira um pacote de austeridade acordado com líderes europeus. As medidas também devem passar pelo aval da Câmara dos Deputados no sábado. Após a votação, a expectativa é de que o primeiro-ministro, Silvio Berlusconi, renuncie, sendo o ex-comissário europeu Mario Monti o favorito pelos mercados para substituir o premiê.
A Grécia está um passo à frente, uma vez que na véspera já designou Lucas Papademos como o primeiro-ministro do país. Papademos, que toma posse nesta tarde, deverá nomear um gabinete de crise para definir a implantação de novos planos de austeridade.
Front corporativo
Entre os destaques corporativos, as ações da Telecom Italia sobem 5,79% depois que a companhia informou um resultado trimestral acima do esperado pelo mercado. No mesmo sentido, os papéis da Telefonica SA avançam 0,26%, mesmo após a companhia reportar seu primeiro prejuízo trimestral em nove meses.
























Bolsas em alta: Surge um novo nome na Itália

Sai o todo poderoso, Silvio Berlusconi, entra um técnico forte nome da Economia no Cenário Mundial.
As principais bolsas de valores europeias abrem em alta nesta manhã com os investidores aguardando o resultado da votação das medidas de austeridade fiscal na Itália, que deve ocorrer hoje. O atual primeiro-ministro, Silvio Berlusconi, deve renunciar instantes depois da votação e assim espera o mercado. Um novo nome começa a ser cotado para o cargo: Mario Monti, ex-comissário da União Europeia. Os mercados de títulos de dívida também amanhecem mais calmos nesta manhã, com os bônus italianos de 10 anos rendendo abaixo da taxa de 7% ao ano.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

As Novas regras da Zona do Euro

A Alemanha e França, as duas maiores economias europeias, estariam discutindo a reedição de regras e normas para outros países integrarem a Zona do Euro e possivelmente permitir a saída de países já participantes. As principais bolsas de valores européias abrem em leve alta nesta manhã com os investidores avaliando a notícia. No entanto, os mercados continuam desconfiados em relação à Grécia e Itália, q

Crise na Econômica na Europa

Finalmente Saiu da Periferia, para a Capital, agora de fato vamos ver do que está crise vai ser capaz de fazer com os mercados do mundo inteiro.

A saga europeia continua. A sessão de hoje foi dominada pela preocupação com a incerteza
política na Itália. A cautela predominou e os mercado europeus fecharam em baixa. Nos
EUA, as bolsas trabalharam com sinais mistos. Por aqui, o índice teve momentos de alta,
mas acabou fechando no negativo.
Na Europa, o parlamento italiano deve votar ainda neste final de semana a lei de reformas
fiscais exigidas pela União Europeia. Continuam, também, os rumores de que o premier Silvio
Berlusconi vai renunciar neste domingo.
Na Grécia, o ex-vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE) Lucas Papademos, 64 anos,
foi nomeado o novo primeiro-ministro do governo de união nacional na Grécia, segundo informou
o gabinete da presidência.
Os EUA brindaram os investidores com bons dados econômicos. Os novos pedidos de auxíliodesemprego
caíram na semana passada para seu menor patamar desde o início de abril,
enquanto o déficit comercial diminuiu inesperadamente em setembro, apontando para uma
ligeira melhoria na economia.
O Departamento de Trabalho informou que os pedidos iniciais de seguro-desemprego cederam
pela segunda semana consecutiva, em 10 mil, para um número ajustado sazonalmente
de 390 mil. E o Departamento de Comércio informou que o déficit comercial dos Estados
Unidos caiu para 43,1 bilhões de dólares em setembro.
Em terras brasileiras, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que a crise mundial se
agravou e que o mundo corre o risco de ter um desempenho econômico "pífio". Segundo ele,
no Brasil, a tendência é que o crescimento do Produto Interno Bruto se acelere no ano que
vem, mas ele destacou que essa trajetória depende de o país se ater à política de solidez
fiscal.
Além disso, as vendas no varejo anunciadas hoje, recuperaram-se em setembro da queda do
mês anterior, subindo 0,6% na comparação mensal.
O Ibovespa encerrou o dia com desvalorização de 0,40% aos 57.321 pontos e com volume
negociado de R$ 4,85 bilhões.

David Batista