terça-feira, 30 de agosto de 2011

PIB da Índia cresce 7,7% no trimestre de abril a junho, diz governo

A economia da Índia creceu 7,7% no trimestre de abril a junho, o primeiro trimestre fiscal no país, em relação ao mesmo período do ano passado, ajudada pelo forte crescimento no setor de serviços, de acordo com dados divulgados nesta terça-feira (30) pela Organização Central de Estatísticas.
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A Índia, faz parte do grupo de países emergentes, o Brics, junto com o Brasil, a Rússia, a China e a África do Sul.
O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre do ano fiscal, que começou em 1º de abril, foi menor do que os 9,3% de expansão no mesmo trimestre do ano passado.

Porém, o dado ficou praticamente em linha com a expectativa do mercado, que era de uma expansão de 7,6%, segundo a mediana das estimativas de 17 economistas consultados pela Dow Jones.
Terceira maior economia da Ásia, a Índia havia registrado crescimento de 7,8% no trimestre de janeiro a março e de 8,5% no último ano fiscal. As informações são da Dow Jones.

Dólar segue tendência global e opera em alta

O dólar se valorizava contra o real na manhã desta terça-feira (29), após a queda da véspera, acompanhando o tom cauteloso dos mercados internacionais.
Às 9h30, a moeda norte-americana era negociada a R$ 1,5976 para venda, em alta de 0,25%.
Na segunda-feira, a taxa de câmbio caiu 0,84%.
O dia deve continuar pautado pela repercussão das medidas divulgadas ontem pela Fazenda e pela expectativa da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). Além disso, investidores acompanham nesta tarde a divulgação da ata da reunião do Federal Teserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos.
Em relação a uma cesta com as principais moedas, o dólar avançava 0,48%.

Enquanto isso, os futuros do índice Standard & Poor's 500 apontavam uma abertura no vermelho para a bolsa de Nova York.
Os destaques do dia são a ata da última reunião do Federal Reserve, às 15h, e dados sobre a confiança do consumidor norte-americano, às 11h.

Presidente falou sobre a discussão da PEC 300 e da Emenda 29.

A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta terça-feira (30), em Caruaru (PE), que aprovar projetos que aumentem os gastos públicos sem indicar a origem dos recursos é um "presente de grego". Ainda segundo a presidente, "não é propícia" a discussão desses temas em tempos de crise financeira internacional.
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Em entrevista a rádios locais de Pernambuco, Dilma foi perguntada se seria um "presente" o Congresso não discutir a Emenda 29, que fixa percentuais de investimentos da União, estados e municípios na saúde, e a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 300, que determina um piso salarial nacional.
"Eu não quero é que me deem presente de grego. Eu quero saber como serão os investimentos necessários para garantir saúde de qualidade, de onde vão sair os recursos. O que considero é que, num momento de crise financeira internacional, não é propícia a aprovação de despesas sem dizer de onde virão os recursos. Que eles aprovassem as despesas, mas tivessem firmeza e coragem de aprovar também de onde vão vir os recursos", disse a presidente.
Presidente Dilma cumprimenta população de Cupira, em Pernambuco, onde assina ordens de serviços de obras de barragens (Foto: Roberto Stuckert Filho / Presidência)Presidente Dilma cumprimenta população de Cupira, em Pernambuco, onde assina ordens de serviços de obras de barragens (Foto: Roberto Stuckert Filho / Presidência)
A presidente disse ainda não crer que a Emenda 29 vá resolver a questão da saúde no Brasil. "Eu acho que o caso da saúde não se resolve só com a Emenda 29. Acho uma temeridade alguém achar que só aprovando uma lei que define percentuais de gastos vai revolver o problema da saúde. Em qualquer lugar, não só no Brasil, a saúde é cara."

Comitê de Política Monetária do BC se reúne nesta terça e quarta.

"Está posta uma discussão mais ampla sobre a economia em geral. Creio que vai haver mudança, mas tem que ser muito pensada, cautelosa, sob pena de colocar em risco o que começamos até aqui. Estamos torcendo para que, nesta semana, o Copom balize os juros de maneira adequada. O esforço fiscal visa criar condições para, se não agora [na reunião do Copom desta semana], em um futuro muito próximo, comece a reduzir [os juros]. Não vamos estipular prazos. Se é nessa reunião [hoje e amanhã] ou na outra [de outubro], depende do Copom", declarou Pimentel durante audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal.
A decisão do Copom, do BC, sobre a taxa básica de juros será anunciada na noite desta quarta-feira (31). Atualmente, a taxa está em 12,50% ao ano. Em termos reais – ou seja, após o abatimento da inflação prevista para os próximos doze meses – os juros brasileiros somam 6,8% ao ano, os mais altos do mundo. Juros elevados, por sua vez, atraem capitais para o Brasil, pressionando para baixo a cotação do dólar - que torna as vendas externas mais caras e as importações mais baratas.
Até o momento, a previsão dos analistas do mercado financeiro, coletada por meio de pesquisa do Banco Central, é de que os juros serão mantidos em seu atual patamar de 12,50% ao ano na reunião do Copom desta semana. A expectativa da maior parte dos analistas dos bancos é de que a taxa comece a recuar somente no próximo ano. Entretanto, já há economistas prevendo redução dos juros ainda em 2011.
Ao anunciar o aumento do esforço fiscal (superávit primário) nesta segunda-feira, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que o governo estava se antecipando à crise financeira internacional.
"Temos de tomar medidas preventivas para evitar o que aconteceu em 2008, quando houve desaceleração forte em um primeiro momento. O aumento [do superávit primário] se dá para impedir o aumento de gastos correntes e para abrir mais espaço para os investimentos subirem no país. Além disso, também viabiliza, no médio e longo prazo, a redução da taxa de juros. Quando o BC entender que é possível [reduzir a taxa]", disse Mantega na ocasião. O ministro explicou que o governo busca evitar um "mergulho" do crescimento econômico.

Responsável do banco central italiano avisou hoje que as medidas de austeridade vão penalizar o crescimento do país.

"Os ajustamentos orçamentais necessários para evitar uma situação ainda mais séria vão, inevitavelmente, ter efeitos restritivos na economia", alertou hoje Ignazio Visco, director do banco central de Itália, durante uma audiência no Senado, onde também antecipou um abrandamento do crescimento na zona euro durante o segundo semestre.
"Considerando esses factores e um ambiente que permanece extremamente volátil, o crescimento do PIB [italiano] poderá ser inferior a 1% no presente ano e até mais fraco do que isso em 2012", disse o mesmo responsável, citado pela agência Reuters.
As declarações de Ignazio Visco surgem num dia em que Itália regressa aos mercados de dívida e numa altura em que os investidores continuam a emitir sinais de alerta para com a situação orçamental do país. A economia italiana representa 16% do PIB da zona euro.

A confiança dos consumidores e empresários europeus afundou mais do que o esperado em Agosto.

O indicador da Comissão Europeia que mede o sentimento dos consumidores e empresários na zona euro caiu em Agosto para 98,3 face ao registo de 103 verificado em Julho. Trata-se da maior queda desde Dezembro de 2008 e do valor mais baixo desde Maio de 2010, mês seguinte ao pedido oficial de ajuda externa por parte da Grécia. Os economistas sondados pela agência Bloomberg apontavam para uma queda até 102, pelo que as notícias são piores do que o esperado.
O relatório é divulgado um dia depois de Olli Rehn e Jean-Claude Trichet terem antecipado, no Parlamento Europeu, que o crescimento da zona euro vai enfraquecer no segundo semestre, como consequência dos planos de austeridade aplicados em alguns países.
Após a divulgação do relatório alguns índices accionistas europeus - como o PSI 20, o DAX e o IBEX -, inverteram para terreno negativo. No mercado cambial o euro cedia 0,74% para 1,4403 dólares

O Tesouro italiano colocou hoje no mercado primário 7,7 mil milhões de euros em obrigações com maturidades em 2014, 2018 e 2022.

Foi a primeira emissão desde que o Banco Central Europeu (BCE) começou a comprar títulos de dívida italiana para contrariar a escalada dos juros do país.
Na maturidade a cerca de 10 anos a taxa média ponderada fixou-se em 5,22%, abaixo dos 5,77% pagos na operação equivalente concretizada em Julho e que assustou os mercados por ser o juro mais elevado em 11 anos. Neste prazo foram emitidos 3,75 mil milhões de euros e a procura superou a oferta em 1,27 vezes.
Em termos globais, o Estado italiano financiou-se em 7,7 mil milhões de euros. O montante indicativo oscilava entre 6 e 8 mil milhões. As ordens de compra ascenderam a 10,4 mil milhões.
No rescaldo da emissão a ‘yield' a 10 anos das obrigações italianas agravou-se em seis pontos base para 5,14%. No prazo a dois anos a taxa subiu três pontos para 3,44aliano colocou hoje no mercado primário 7,7 mil milhões de euros em obrigações com maturidades em 2014, 2018 e 2022.
Foi a primeira emissão desde que o Banco Central Europeu (BCE) começou a comprar títulos de dívida italiana para contrariar a escalada dos juros do país.
Na maturidade a cerca de 10 anos a taxa média ponderada fixou-se em 5,22%, abaixo dos 5,77% pagos na operação equivalente concretizada em Julho e que assustou os mercados por ser o juro mais elevado em 11 anos. Neste prazo foram emitidos 3,75 mil milhões de euros e a procura superou a oferta em 1,27 vezes.
Em termos globais, o Estado italiano financiou-se em 7,7 mil milhões de euros. O montante indicativo oscilava entre 6 e 8 mil milhões. As ordens de compra ascenderam a 10,4 mil milhões.
No rescaldo da emissão a ‘yield' a 10 anos das obrigações italianas agravou-se em seis pontos base para 5,14%. No prazo a dois anos a taxa subiu três pontos para 3,44%.

A zona euro deverá escapar à recessão graças a um ligeiro crescimento no segundo trimestre do ano.

Nas mais recentes previsões da agência de 'rating' Standard & Poor's (S&P), hoje divulgadas, a zona euro tem um crescimento previsto de 1,7% este ano e de 1,5% em 2012 (face à estimativas anteriores de 1,8%).
"Apesar da maioria da Europa ter registado um abrandamento do crescimento do produto interno bruto no segundo trimestre, prevemos que a região escape a um regresso genuíno à recessão", diz a S&P.
As previsões da agência de 'rating' seguem-se ao anúncio, por parte do Eurostat, o departamento de estatísticas da União Europeia, de que o crescimento na zona euro se ficou nos 0,2% no segundo trimestre.
"Continuamos a observar diferentes fontes de crescimento para os próximos 18 meses, incluindo uma procura ainda robusta por parte dos mercados emergentes e a continuação da recuperação, ainda que lenta, das despesas de capital das empresas", refere a nota de pesquisa da S&P.
Para a Alemanha, a maior economia da zona euro, a agência baixou as previsões de crescimento em 2012, para os dois por cento, face aos 2,5% da previsão anterior e, para França, reduziu as estimativas para 1,7% em 2011 e 2012, face aos dois por cento e 1,9 anteriores, respectivamente.
A S&P prevê também que o Banco Central Europeu mantenha a taxa de juro de referência nos 1,5% até à primavera do próximo ano, em vez de a aumentar pata os dois por cento, como apontavam as anteriores estimativas da agência.

DESTAQUES DO DIA 29/08

Dados positivos dos Estados Unidos e expectativas de que o Federal Reserve aja novamente para estimular a maior economia do mundo, ajudaram a dar o tom otimista dos mercados nesta segunda-feira. Sem perder tempo, os comprados fizeram a festa nesta segunda-feira. Europa e EUA fecharam em alta, enquanto o Ibovespa acompanhou o
ritmo e iniciou a semana no azul, sendo inclusive uma das maiores altas entre as principais bolsas de valores no mundo.
Aumento nos gastos dos consumidores norte-americanos contribuiu para o otimismo nos mercados. O Departamento
de Comércio dos EUA informou que o consumo pessoal cresceu 0,8%, a maior alta desde fevereiro, após queda de 0,1% em junho. A maioria dos economistas previam alta de 0,5% para o mês passado.
Na Europa, as ações subiram depois que o segundo e o terceiro maiores bancos da Grécia anunciaram uma fusão, criando a maior instituição financeira do país. O governo da Grécia e o Banco Central vinham pedindo que os bancos se unissem, afirmando que o movimento os ajudaria a sobreviver à crise de endividamento.
Por aqui, além do exterior ameno, o noticiário doméstico agitou o pregão. Agradou os investidores o anúncio feito pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, de que a meta do superávit primário do governo federal subirá em R$ 10
bilhões, de R$ 81 bilhões para R$ 91 bilhões - o equivalente a 0,25% ou 0,30% do PIB. Segundo o ministro, esse aumento do esforço fiscal corresponde, na verdade, em não gastar o que se arrecada a mais. Ainda assim, afirma
Mantega, a medida também viabiliza uma redução dos juros básicos no médio e longo prazos, "quando o Banco Central entender que é possível".
Ainda assim, o mercado financeiro cortou sua previsão para o crescimento econômico brasileiro neste ano e o cenário para a taxa de juro no ano que vem, segundo o relatório Focus divulgado pelo Banco Central. A estimativa para a
alta do Produto Interno Bruto de 2011 caiu pela quarta semana seguida, para 3,79% ante 3,84% na semana anterior.
O prognóstico para o ano que vem também caiu, de 4 para 3,90%. A projeção para a Selic neste ano ficou estável em 12,50%, e para 2012 caiu de 12,50 para 12,38%.
No mercado corporativo, destaque para a valorização dos papéis da Confab. O movimento reflete a Oferta Publica de Aquisição (OPA) de ações anunciada mais cedo pela empresa com o objetivo de cancelar seu registro de companhia aberta.

MMX OBTÉM LICENÇA IMPORTANTE

A MMX Mineração e Metálicos informou que a Superintendência de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Supram) Central de Belo Horizonte (MG) emitiu a
Licença Prévia (LP) para a expansão da Unidade Serra Azul. A expansão abrange uma nova unidade de beneficiamento de minério de ferro com capacidade para 24
milhões de toneladas por ano, terminal ferroviário e 10 quilômetros de correia transportadora para transporte do minério até o terminal ferroviário. A LP contempla
ainda a estrutura de transmissão de energia e adutoras de água.
A MMX opera as minas da Unidade Serra Azul desde 2008, atualmente com licença para exploração de 8,7 milhões de toneladas de minério de ferro por
ano. Tal informação, da obtenção da licença, se mostra positiva, apesar de já esperada por boa parte do mercado. A licença atesta a viabilidade do projeto
e eleva a capacidade da MMX, reduzindo marginalmente os riscos de execução do projeto e elevando a capacidade de geração de valor do projeto no
longo prazo. Segundo a companhia, após a expansão, o minério de ferro produzido na Unidade Serra Azul será exportado através do Superporto Sudeste,
que está em construção no município de Itaguaí (RJ), com capacidade de 50 milhões de toneladas por ano na primeira fase.

Pespectiva Economica Matinal

Dados positivos dos Estados Unidos e expectativas de que o Federal Reserve aja novamente
para estimular a maior economia do mundo, ajudaram a dar o tom otimista dos mercados nesta
segunda-feira. Sem perder tempo, os comprados fizeram a festa nesta segunda-feira. Europa
e EUA fecharam em alta, enquanto o Ibovespa acompanhou o ritmo e iniciou a semana no
azul, sendo inclusive uma das maiores altas entre as principais bolsas de valores no mundo.
A terça-feira reserva indicadores relevantes tanto no front local como externo. Por aqui, o dia
começa com o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) da Fundação Getulio Vargas (FGV).
Na agenda americana, o ponto alto é a ata da reunião de 9 de agosto do Federal Reserve
(Fed), banco central americano. Atenção à discussão dos membros do colegiado sobre as
ferramentas à disposição para estimular a economia. Os investidores também vão saber o
motivo da falta de unanimidade entre os participantes do encontro, já que três deles se mostraram
contrários à indicação de que o juro básico vai seguir próximo de zero até meados de
2013.
O Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) voltou a registrar alta em agosto após
dois meses de deflação, com os custos no atacado e no varejo voltando para o terreno
positivo. O índice é muito usado para reajustar contratos de aluguel. O indicador subiu
0,44% em agosto, depois de cair 0,12% em julho, informou a Fundação Getúlio Vargas
(FGV), nesta terça-feira. No acumulado do ano, o IGP-M tem alta de 3,48%. Nos últimos
doze meses, a variação chega a 8%.
Hoje, na Ásia, em Tóquio, o Nikkei 225 registrou valorização de 1,16%, aos 8.953,90 pontos.
O Hang Seng, de Hong Kong, teve alta de 1,71%, aos 20.204,17 pontos. O S&P/ASX 200, de
Sydney, marcou 4.269,20 pontos, elevação de 0,14%. Em Seul, o Kospi aumentou 0,78%,
alcançando 1.843,82 pontos. Em Xangai, contudo, o Shanghai Composite caiu 0,38%, se situando
em 2,566,59 pontos. Ontem, essa mesma praça terminou no sentido contrário das demais

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Lucro das empresas de capital aberto brasileiras cresce 29,8%, diz estudo

O lucro das 335 empresas capital aberto brasileiras no primeiro semestre de 2011 cresceu 29,8% em comparação ao mesmo período de 2010, mostra levantamento da Economatica, divulgadado nesta segunda-feira (29).
Segundo o levantamento, o lucro das empresas entre janeiro e junho atingiu R$ 108,9 bilhões, valor superior aos R$ 83,9 bilhões do 1º semestre de 2010. No crescimento nominal de R$ 25 bilhões o setor que teve a maior influência doi o de mineração que no mesmo período teve crescimento de R$ 12,3 bilhões.
O setor que concentrou o maior volume de lucros no primeiro semestre de 2011 foi o bancário, representado por 24 instituições, com R$ 24,9 bilhões, valor 19,0% superior ao do mesmo período de 2010.
Na segunda posição, está o setor de petróleo e gás com cinco empresas que juntas atingiram R$ 21,9 bilhões, valor 33,7% superior ao do mesmo período de 2010. Só a Petrobras respondeu por lucro de R$ 21,5 bilhões.
O setor de mineração aparece na terceira posição com lucro de R$ 21,8 bilhões, valor 131,4% superior ao do mesmo período de 2010. A Vale sozinha respondeu porum lucro de R$ 21,5 bilhões.
Juntos, os setores de bancos, petróleo&gás e mineração lucraram R$ 68,7 bilhões, o que representa 63,2 % do total do lucro das 335 empresas brasileiras de capital aberto brasileiras. Os mesmo três setores no primeiro semestre de 2010 lucraram R$ 46,8 bilhões, o que representou 55,9% do lucro de todas as empresas no primeiro semestre de 2010.
Dos 24 setores listados pela Economatica somente o de eletroeletrônicos apresentou prejuízo no primeiro semestre, de R$ 289 milhões.
Os valores utilizados pelo levantamento são nominais, ou seja, não são atualizados por inflação.

Pela 4ª semana seguida, mercado baixa previsão para o PIB de 2011

Os economistas do mercado financeiro subiram sua estimativa para a inflação deste ano ao mesmo tempo em que reduziram, pela quarta semana consecutiva, sua previsão para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2011, informou o Banco Central nesta segunda-feira (29) por meio do relatório de mercado, também conhecido como Focus.
Segundo o documento, que é fruto de pesquisa do BC com os bancos, a expectativa dos economistas das instituições financeiras para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano subiu de 6,28% para 6,31%. A previsão para o IPCA de 2012, por sua vez, permaneceu estável em 5,20%.
Sistema de metas de inflação
Pelo sistema de metas de inflação, que vigora no Brasil, o BC tem de calibrar os juros para atingir as metas pré-estabelecidas. Neste momento, a autoridade monetária já está nivelando a taxa de juros para atingir a meta do próximo ano. Em 12,50% ao ano, a taxa está no patamar mais alto desde o começo de 2009.
Para 2011 e 2012, a meta central de inflação é de 4,5%, com um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Deste modo, o IPCA pode ficar entre 2,5% e 6,5% sem que a meta seja formalmente descumprida.
Juros
Sobre a taxa de juros, a expectativa dos analistas dos bancos permaneceu em 12,50% ao ano (patamar atual da taxa) para o fechamento de 2011. Com isso, o mercado financeiro continua acreditando em estabilidade da taxa de juros até o fim deste ano.
Neste momento, o BC já está olhando o cenário de 2012 para calibrar a taxa de juros. A próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), colegiado que define os juros básicos da economia, está marcada para o fim do mês de agosto.
Para o fim do ano que vem, a taxa recuou de 12,50% para 12,38% ao ano. Isso quer dizer que o mercado financeiro passou a acreditar em redução dos juros no decorrer de 2012.
Crescimento econômico e câmbio
O mercado financeiro também baixou, na semana passada, a sua estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2011 de 3,84% para 3,79%. Esta é a quarta semana consecutiva que a previsão para o crescimento da economia diminui.
Os ajustes começaram após a piora da crise financeira internacional, com a revisão para baixo da nota dos Estados Unidos pela Standard & Poors. Para 2012, a previsão do mercado de crescimento da economia brasileira recuou de 4% para 3,90%.
Nesta edição do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2011 permaneceu inalterada em R$ 1,60 por dólar. Para o fechamento de 2012, a previsão do mercado financeiro para a taxa de câmbio ficou estável em R$ 1,65 por dólar.
Balança comercial
A projeção dos economistas do mercado financeiro para o superávit da balança comercial (exportações menos importações) em 2011 subiu de US$ 22,8 bilhões para US$ 22,9 bilhões na semana passada.
Para 2012, o BC revelou nesta segunda-feira que a previsão dos economistas para o saldo da balança comercial permaneceu estável em US$ 12,10 bilhões de superávit.
No caso dos investimentos estrangeiros diretos, a expectativa do mercado para o ingresso de 2011 ficou estável em US$ 55 bilhões. Para 2012, a projeção de entrada de investimentos no Brasil permaneceu intalterada US$ 50 bilhões.

Governo eleva meta de superávit primário para permitir queda de juros

 
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou nesta segunda-feira (29) – dois dias antes do anúncio da nova taxa básca de juros da economia – que governo decidiu aumentar a meta de superávit primário, a economia feita para pagar juros da dívida pública e manter sua trajetória de queda, em R$ 10 bilhões neste ano, o equivalente a entre 0,25% e 0,30% do Produto Interno Bruto (PIB).
Com isso, a meta subirá dos atuais R$ 117,9 bilhões, equivalentes a cerca de 3% do PIB, para R$ 127,9 bilhões, ou 3,3% do PIB, para todo o setor público (governo, estados, municípios e empresas estatais). O esforço fiscal a mais, que será implementado por meio de envio de um projeto de lei ao Congresso Nacional, será feito nas contas do governo federal, disse ele.
"O Brasil tem de se antecipar para impedir que essa deterioração [da economia mundial] acabe afetando os avanços que tivemos. Temos de tomar medidas preventivas para evitar o que aconteceu em 2008, quando houve desaceleração forte em um primeiro momento. Queremos estar mais preparados do que estávamos em 2008 para essa recessão internacional que se avizinha. O aumento [do superávit primário] se dá para impedir o aumento de gastos correntes e para abrir mais espaço para os investimentos subirem no país. Além disso, também viabiliza, no médio e longo prazo, a redução da taxa de juros. Quando o BC entender que é possível [reduzir a taxa]", disse Mantega.
Sem cortes de gastos
O aumento da meta de superávit primário em 2011 decorre do bom desempenho da arrecadação. Somente nos sete primeiros meses de 2011, a arrecadação subiu R$ 97,7 bilhões sobre igual período do ano passado, batendo novo recorde histórico. Com os bons números da receita de tributos, a meta de superávit primário do setor público totalizou R$ 91,9 bilhões até julho, o equivalente a 77,9% da meta anual de R$ 117,9 bilhões. "Não foi decidido nenhum novo corte. Estamos falando em não aumentar gastos, e não em cortar gastos já existentes", declarou ele.
Juros e controle da inflação
O entendimento do governo é que, retirando recursos da economia, por meio da elevação do chamado "superávit primário", a tarefa do Banco Central no controle da inflação ficaria mais fácil - permitindo um recuo mais rápido dos juros.
O governo já vinha sinalizando que pretendia conter os gastos públicos para permitir uma redução mais rápida da taxa Selic brasileira. Em audiência pública na última semana, na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal, o ministro Guido Mantega, da Fazenda, pediu apoio dos parlamentares para evitar aumento de gastos públicos. Ele informou, na ocasião, que a redução dos juros era uma das prioridades do governo brasileiro.
Atualmente, a taxa básica de juros da economia brasileira está em 12,5% ao ano. Em termos reais (após o abatimento da inflação prevista para os próximos 12 meses), a taxa está em 6,8% ao ano - a mais alta do mundo. Juros altos, por sua vez, atraem capitais para a economia brasileira, por conta da boa remuneração, pressionando para baixo a cotação do dólar. Isso torna as exportações mais caras e as compras do exterior mais baratas.
A próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, colegiado responsável por fixar os juros básicos da economia, está agendada para a próxima terça (30) e quarta (31). A expectativa dos analistas do mercado financeiro, porém, é que os juros não começarão a cair neste encontro porque a inflação em 12 meses ainda estaria alta. Para os economistas dos bancos, a redução dos juros começará a acontecer somente em 2012.
Para o ministro Guido Mantega, porém, não há necessidade de um "estímulo monetário", por meio da redução da taxa básica de juros, neste momento. "Não vejo necessidade de estímulo monetário neste momento, mas temos de estar atentos porque o cenário muda. Não estamos em uma situação normal. O mundo não vive momento de normalidade. Vive situação de instabilidade", explicou ele.
fonte: G1

Gasto do consumidor dos EUA se recupera em julho


O gasto do consumidor dos Estados Unidos teve em julho a maior alta dos últimos cinco meses, reforçando a percepção de que a economia do país não está voltando à recessão, embora as vendas pendentes de casas usadas tenham diminuído.
O Departamento de Comércio dos EUA informou que o consumo pessoal cresceu 0,8 por cento, a maior alta desde fevereiro, após queda de 0,1 por cento em junho. Economistas ouvidos pela Reuters previam alta de 0,5 por cento para o mês passado.
Quando ajustado para inflação, o gasto do consumidor subiu 0,5 por cento, o maior avanço em um ano e meio e a primeira oscilação positiva desde abril.
Os dados sugerem que a economia norte-americana começou o terceiro trimestre com certa força, depois de quase estagnar nos primeiros seis meses do ano.
Mas os riscos de uma nova recessão aumentaram após a forte queda das ações e a erosão da confiança do consumidor. Esses riscos foram destacados por um outro relatório divulgado nesta segunda-feira, que mostrou declínio de 1,3 por cento nas vendas pendentes de moradias no mês passado.
O mercado imobiliário dos EUA está sendo prejudicado pelo excesso de oferta de propriedades e é um dos pontos mais fracos da economia. As vendas pendentes de casas antecedem as vendas reais em um mês ou dois, e a redução dos contratos indica um volume menor de vendas em agosto.
SEM DESMORONAR
Apesar da alta do consumo em julho, economistas continuam preocupados com o lento ritmo de crescimento de renda.
A renda pessoal disponível subiu 0,3 por cento, mas caiu 0,1 por cento quando ajustada para inflação -- o primeiro declínio desde setembro.
'A economia não está desmoronando, mas nós precisamos de um crescimento melhor de renda se quisermos ter um crescimento decente, e isso continua um ponto de interrogação', disse Joel Naroff, economista-chefe da Naroff Economic Advisors em Holland, Pensilvânia.
'As empresas podem estar esperando para ver uma demanda melhor do consumidor antes de contratar, mas se elas não contratam, o aumento de renda será pequeno e o gasto ficará baixo.'
Com o gasto superando a renda real disponível, a taxa de poupança caiu a 582,8 bilhões de dólares, ante 638,6 bilhões em junho.
O relatório também mostrou que as pressões inflacionárias continuam elevadas. O índice de preços PCE subiu 0,4 por cento, após queda de 0,1 por cento em junho.
Ante julho do ano passado, o PCE subiu 2,8 por cento, a maior alta desde outubro de 2008, após avanço de 2,6 por cento em junho.
O núcleo do PCE -- que exclui alimentos e energia -- subiu 0,2 por cento pelo segundo mês consecutivo.

Sindicatos da Espanha convocam protestos contra limite de dívida


 Os principais sindicatos da Espanha organizaram protestos de rua contra a decisão do governo de estabelecer um limite constitucional no déficit orçamentário antes das eleições gerais em novembro.
O acordo surpresa da semana passada entre o governista Partido Socialista e o Partido Popular (PP), de oposição, para colocar em vigor uma rara emenda na Constituição, permitindo o limite, agradou os mercados internacionais, mas encontrou oposição na Espanha.
A emenda será debatida pelo Parlamento esta semana, com a Câmara Alta prevista para votar no dia 7 de setembro.
'Os planos deles de reduzir o déficit atual só serão alcançados em detrimento da sociedade e da economia', disse a repórteres nesta segunda-feira Ramon Gorriz, secretário do maior sindicato comercial da Espanha, o Comisiones Obreras.
Os sindicatos convocaram encontros e manifestações entre 31 de agosto e 6 de setembro, para pedir que legisladores votem contra a emenda e exijam um referendo, caso seja aprovada.
A emenda seria a segunda desde que a Constituição da Espanha foi escrita em 1978, depois do término da ditadura de Francisco Franco. Não serão incluídos números específicos para o limite de déficit, que serão definidos em uma lei separada antes de 30 de junho de 2012.
O acordo bipartidário deve entrar em vigor em 2020 e segue pedidos da Alemanha e da França para que a Espanha e outras nações sofrendo com a crise de dívida da zona do euro estabeleçam limites sobre seus déficits, para reconquistar a confiança dos investidores.
A Espanha cortou o déficit do setor público, um dos maiores da zona do euro, para o nível esperado de cerca de 6 por cento do Produto Interno Bruto, de 11,1 por cento em 2009.

Ibovespa mantém trajetória de alta ao lado de bolsas internacionais


Buscando recuperar as perdas acumuladas desde o início do mês, o Ibovespa apresenta alta de 2,00% no início da tarde desta segunda-feira (29) aos 54.415 pontos e volume financeiro de R$ 1,540 bihão.
O principal índice da bolsa brasileira segue na esteira da melhora na percepção de risco global, embora o risco de recessão nos EUA e a crise fiscal na Europa estejam distantes de uma solução final.
Sob uma perspectiva mais pontual, a bolsa brasileira reverbera boa receptividade diantes indicadores norte-americanos sobre os dados do consumidor e do setor imobiliário, além dos ganhos que também são observados na Europa, em meio à fusão entre dois dos seus três maiores bancos, o Eurobank e o Alpha Bank, em resposta à crise que assola o país.
Focus reduz projeção do PIB
Além disto, investidores brasileiros também digerem, como de praxe às segundas-feiras, a divulgação do Relatório Focus. O destaque, segundo analistas, foi a projeção para o PIB (Produto Interno Bruto).
“As reduções do PIB para 2011 e 2012 aconteceram após declarações do Ministro Mantega e da presidente Dilma, que reduziram a projeção do PIB para 4%, além do próprio cenário externo negativo” avaliam os economistas da Rosenberg Consultores Associados.
Altas e baixas
O principal destaque positivo fica com as ações TIM (TIMP3), que registram valorização de 5,42% e são cotadas a R$ 9,92. Com essa variação, a alta acumulada desde o início do ano chega a 49,23%.
Por outro lado, o pior desempenho fica com os papéis Natura (NATU3), que são cotados a R$ 38,55 e apresentam baixa de 0,54%.
As maiores altas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:
As maiores baixas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:
Bolsas internacionais
Nos EUA, os principais índices de ações apresentam forte alta, com ganhos próximos a 2%. Por lá, investidores buscam recuperar as perdas acumuladas frente ao nervosismo deflagrado em agosto, e para tanto contam com boa receptividade dos números do Núcleo do PCE e do Pending Home Sales nesta sessão.
Enquanto isso, na Europa, os principais índices acionários caminham para fechamento com ganhos ao redor de 2,5%. Além da fusão entre bancos gregos, a semana deve contar com agenda focada nas negociações acerca das exigências extras que a Finlândia faz para aprovar uma nova rodada de resgate a Atenas, provocando oposição por parte da Zona do Euro.
Juros e câmbio
As taxas dos principais contratos de juros futuros operam em queda nesta segunda-feira, em semana marcada pela reunião do Copom (Comitê de Política Monetária). Por ora, o mercado repercute o relatório Focus, que pela terceira semana consecutiva manteve a taxa básica de juro em 12,50% para 2011.
Por fim, o dólar comercial está sendo cotado a R$ 1,5960 na compra e R$ 1,5980 na venda, baixa de 0,44% em relação ao fechamento anterior. 

Resumo Matinal

O clima de expectativa em relação ao discurso do presidente do Federal Reserve, Ben
Bernanke, norteou os mercados na sexta-feira. Mesmo sem nenhum anúncio de novas
medidas de estímulo para a economia norte-americana, as bolsas mantiveram a cautela
vista durante a semana e aguardam novos dados econômicos que possam dar
um alento. As bolsas europeias tiveram leves quedas. EUA e Brasil seguraram no terreno
positivo e fecharam no azul. O Ibovespa encerrou o dia com valorização de
0,75% aos 53.350 pontos e com volume negociado de R$ 5,03 bilhões.
Hoje, a maioria dos mercados acionários da Ásia encerrou esta jornada com valorização.
Os investidores deram atenção às palavras do presidente do banco central americano,
Ben Bernanke, que discursou na sexta-feira, ao quadro político no Japão e à
possibilidade de novas medidas de aperto monetário na China.
Em Tóquio, o Nikkei 225 subiu 0,61% e alcançou 8.851,35 pontos. O Hang Seng, de
Hong Kong, aumentou 1,44%, ficando em 19.865,11 pontos. Na praça de Sydney, o
S&P/ASX 200 teve valorização de 1,51%, aos 4.263,30 pontos. Em Seul, o Kospi avançou
2,84%, para 1.829,50 pontos. Na contramão, o Shanghai Composite, de Xangai,
declinou 1,37%, aos 2.576,41 pontos, diante de comentários que circularam pelo
mercado de novas medidas de aperto para moderar o crédito e combater a inflação.
A semana abre com o Boletim Focus, do Banco Central (BC) brasileiro, e a variação
nas expectativas de inflação e crescimento. Nos EUA, saem dados sobre a renda e
gasto do americano, que devem mostrar alta de 0,3% e 0,5%, respectivamente, na
passagem de junho para julho. Também é conhecido o índice de atividade do Fed de
Dallas.
HORÁRIO

Focus chama a atenção de analistas pela redução do PIB para 2011 e 2012

 O destaque, segundo analistas, da última edição do relatório Focus, divulgado nesta segunda-feira (29), foi a projeção para o PIB (Produto Interno Bruto) tanto para este ano como para 2012.
“As reduções do PIB para 2011 e 2012 aconteceram após declarações do Ministro [da Fazenda] Guido Mantega e da presidente Dilma, que reduziram a projeção do PIB para 4%, além do próprio cenário externo negativo”, avaliam os economistas da Rosenberg Consultores Associados.
Na última previsão do relatório, o PIB 2011 passou de 3,84% para 3,79%, redução acumulada 0,17 pontos percentuais nas últimas 4 semanas. Já para 2012 a projeção caiu para 3,90%, após um longo período em 4%.
“Em contraste com a evolução das expectativas de inflação, a projeção mediana de crescimento do PIB em 2011 continuou sendo ajustada para baixo”, avalia a LCA Corretora.
Segundo a corretora, os indícios mais consistentes de desaceleração da atividade doméstica, atestado pelo desempenho recente do IBC-Br, e a maior probabilidade de um cenário de “duplo-mergulho” da economia internacional deverão continuar contribuindo para novos ajustes baixistas nas expectativas de crescimento.
Selic
O relatório por sua vez, segue com a projeção de 12,50% para a Selic em 2011, indicando que avaliação sobre os próximos passos da política monetária foi mantida. “O mercado continua apostando que o Copom encerará o atual ciclo de alta da Selic na reunião desta semana (marcada para os dias 30 e 31). Não obstante, o consenso antecipou a expectativa de redução da taxa básica para outubro de 2012, projetando queda de 0,12%”, ressaltam os analistas da LCA.
O time da corretora acredita ainda que diante do quadro externo incerto e o aparente conforto do BC com as perspectivas para a inflação, é bastante provável que o juro permaneça estável na reunião desta semana. Ainda assim, segundo eles, o quadro inflacionário segue bastante desafiador, sobretudo se a economia mundial não colapsar, hipótese que, apesar dos riscos, parece ainda a mais provável para a equipe de analistas.
“Portanto, também avaliamos como precipitada a aposta embutida nas taxas de juros de queda da Selic. A persistente deterioração das expectativas de inflação e os dados mais recentes da PME confirmando a resistência do mercado de trabalho exigirão cautela adicional por parte do BC, e não validam uma inversão na trajetória da política monetária”, conclui a LCA.

domingo, 28 de agosto de 2011

escolas de negócios


Resumo da Semana

O clima de expectativa em relação ao discurso do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, norteou
os mercados hoje. Mesmo sem nenhum anúncio de novas medidas de estímulo para a economia
norte-americana, as bolsas mantiveram a cautela vista durante a semana e aguardam novos dados
econômicos que possam dar um alento. As bolsas europeias tiveram leves quedas. EUA e Brasil seguraram
no terreno positivo e fecharam no azul.
O tão aguardado discurso do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, em Jackson Hole, EUA,
não trouxe nenhum sinal de ação concreta para estimular a economia norte-americana. Mas os investidores
ficaram animados depois que o presidente do Fed afirmou que os Estados Unidos estão no caminho
para o crescimento de longo prazo. Além disso, Bernanke deixou abertas as possibilidades de mais
ação caso uma nova recessão pareça provável. No entanto, ele não anunciou nenhuma nova medida de
estímulo. "É claro que a recuperação após a crise tem sido muito menos robusta que nós esperávamos",
disse ele. O adiamento para setembro do anúncio de eventuais e novas decisões de política monetária
provocou bastante volatilidade nos mercados.
No mesmo dia, os EUA divulgaram que o PIB do país registrou alta de 1% no segundo trimestre, variação
revisada, ante 1,3% na primeira divulgação. O número definitivo será anunciado em setembro. O
percentual ficou levemente abaixo do que esperavam os analistas, de 1,1%.
Por aqui, o Banco Central anunciou que o governo central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco
Central) registrou saldo positivo de R$ 66,9 bilhões nos sete primeiros meses do ano, valor que corresponde
a 81,8% da meta para todo o ano.
No mercado corporativo, Usiminas figurou entre as quedas. A siderúrgica mineira voltou a integrar as
maiores perdas da Bolsa, depois da forte queda de ontem, quando o papel PNA se desvalorizou 5,76%
e o ON perdeu 4,00%.
Com toda certeza o mercado vai entrar na próxima semana esquentado com as noticias sobre a 1° semestre positivo do Brasil.

Bem Vindos

É isso ai estamos de volta, com muito mas novidades para os nossos seguidores, com a melhor equipe de analises de mercado financeiro do mercado.

sábado, 27 de agosto de 2011

DESTAQUES DO DIA

A criação de vagas de emprego nos EUA acima do esperado em março animou a rodada de negócios deste
primeiro de abril. Sem pegadinhas, os investidores aproveitaram o ambiente favorável e foram às compras. Na
Europa, as bolsas fecharam no maior patamar em mais de três semanas. Nos EUA, os índices acionários ficaram
no azul. No Brasil, o Ibovespa acompanhou o entusiasmo e também acabou no campo positivo.
Os EUA brindaram os investidores com o seu "Payroll". O mercado de trabalho norte-americano criou 216 mil
vagas de trabalho em março, refletindo oferta de 230 mil novos postos pelo setor privado. O setor privado responde
por cerca de 70% do trabalho oferecido nos EUA. O número de vagas criadas em março superou a previsão
dos economistas que esperam um aumento, em média, de 195 mil novos postos.
Ainda em terras americanas, a entidade privada ISM (Instituto de Gestão de Fornecimento, na sigla em inglês)
reportou expansão do setor manufatureiro em março. O índice ISM para o setor teve uma leitura de 61,2 pontos
em março ante 61,4 em fevereiro. Pela metodologia, qualquer leitura acima de 50 pontos indica aumento do
nível de atividade.
Azedando um pouco, a agência de rating Fitch rebaixou a nota de crédito de Portugal em três degraus, afirmando
que é pouco provável que o país receba apoio externo durante a campanha eleitoral. Portugal tem agora a
nota BBB-, a mais baixa de grau de investimento do sistema Fitch.
No Brasil, a balança comercial registrou superávit de US$ 1,552 bilhão em março. No mês, as exportações somaram
US$ 19,286 bilhões, com média diária de US$ 918,4 milhões, enquanto as importações chegaram a US$
17,734 bilhões, com média de US$ 844,5 milhões.
E o IBGE, apontou um crescimento de 1,9% para a produção industrial em fevereiro. A expansão em fevereiro é
a maior desde março de 2010 (3,5%).
No mercado corporativo, as ações da Vale continuam repercutindo o noticiário em torno de mudanças no comando
da mineradora. Ontem à noite, a Vale iniciou formalmente o processo de sucessão de seu diretorpresidente,
Roger Agnelli, ao anunciar a contratação de uma empresa de seleção de executivos (headhunter)
para selecionar um substituto para o cargo.