terça-feira, 6 de setembro de 2011

Dólar fecha em alta pelo quarto pregão consecutivo

O dólar subiu pelo quarto dia consecutivo nesta segunda-feira (5), atingindo R$ 1,65 com o aumento da preocupação sobre a dívida na zona do euro.
A moeda norte-americana avançou 0,86%, a R$ 1,6505 para venda. É a maior cotação de fechamento desde 29 de março, quando o dólar ficou a R$ 1,654.
Só em setembro, o dólar acumula valorização de 3,64%. No ano, a cotação ainda recua, mas é queda já não é tão expressiva, de apenas 0,93%.
Cenário externo
O feriado do Dia do Trabalho nos Estados Unidos reduziu o volume de operações, com apenas 160 mil contratos negociados no principal vencimento futuro até as 17h, a uma hora do fechamento na BM&FBovespa. A média no ano é de 315 mil.
O feriado norte-americano também colocou o foco dos investidores nos problemas da dívida na zona do euro, provocando um novo surto de aversão a risco.
"O euro estava em US$ 1,45 na terça-feira, e agora está a US$ 1,41. Perdeu bastante valor", disse o economista-chefe da corretora BGC Liquidez, Alfredo Barbutti, citando a falta de progresso nas negociações entre Grécia, União Europeia e Fundo Monetário Internacional (FMI) para o pagamento da próxima parcela da ajuda como um dos motivos.
Os outros pontos de tensão são Itália, onde o mercado desconfia cada vez mais da capacidade do governo de implementar as reformas fiscais, e a Alemanha, onde o partido da chanceler Angela Merkel demonstrou ter menor apoio popular ao perder votos em uma eleição regional no fim de semana.
A moeda brasileira também tem sido prejudicada pela reação do mercado à diminuição da taxa básica de juros do Brasil, de 12,5% para 12% ao ano, na semana passada. Na opinião da equipe de câmbio da Bronw Brothers Harriman, em relatório, o real deve continuar a ter um desempenho mais fraco que outras moedas emergentes nesta semana.
Para a economista da corretora Link, Marianna Costa, a rápida subida do dólar pode conduzir a moeda a R$ 1,70 nos próximos dias, mas esse patamar provavelmente será um limite. Segundo ela, a taxa de câmbio deve voltar a cerca de R$ 1,60 nos próximos meses.
A taxa Ptax , calculada pelo Banco Central (BC) e usada como referência para os ajustes de contratos futuros e outros derivativos de câmbio, fechou a R$ 1,6522 para venda, em alta de 1,1%.
O BC manteve o padrão de intervenções dos últimos dias, com apenas um leilão de compra de dólares no mercado à vista

Bovespa cai mais de 2,5% nesta segunda, em dia de volume fraco

O medo de uma crise mais profunda na Europa contaminou a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) nesta segunda-feira (5), em um dia de volume reduzido por causa do feriado no mercado norte-americano.
O Ibovespa recuou 2,71%, aos 54.998 pontos. O volume financeiro do pregão foi de apenas R$ 3,3 bilhões, menos da metade da média de 6,56 bilhões no ano por causa do feriado do Dia do Trabalho nos Estados Unidos.
Na sexta-feira, após uma sequência de cinco altas seguidas, o principal indicador do mercado acionário brasileiro fechou em queda de 2,73%.
Em setembro, o Ibovespa acumula queda de 2,65%; no ano, a baixa chega a 20,64%.
Na opinião da chefe da área de gestão de fortunas da corretora Mirae Securities, Luciana Pazos, a queda deste pregão pode ter sido apenas uma realização de lucros após a forte alta da semana passada, mas é preciso aguardar a abertura do mercado norte-americano na terça-feira para ter mais segurança.
"A gente sabe que a bolsa brasileira é uma das mais baratas do mundo", afirmou Pazos. "Mas, enquanto a gente tiver esse cenário tão ruim lá fora, é difícil apostar em uma recuperação aqui", concluiu.
O principal índice das ações europeias caiu mais de 4% nesta segunda em meio à falta de progresso nas negociações entre Grécia, União Europeia (UE) e Fundo Monetário Internacional (FMI) para o desembolso da próxima parcela da ajuda a Atenas.
Os outros pontos de tensão são Itália, onde o mercado desconfia cada vez mais da capacidade do governo de implementar as reformas fiscais, e a Alemanha, onde o partido da chanceler Angela Merkel demonstrou ter menor apoio popular ao perder votos em uma eleição regional no fim de semana.
A ação preferencial de Vale teve o maior volume do pregão, com queda de 1,66%, a R$ 39,68, seguida do papel equivalente da Petrobras, com baixa de 1,67%, a R$ 20,03.
Uma das maiores quedas do Ibovespa foi das ações da TIM, com variação de 5,82%, a R$ 8,90. Entre seis ações que subiram no Ibovespa, a produtora de carnes Marfrig teve a maior alta, de 2,04%, a R$ 8,50. Apesar da valorização, a empresa ainda acumula perda de mais de 40% desde o fim de julho, após vendas provocadas por uma rápida desvalorização de um fundo de investimentos em meio ao aumento da aversão global a risco.

Petróleo cai mais de US$ 2 em Londres com temor dos mercados

O preço do petróleo caiu mais de US$ 2 em Londres nesta segunda-feira (5) em linha com o temor que afligiu os mercados na Europa. Também pesou o movimento no câmbio e o receio de uma nova recessão nos Estados Unidos.
Em Londres, o Brent para outubro caiu US$ 2,28, para US$ 110,08 o barril. Em Nova York, não houve pregão em função do feriado do Dia do Trabalho.
Os mercados operaram no vermelho nesta segunda-feira em meio às turbulências da crise da dívida soberana na Europa. Entre as notícias, o partido da chanceler alemã Angela Merkel sofreu uma derrota política na eleição de Mecklenburg-Pomerânia Ocidental, o que pode prejudicar um socorro à Grécia.
Também pela Europa, há o temor de rebaixamento do rating da Itália. A agência de classificação de risco Moody's informou que mantém a nota do país em análise.
Ainda nesta segunda-feira o Japão informou que vai aumentar os estoques de emergência de gasolina como forma de acelerar a distribuição de ajuda após grandes desastres, de acordo com o diário Nikkei.
Atualmente, o petróleo bruto representa mais de 99% das reservas do país. A mudança na composição das reservas ocorre à luz da escassez de gasolina e outros combustíveis no nordeste do Japão, assim como na região metropolitana da grande Tóquio, após o terremoto e tsunami de 11 de março.
O governo japonês pretende aumentar o porcentual de produtos refinados, incluindo querosene e diesel, para ao redor de 5% e manter estoques suficientes para três a sete dias de consumo em cada região.

Bolsas asiáticas fecham em baixa por preocupação com Europa

A maioria das principais bolsas de valores asiáticas fechou em queda nesta terça-feira (6), com temores de que a crise de dívida da Europa esteja piorando, podendo desencadear uma segunda crise bancária.
O índice referencial das ações europeias tombou quase 4% no último pregão, com o setor financeiro caindo ao menor nível em mais de dois anos.
Homem caminha em frente a painel que mostra as cotações dos índices em Tóquio (6/09) (Foto: Reuters)
"É a doença europeia que está infectando os mercados ao redor do mundo no momento", comentou Michael Heffernan, estrategista do Austock Group, na Austrália.
Ampliando o tom negativo, há preocupação de que os Estados Unidos possam estar voltando à recessão, com uma série de dados econômicos fracos, principalmente sobre o desemprego. A economia norte-americana não conseguiu abrir postos de trabalho no mês passado.
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No entanto, o presidente do Banco Mundial (Bird), Robert Zoellick, afirmou nesta terça-feira que os Estados Unidos não estão ameaçados por uma recessão, apesar da crescente preocupação com a maior economia mundial.
"Não acredito que os Estados Unidos e o mundo entrem de novo em recessão", declarou Zoellick durante uma conferência em Cingapura.
O mais recente foco da crise de dívida europeia é a Itália, cujos bônus foram vendidos na segunda-feira em meio a receios de que Roma não esteja fazendo o suficiente para controlar a dívida pública. Os rendimentos dos bônus italianos de dez anos subiram para quase 5,6 por cento, a maior taxa desde o começo de agosto.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Bolsas europeias operam com perdas acima de 3%

As bolsas europeias operavam em baixas expressivas nesta segunda-feira (5) pelo temor de uma recessão nos Estados Unidos e afetadas pela crise da dívida, assim como por um forte retrocesso dos valores bancários. Na sexta-feira, o Departamento do Trabalho dos Estados Unidos informou que não foram criados postos de trabalho no país em agosto.
Na última quinta-feira (1º), a Casa Branca reduziu sua previsão para a economia dos Estados Unidos, mostrando que o desemprego pode ficar em média em 9% em 2012 e prevendo um crescimento menor do que o esperado para os próximos anos. A administração do presidente Barack Obama, em sua revisão anual de meio de ano, disse que o crescimento econômico pode desacelerar para 1,7% em 2011. Em fevereiro, a administração federal havia previsto que a economia cresceria 2,7% este ano.
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A Casa Branca diz que a nova previsão reflete a deterioração das condições econômicas nos últimos meses. No segundo trimestre deste ano, o Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos cresceu 1,3%, em taxa anual, de acordo com a primeira estimativa.
Desde então, indicadores de vários setores, da produção industrial ao mercado de trabalho, continuam fracos, gerando temores de que a economia pode voltar à recessão.
Perto das 9h (horário de Brasília), Paris perdia mais de 3%, assim como Madri, Frankfurt e Milão. Em Londres, retrocedia perto de 2%.
Operadores trabalham na Bolsa de Frankfurt, na Alemanha (5/09) (Foto: Reuters)
Operadores trabalham na Bolsa de Frankfurt, na Alemanha (5/09) (Foto: Reuters)
"Os investidores começaram a semana na defensiva, com fortes perdas em todos os índices europeus, em consequência das inquietações a respeito do crescimento mundial", afirmou Joshua Raymond, analista da City Index.
Os valores bancários, especialmente britânicos, alemães e franceses, registravam fortes quedas após a ação iniciada na sexta-feira pelo governo americano contra 17 bancos e instituições financeiras de todo o mundo por fraude na concessão de créditos hipotecários de risco, as chamadas "subprimes".
Em Londres, o Royal Bank of Scotland (RBS) perdia 8,33% e o Barclays 7,45%; em Frankfurt, o Deutsche Bank recuava mais de 5% e o Commerzbank mais de 4%. A cotação do Société Générale em Paris retrocedia mais de 4%.
Nas quedas dos valores bancários, além da demanda americana, também influencia o medo dos investidores pela crise da dívida grega e, no caso do Reino Unido, a incerteza sobre as consequências da próxima reforma bancária no país.
Wall Street permanecerá fechada nesta segunda-feira, feriado nos Estados Unidos.

Bolsas da Ásia caem diante de pessimismo sobre economia

As bolsas de valores asiáticas fecharam em forte queda nesta segunda-feira (5), com investidores vendendo ativos de maior risco por temores sobre a crise de dívida da zona do euro e a possibilidade de uma nova recessão nos Estados Unidos.
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Dados mostraram na sexta-feira que a maior economia do mundo não gerou empregos no mês passado.
Na última quinta-feira (1º), a Casa Branca reduziu sua previsão para a economia dos Estados Unidos, mostrando que o desemprego pode ficar em média em 9% em 2012 e prevendo um crescimento menor do que o esperado para os próximos anos. A administração do presidente Barack Obama, em sua revisão anual de meio de ano, disse que o crescimento econômico pode desacelerar para 1,7% em 2011. Em fevereiro, a administração federal havia previsto que a economia cresceria 2,7% este ano.
Enquanto isso, a Europa enfrenta uma série de testes políticos nesta semana, que podem prejudicar os esforços para resolver a crise de dívida e aumentar a pressão para que os governos tentem soluções mais radicais.
'Nessa atmosfera, os investidores estrangeiros devem permanecer avessos a riscoas e inativos', avaliou Mitsushige Akino, gestor de fundos da Ichiyoshi Investment Management, em Tóquio.

Medo da recessão derruba bolsas; ações do setor bancário sofre perdas

A semana começa com fortes prejuízos nas principais bolsas de valores da Ásia e da Europa. O medo de recessão global foi reforçado com os números de desemprego divulgados na sexta-feira (2) nos Estados Unidos.
A Bolsa de Tóquio caiu 3%; na China, 2%; e na Coreia do Sul, mais de 4%. Na Europa, os principais mercados operam em baixa de 2% a 3%.
As ações do setor bancário sofreram fortes perdas depois que o governo americano começou a investigar a concessão de créditos de risco para o setor imobiliário.

Dólar opera em alta nesta segunda-feira

O dólar comercial opera em alta nesta segunda-feira (5). Perto das 11h50, a moeda subia 1,22%, a R$ 1,656 na venda.
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Na sexta-feira (2), o dólar subiu mais de 1% pelo segundo dia consecutivo, fechando no maior nível desde março em um dia de pessimismo nos mercados internacionais com a divulgação de dado do emprego nos Estados Unidos.
A alta também foi estimulada, assim como na quinta-feira, pela redução surpresa da taxa básica de juros pelo Banco Central.
A moeda norte-americana fechou em alta de 1,22%, vendida a R$ 1,6365, maior valor desde 29 de março. quando a divisa fechou valendo R$ 1,6540.

Magnata da mineração é preso por corrupção na Índia

A polícia prendeu nesta segunda-feira (5) um influente político de oposição do Estado de Karnataka, na Índia, acusado de produzir minério de ferro ilegalmente.
G. Janardhana Reddy foi detido em sua casa no começo da manhã por agentes federais. Imóveis dele foram revistados, e seu primo Srinivasa Reddy, diretor-gerente da mineradora da família, a Obulapuram Mining Company (OMC), também foi preso.
Reddy (no centro) é levado ao escritório da Secretaria de Investigação depois de ser preso em Hyderabad "As acusações são de conspiração, fraude e irregularidades sob a lei de mineração", disse uma porta-voz do Departamento Central de Investigações em Nova Délhi.
O partido oposicionista Bharatiya Janata, que governa Karnataka, disse que as prisões foram uma "vingança" do governo federal de centro-esquerda.
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O primeiro-ministro Manmohan Singh está sendo pressionado para demonstrar firmeza contra a corrupção, assunto que ganhou relevância no país em agosto, quando o ativista Anna Hazare, de 74 anos, fez uma greve de fome de quase duas semanas para exigir leis mais rígidas nesse sentido. As medidas propostas pelo governo ainda estão tramitando no Parlamento.
Singh também sofre críticas pela maneira como o governo reagiu a escândalos envolvendo bilhões de dólares nos setores de telecomunicações, esportes e mineração.
As suspeitas de irregularidade na mineração atingem o único Estado governado pelo Bharatiya Janata no sul da Índia, e pode abalar as perspectivas do partido num Estado que já foi visto como um trampolim para o seu crescimento eleitoral no populoso sul da Índia.
A polícia disse que as prisões desta segunda-feira disseram respeito a suspeitas de extração ilegal de minérios no Estado de Andhra Pradesh, onde a Obulapuram também opera. A empresa não se manifestou.

Pedidos de seguro-desemprego nos EUA caem 12 mil

 O número de pessoas que entraram com pedidos de seguro-desemprego nos EUA na semana terminada em 27 de agosto caiu em 12 mil, para o nível sazonalmente ajustado de 409 mil. O Departamento de Trabalho, que divulga os números, revisou o total de pedidos da semana anterior de 417 mil para 421 mil.
Economistas previam, em média, uma queda menor, de 7 mil pedidos. O nível total, no entanto, é considerado alto demais; os analistas geralmente consideram que a economia está criando mais empregos do que eliminando quando o nível total fica abaixo de 400 mil.
A média móvel em quatro semanas do número de pedidos, que suaviza oscilações semanais, aumentou em 1.750, para 410.250. Já o número daqueles que sacaram o auxílio por mais de uma semana caiu em 18 mil, para 3,735 milhões, na semana até 20 de agosto, a última para a qual o dado está disponível.
A taxa de desemprego entre quem tem direito ao benefício permaneceu em 3,0% também na semana até 20 de agosto.

EUA reduzem para 1,7% previsão de crescimento do PIB para 2011

A Casa Branca reduziu nesta quinta-feira (1º) sua previsão para a economia dos Estados Unidos, mostrando que o desemprego pode ficar em média em 9% em 2012 e prevendo um crescimento menor do que o esperado para os próximos anos.
A administração do presidente Barack Obama, em sua revisão anual de meio de ano, disse que o crescimento econômico pode desacelerar para 1,7% em 2011. Em fevereiro, a administração federal havia previsto que a economia cresceria 2,7% este ano.
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O déficit este ano deve ficar em US$ 1,3 trilhão, cerca de 20% menor do que o previsto em fevereiro (US$ 1,65 trilhão).
A nova projeção econômica é divulgada apenas uma semana antes do presidente Obama fazer um discurso no Congresso, quando deve delinear um novo plano para impulsionar a geração de emprego e reduzir o déficit do país. Atualmente, cerca de 14 milhões de americanos estão sem trabalho e a taxa de desemprego está em 9,1%.
A Casa Branca diz que a nova previsão reflete a deterioração das condições econômicas nos últimos meses. Em julho, o governo disse que o Produto Interno Bruto (PIB) teve um crescimento mínimo no primeiro semestre e que a recessão de 2008 e 2009 foi maior do que o estimado anteriormente. Desde então, indicadores de vários setores, da produção industrial ao mercado de trabalho, continuam fracos, gerando temores de que a economia pode voltar à recessão.
A previsão da administração federal inclui duas estimativas. A primeira abrange dados até junho e a segunda até agosto, "para refletir a substancial turbulência econômica dos últimos dois meses", diz a Casa Branca.

Bovespa acompanha mercado internacional e opera em queda.

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera em baixa nesta segunda-feira (5), acompanhando o cenário do mercado externo.

Às 11h44, o principal índice das ações brasileiras, o Ibovespa, caía 2,68%, aos 55.015 pontos, no começo de um pregão com volume reduzido em meio ao feriado nos Estados Unidos.
As bolsas europeias operam em baixas expressivas neste início de semana, pelo temor de uma recessão nos Estados Unidos e afetadas pela crise da dívida, assim como por um forte retrocesso dos valores bancários.
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Na sexta-feira, o Departamento do Trabalho dos Estados Unidos informou que não foram criados postos de trabalho no país em agosto.
Perto das 11h40 (horário de Brasília), Frankfurt tinha queda de quase 6%. Paris e Madri caíam quase 5%. Londres cedia quase 4% e Milão, mais de  5%.
O índice FTSEurofirst 300, que mede o desempenho das principais ações europeias, caía mais de 4%, pouco aos 910 pontos.
Mercado asiáticoAs bolsas asiáticas também caíram nesta segunda-feira. O índice do mercado japonês Nikkei caiu 1,86%. O índice de Seul recuou 4,39%. O mercado se desvalorizou 2,95% em Hong Kong e 2,65% em Taiwan , enquanto o índice referencial de Xangai perdeu 1,96%. Cingapura encerrou em queda de 2,46% e Sydney recuou 2,38%.
Na sexta-feira (2), depois de uma sequência de cinco altas seguidas, a Bovespa fechou em queda de quase 3%, após dados decepcionantes sobre o mercado de trabalho dos Estados Unidos em agosto. O Ibovespa recuou 2,73%, aos 56.531 pontos. O volume financeiro do pregão desta sexta-feira foi de R$ 7,11 bilhões.
Na semana, o principal indicador do mercado acionário brasileiro subiu 5,96%. No ano, o Ibovespa tem queda acumulada de 18,43%.
Também na sexta, as principais bolsas de valores dos Estados Unidos fecharam em queda de mais de 2%. O índice Dow Jones, referência da Bolsa de Nova York, recuou 2,2%, para 11.240 pontos. O Standard & Poor's 500 teve desvalorização de 2,53%, para 1.173 pontos. O termômetro de tecnologia Nasdaq caiu 2,58%, para 2.480 pontos. No acumulado da semana, o Dow recuou 0,4%, e o S&P 500 cedeu 0,2%, enquanto o Nasdaq ficou praticamente estável.
Na última quinta-feira (1º), a Casa Branca reduziu sua previsão para a economia dos Estados Unidos, mostrando que o desemprego pode ficar em média em 9% em 2012 e prevendo um crescimento menor do que o esperado para os próximos anos.
A administração do presidente Barack Obama, em sua revisão anual de meio de ano, disse que o crescimento econômico pode desacelerar para 1,7% em 2011. Em fevereiro, a administração federal havia previsto que a economia cresceria 2,7% este ano.
A Casa Branca diz que a nova previsão reflete a deterioração das condições econômicas nos últimos meses. No segundo trimestre deste ano, o Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos cresceu 1,3%, em taxa anual, de acordo com a primeira estimativa.