Policiais começaram na madrugada desta terça-feira (15) a retirar os
manifestantes do movimento "Ocupem Wall Street" no Parque Zuccotti, no
distrito financeiro de Nova York, onde eles estavam acampados desde
setembro.
Barracos foram removidas, houve resistência, e pelo menos 70 pessoas
foram detidas. Muitas delas estavam acorrentadas umas às outras numa
tentativa de impedir a retirada. Mas, segundo um porta-voz da polícia, a
maioria das pessoas saiu voluntariamente.
As autoridades argumentaram que a ocupação do parque era um risco à saúde e à segurança públicas.
Dezenas de policiais cercaram o parque, que foi iluminado com spots, e mantiveram a população à distância.
Manifestante relaxa sobre carro da política nesta terça-feira (15) durante desocupação em Manhattan (Foto: AFP)
Muitas pessoas foram ao local prestar solidariedade, após os membros do
movimento anticapitalista terem mandado alertas sobre a desocupação
iminente.
Manifestantes protestam durante a desocupação na madrugada desta terça-feira (15) em Nova York (Foto: AP)
"Eles nos deram cerca de 20 minutos para juntar nossas coisas", disse o manifestante Sam Wood. "É duro de assistir."
O prefeito da cidade de Nova York, Michael Bloomberg, defendeu a medida
para expulsar os manifestantes e destruir sua cidade de barracas.
"Infelizmente, o parque estava se tornando um lugar onde muitas pessoas vieram não para protestar, mas para infringir leis, e em alguns casos, prejudicar os outros. Houve relatos de empresas ameaçadas e reclamações sobre o barulho e as condições sanitárias precárias que têm afetado gravemente a qualidade de vida dos moradores e dos comerciantes nesse bairro próspero", disse Bloomberg em comunicado.
"Infelizmente, o parque estava se tornando um lugar onde muitas pessoas vieram não para protestar, mas para infringir leis, e em alguns casos, prejudicar os outros. Houve relatos de empresas ameaçadas e reclamações sobre o barulho e as condições sanitárias precárias que têm afetado gravemente a qualidade de vida dos moradores e dos comerciantes nesse bairro próspero", disse Bloomberg em comunicado.
Os manifestantes montaram acampamento no local em 17 de setembro para
protestar contra o sistema financeiro que, segundo eles, beneficia
apenas as grandes corporações e os ricos.
O movimento inspirou protestos semelhantes em várias cidades, em outros
países e inclusive no Brasil. Em vários casos, houve confrontos entre
manifestantes e a polícia, como em Oakland, na Califórnia.
A prefeitura disse que os manifestantes deveriam "deixar
temporariamente" o parque e remover suas barracas. Eles poderiam voltar,
mas sem as tendas.
"Manifestantes tiveram dois meses para ocupar o parque com barracas e
sacos de dormir. Agora terão que ocupar o espaço com o poder de seus
argumentos", disse Bloomberg.
Manifestantes prometeram que a expulsão do parque que se tornou o epicentro do movimento não os deteria e algumas centenas de pessoas se reuniram em outra praça de Manhattan.
A polícia formou barricadas nas ruas ao redor do parque, que foi iluminada com holofotes. A operação começou à 1h (horário local) e os últimos manifestantes haviam sido expulsos aproximadamente às 4h15. Autoridades varreram o parque e retiraram grandes quantidades de entulho.
Browne disse que a cidade e os donos do parque, a corporação imobiliária Brookfield Office Properties, distribuiu panfletos aos manifestantes dizendo que o parque seria limpado pouco depois da 1h.
Manifestantes prometeram que a expulsão do parque que se tornou o epicentro do movimento não os deteria e algumas centenas de pessoas se reuniram em outra praça de Manhattan.
A polícia formou barricadas nas ruas ao redor do parque, que foi iluminada com holofotes. A operação começou à 1h (horário local) e os últimos manifestantes haviam sido expulsos aproximadamente às 4h15. Autoridades varreram o parque e retiraram grandes quantidades de entulho.
Browne disse que a cidade e os donos do parque, a corporação imobiliária Brookfield Office Properties, distribuiu panfletos aos manifestantes dizendo que o parque seria limpado pouco depois da 1h.
Manifestantes abraçam-se durante a desocupação (Foto: AP)
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