O clima de expectativa em relação ao discurso do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, norteou
os mercados hoje. Mesmo sem nenhum anúncio de novas medidas de estímulo para a economia
norte-americana, as bolsas mantiveram a cautela vista durante a semana e aguardam novos dados
econômicos que possam dar um alento. As bolsas europeias tiveram leves quedas. EUA e Brasil seguraram
no terreno positivo e fecharam no azul.
O tão aguardado discurso do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, em Jackson Hole, EUA,
não trouxe nenhum sinal de ação concreta para estimular a economia norte-americana. Mas os investidores
ficaram animados depois que o presidente do Fed afirmou que os Estados Unidos estão no caminho
para o crescimento de longo prazo. Além disso, Bernanke deixou abertas as possibilidades de mais
ação caso uma nova recessão pareça provável. No entanto, ele não anunciou nenhuma nova medida de
estímulo. "É claro que a recuperação após a crise tem sido muito menos robusta que nós esperávamos",
disse ele. O adiamento para setembro do anúncio de eventuais e novas decisões de política monetária
provocou bastante volatilidade nos mercados.
No mesmo dia, os EUA divulgaram que o PIB do país registrou alta de 1% no segundo trimestre, variação
revisada, ante 1,3% na primeira divulgação. O número definitivo será anunciado em setembro. O
percentual ficou levemente abaixo do que esperavam os analistas, de 1,1%.
Por aqui, o Banco Central anunciou que o governo central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco
Central) registrou saldo positivo de R$ 66,9 bilhões nos sete primeiros meses do ano, valor que corresponde
a 81,8% da meta para todo o ano.
No mercado corporativo, Usiminas figurou entre as quedas. A siderúrgica mineira voltou a integrar as
maiores perdas da Bolsa, depois da forte queda de ontem, quando o papel PNA se desvalorizou 5,76%
e o ON perdeu 4,00%.
Com toda certeza o mercado vai entrar na próxima semana esquentado com as noticias sobre a 1° semestre positivo do Brasil.
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