terça-feira, 30 de agosto de 2011

DESTAQUES DO DIA 29/08

Dados positivos dos Estados Unidos e expectativas de que o Federal Reserve aja novamente para estimular a maior economia do mundo, ajudaram a dar o tom otimista dos mercados nesta segunda-feira. Sem perder tempo, os comprados fizeram a festa nesta segunda-feira. Europa e EUA fecharam em alta, enquanto o Ibovespa acompanhou o
ritmo e iniciou a semana no azul, sendo inclusive uma das maiores altas entre as principais bolsas de valores no mundo.
Aumento nos gastos dos consumidores norte-americanos contribuiu para o otimismo nos mercados. O Departamento
de Comércio dos EUA informou que o consumo pessoal cresceu 0,8%, a maior alta desde fevereiro, após queda de 0,1% em junho. A maioria dos economistas previam alta de 0,5% para o mês passado.
Na Europa, as ações subiram depois que o segundo e o terceiro maiores bancos da Grécia anunciaram uma fusão, criando a maior instituição financeira do país. O governo da Grécia e o Banco Central vinham pedindo que os bancos se unissem, afirmando que o movimento os ajudaria a sobreviver à crise de endividamento.
Por aqui, além do exterior ameno, o noticiário doméstico agitou o pregão. Agradou os investidores o anúncio feito pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, de que a meta do superávit primário do governo federal subirá em R$ 10
bilhões, de R$ 81 bilhões para R$ 91 bilhões - o equivalente a 0,25% ou 0,30% do PIB. Segundo o ministro, esse aumento do esforço fiscal corresponde, na verdade, em não gastar o que se arrecada a mais. Ainda assim, afirma
Mantega, a medida também viabiliza uma redução dos juros básicos no médio e longo prazos, "quando o Banco Central entender que é possível".
Ainda assim, o mercado financeiro cortou sua previsão para o crescimento econômico brasileiro neste ano e o cenário para a taxa de juro no ano que vem, segundo o relatório Focus divulgado pelo Banco Central. A estimativa para a
alta do Produto Interno Bruto de 2011 caiu pela quarta semana seguida, para 3,79% ante 3,84% na semana anterior.
O prognóstico para o ano que vem também caiu, de 4 para 3,90%. A projeção para a Selic neste ano ficou estável em 12,50%, e para 2012 caiu de 12,50 para 12,38%.
No mercado corporativo, destaque para a valorização dos papéis da Confab. O movimento reflete a Oferta Publica de Aquisição (OPA) de ações anunciada mais cedo pela empresa com o objetivo de cancelar seu registro de companhia aberta.

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