As ultimas leituras dos dados econômicos sobre
o estado de Pernambuco divulgadas pelo
IBGE , mostram que a crise econômica não atingiu diretamente a cadeia produtiva
do nosso estado, por causa dos
investimentos feitos no Porto de Suape, através da Refinaria e da grande
contratação de mão-de-obra para a construção do Estaleiro Atlântico Sul.
Assim como as obras de transposição do Rio São
Francisco no Sertão, e a construção das obras da Transnordestina que vem do
interior até a capital no Porto de Suape, gerando empregos diretos e indiretos,
elevando o estado a um patamar de crescimento nunca antes visto, que teve sua
complementação com as obras do PAC 1, PAC 2 e da fábrica da FIAT, que ajudaram
a desenvolver urbanisticamente as cidades que formam um clusters em seu entorno
contribuindo para diminuir cada vez mais o déficit habitacional.
Mais
os problemas que pareciam estar sanados vem aumentando a cada dia, ora por
causa de problemas estruturais e naturais, que o estado ainda vem sofrendo, ora
como a seca do ultimo ano, ou com a
baixa qualificação profissional que já foi verificada em municípios que
receberão grandes fábricas como o de Goiana.
Ainda
assim o Estado apresenta um acumulo na sua dívida pública, que está cada vez maior, passando dos 7,237
Bilhões o que representa uma menor
eficiência na gestão pública. Que mesmo com a taxa de crescimento sendo
acrescida em torno de 1,9% no PIB do primeiro trimestre, fica no mesmo nível da
taxa nacional e de outros estados do nordeste,
como o estado do Ceará, e da Bahia com 1,4%, que por sua vez perdeu
espaço para Pernambuco no setor da agricultura, mais ganhou no setor industrial.
Entretanto
no acumulado do ano, depois de baixas tremendas com a seca o Estado voltou a se
recuperar em alguns setores, mais já demonstra preocupação em outros como o
setor de serviços que é o grande carro chefe que comporta a grande maioria dos
empregos na região metropolitana do Recife.
O que podemos dizer é que o Estado ainda deve
apresentar algumas previsões positivas a curto prazo, pelo menos até 2014, mais
o cenário para o futuro parece mais incerto mesmo com o funcionamento da FIAT,
porque a população vem sentindo muito com a redução do crédito, o aumento dos
juros e a inflação acumulada que vem tirando muito o sono dos Pernambucanos,
que cada vez mais tem os seus salários
sendo depreciados, afetando toda a cadeia produtiva.
Onde o governo Federal busca controlar a
inflação com remédios monetários, como a
alta dos juros divulgados está semana pelo Banco Central que já chega aos 9% a.a, o
que representa um freio no desenvolvimento, e uma redução brusca na geração de
empregos e renda.
O
que nos leva a um dilema: "pois de que vale, aumentar os juros, buscando
conter a inflação, se o governo não busca reduzir os seus impostos e seus
gastos, levando, o que nos leva a um acumulo da dívida pública cada vez maior
dos estados e da nação".
Autor : David Batista

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